samedi 25 mars 2017

Veduta - Hörspiel - Alberto Velho Nogueira, 2013 - Primeiras páginas

[G] Ginecólogo 
[F] Fersina 

Num local de relvado artificial, iluminado a spots, ocupado por maquinarias pesadas; a isolada, entre canos de despejo de óleos capacetes óculos escudos de soldador e máscaras contra as poeiras, procede contra o ginecólogo: com uma vara toca-lhe o tórax acolchoado até enfurecê-lo, um vivo gigante que, provocado pela sáfica, que o espicaça como um touro, lhe deita um jacto de veneno que atravessa o local para a atingir, sem resultado, embora o pânico seja o estado da que se interroga sobre o movimento que não se extingue, agitação excessiva enche o cérebro, materiais de medida acusam a saturação dos que me observam num exercício de desnorteamento, confusão leva-me à corrente que marca com o rumor o tumor cerebral que se desenvolve com a decisão de pertencer às águas, atracção coincide com os movimentos que os circuitos nervosos ocasionam no cérebro, agitação desenvolve o carvão que me constitui, jacto de veneno precipita a natureza escondida nos obstáculos, nas plantas gordurosas, nenhum animal, nem os cães que se reconhecem nos interiores, animais desapareceram por terem receio do enfurecido que cospe veneno, a neblina nos olhos, terreno movediço constitui-se da cabeça à mecânica do veneno, à bicicleta registada pelos observadores que me marcam na cerimónia, na cena, na imaginação que se comanda com o cérebro até ser só uma emoção imaginada que se conclui na corrente de água que transmite um rumor turbulento durante o inverno se houver estações, noções apagam-se quando se instalam as novas que dependem dos tendões do reumatismo da idade dos medicamentos contra as nevralgias, o nevrótico actua, agitação escorre como a corrente de água, cercada de rumores da água em cascata, o receio na dureza das botas condicionadas pelo ginecólogo que me atribui a phobia ao cérebro atrofiado, à obediência que executo na divisão classificada pelos temores, pelos desígnios internos se houver algum interior que satisfaça o que me cresce num privado que nunca abandonei, nunca daqui saí, nein nein, estive nos lugares que me evidenciaram as formas os sons os objectos que se dispõem nos cérebros nos autocarros nas cabinas nos depósitos, outros estão fora do urbano, nos campos onde marcam com foices martelos e bigornas as distâncias dos objectos ao cérebro, máquina de registo do que se propõe aos habitantes, uns sugam a memória, outros ocultam-na para se fazerem vítimas das ordens que lhes dão os organizadores dos depósitos, fui numerada pelo ginecólogo que me determina uma escrita que se aproxime dos que me pedem o recreativo, fui fotografada pelo ginecólogo, presa à repetição do movimento depois de sair do colchão atraída pelos abismos, pelas correntes de água, pelo rumor que me assinala a entrada das águas pelo umbigo, água enche-me o cordão umbilical interno se houver sinais que me informem do tubo que me despertou a conduta na direcção das águas, os ouvidos apanhados pelo rumor, a corrente corre dentro, precipita-me para os aparelhos que desenvolvam mecânicas que se avariam com a pressão, intensidade marca a existência, mecânicas assinalam o estado depois da estadia inerte durante a qual o ginecólogo decidiu que a prosa é o inventado pela phobia, que a nevrose se apaga com o escrito, que o cérebro se expande com o leite de manhã por haver quem determine manhãs tardes noites e correntes de água, abandonada às correntes cerebrais, ao crise, o fogão é de lenha apesar do urbano do chapéu do vestido dos trabalhadores que invadem o autocarro para um percurso que me leva aos lugares nunca registados, nein, registo os traços as mecânicas as injúrias mentais, examino o ginecólogo, atitudes declaram-se pela língua que repete a noite e as locuções requisitadas para a leitura da nevrose que escorre, corrente de água marca a discussão entre as correntes nervosas e o discurso que me carrega de energia alimentar num local onde me obliquo num colchão, energia consome-se repara-se reconstitui-se sem próteses sem muletas, as ajudas estão no que repito a cada sobressalto, ginecólogo capta energias mortas, folhas mortas fios e cordas, a visão dele corrige o que absorvo, cheiros desenvolvem-se por haver matéria morta que se desconjunta, que expeli, secreções repercutem o que o cérebro catalogou com a ajuda dele, sem ajuda não existe motivo para sair do colchão, sou responsável pelo dia anterior, haverá mais matéria e tempo, locuções organizam-se debaixo da vigilância do ginecólogo que se aproxima para medir a diferença entre escrita e vontade, aniquilada pela aproximação (dele), a respiração envolta num pano de quem tem aspereza phóbica, ginecólogo sobressalta-se, estremecimento provocado pela paralisia que lhe afecta o braço direito, a escrita sai-lhe deformada, a letra inexistente, rabiscos logogramas traços a carvão, escreve com o carvão por ser feito de carvão, transportado pelos mineiros que abrem túneis nos lugares designados como ele tem lugares escolhidos para o que sou, Férsina de hoje, a de ontem é um invólucro de múmia, letras correspondem aos nervos que maltrataram o ginecólogo aproximado até ao hálito de fumador me penetrar nas narinas, esponja elefantíaca assinala os cheiros os derrames cerebrais o que circula por excepção, o controlo exercido pelo que se aproxima, a corrente eléctrica não lhe sai, apanhado pela paralisia pelo afásico pelos rumores do estômago da coluna vertebral que estala conforme os saltos, nein nein, ninguém salta, ginecólogo repete o dia anterior, não existe variante, ocupa o mesmo lugar recomeça o circuito, a bicicleta conduz-me à corrente de água ao depósito ao exíguo que coincide com a memória do cordão umbilical dos pedais das esferas das rodas e outros materiais que me apontam, apontam-me a bicicleta, registos devoram-me o cérebro conforme as discussões, as phrases são uma abreviação dos sentidos, a constituição de qualquer forma que se elabora no cérebro para desintegrar-me diante dele, eficácia dos que me propõem correntes de água bicicletas e aparelhos que denotem pressões, compressões existem na cabeça no tronco nos membros, feita de associações de músculos e de obras que correspondem ao que me retiraram quando me cortaram o cordão umbilical para me garantirem que o ginecólogo seria o sustento (sic) depois das correntes que passaram a águas turvas, orifícios divulgam o defeito das articulações, a não atracção, o lascivo realiza as falhas emitidas pela phobia, as excitações no lugar do veneno cuspido, atraída pelas correntes, a indecência é método do que se seguirá, ginecólogo aniquila os textos elaborados por defeito, nenhuma garantia de elaboração sistemática depois do sono, nein nein, nenhum sono, o quarto criado pelos que me agridem, letras desfazem-se num compost, formam o carbónico das operações feitas com arames e folhas mortas embrulhadas nos papéis que contêm exercícios mentais, escapatórias, textos escondidos denunciam as pressões, as manipulações de quantos se juntam ao ginecólogo como os gangsters que atacam durante o período da sesta, fujo dos lugares onde me obstruem, membros agem por si, agitam-se sem carburante que alimente os nervos, vista nua num carvão que me traça desenvolta, braços desfazem a simetria, são suportes de quem não exprime o compost das florestas, habitantes são compost depois do sono, energia morta, abriu-se um negativo, o carvão enuncia os nervos imita o nervoso abrange os limites de cada, sou uma catástrofe no colchão, não me separo dos objectos que me abrem o cérebro, ginecólogo aponta para o que lhe ocorre no lado direito depois da paralisia lhe ter afectado a narração que lhe vem dos testículos apanhados pela imprecisão, manifestações não existem sem as correntes de água, os defeitos não se corrigem, exposta num colchão sobre terra batida, observadores identificam-me mexem-me tocam-me nos órgãos que emitem sons depois das correntes de água se misturarem com o que resta do cordão umbilical interno, nein, não tenho cordão umbilical, os restos do cordão são fósseis do ser minúsculo por terem decidido que escreveria sobre um microcosmo, a escrita adivinha-se nas correntes que marcam os discursos constrangidos, o que escrevo resulta compost, matéria engana-me, existe sem exigência, o sonoro não caracteriza os que se aproximam, a respiração acabou, deu lugar ao engavetamento, à distribuição das roupas, vestida com rendas e outros apetrechos dementes, a demência nas rendas que me corrigem os membros tratados como avarias de mecânicas que se desfazem conforme as insónias no colchão, a narração empobrecida pela cura do que se não diz pelos poros e outras armações, os membros sustidos por arames que me posicionam direita, sem arames seria uma estrutura mole sujeita aos nervos que me agitam no recinto da prova, provo que me divido, classifico o lugar pelos cheiros, a floresta classifica-me o compost, habitantes fumam bebem comem bifes de porco, os argumentos nos frigoríficos, manobras designam os aparelhos e objectos, nada de desusado no que elaboram com os nervos, agitações reservadas aos membros, o agitado vem do crise, não dos nervos que não actuam, os habitantes internados nos hospitais por demência, as distâncias calculadas em centímetros, em círculos, em abóbadas e outros desenhos geométricos que decidem dos cortes dos membros, das transmissões, das agitações circulares dos membros que se afastam do tronco para formarem obstáculo aos que me atacam, sem efeito, ginecólogo garante o veneno enquanto duram os ataques, os membros superiores inalterados, aqueles que não rastejam não tocam o chão, que me evitam as mudanças de temperatura, os membros inferiores sentem a temperatura que me gela, perco a memória momentânea, agarro-me aos segredos que me alucinam o cérebro enquanto dura a tensão atmosférica que me inclina para o terroso dos campos embora esteja dentro dos círculos de controlo, o que pressinto está de acordo com o que vejo, obedeço aos ventos que me orientam para oeste, a queda no solo, no segredo que me enviam por reflexo ocular, o rasto escondido, ginecólogo soletra letras quando em crise, o choque resolve-se na tremura, oculares registam os sobressaltos, temperaturas mudam conforme o que recuso, distância vai dos membros superiores ao púbis, centro da posição para não cair, não apoiada ao ginecólogo que se descontrola num instante igual ao da foto que lhe tiraram para haver um testemunho da tremura, câmaras acrescentam à memória, fui escolhida pela experiência depois da guerra que se instalou em Palù del Fersina, antes do crise que me deslocou para outra posição, oculares registam o crise de um período incerto tal a falta de minúcia, a atenção fora da paisagem, conheço os contornos geográficos, aproximo-me do ataque, os sintomas agravam-me o perfil, de frente apago-me, feições inúteis são evidentes de perfil, confrontam-se com o vale, assinalo o crise, o queixo que se baba diante da porta da escola, habitantes edificaram uma escola, escolheram a habitação frequentada por crianças que vieram dos refúgios, ninguém as viu antes, ninguém as vê, submetidas à educação mental, reduzidas à imitação dos adultos, obedientes na escola, negação confunde-se com abstinência, aprendem por engano as matérias não reconhecidas, saíram das camas de palha que lhes alteram os oculares até à escola, inclinadas para o nascer do sol por terem membros como os adultos embora sem o crise, crianças sentem a intenção da phala contra os militares que absorveram a escola para se instalarem, caserna presa ao crise, ginecólogo conhece o efeito do crise sobre a cabeça que se inclina para a esquerda, lábios facilitam a salivação, agitação caracteriza-se pela absorção de medicamentos, nada me assusta, crise prolonga-me o fastídio, reflecte o dentro, raios x alteram-me as feições, observadores estão de fora, estudam a contracção das feições, classificam o que me marca a face virada para eles, órgãos repetem as funções, o que escondo é maior do que o enviado, sistema ocular capta a mediocridade, natureza resiste à mudança, só a luz se altera, os ramos os troncos as folhas resistem à mudança dos que me enganam diante da igreja construída para marcar o tempo dos que decoram o campo santo, tampas de mármore gravadas, tenho o nome inscrito no mármore depois do crise, estatelada no chão com desejo di aranci di limoni que me confirmem que o oxigénio penetra por onde deve, que não me abriram interstícios, que o respiratório funciona com a absorção do oxigénio que me dirige para a escola se as células vivem se me agito antes do crise, o escondido é necessário ao crise, sintomas têm a intensidade do silêncio, ausência de rumores melhora a audição do tractor, tractorista procura a fonte pública, bebe diante dos observadores, escolares dirigem-se à igreja, crise altera os órgãos que registam o nervoso, habitantes reagem ao crise se alguém mede o tempo por cronómetro, os objectos são raros, faltam mecânicas que ameacem a gravidade, a constância dos actos nervosos que se acumulam até à explosão negativa, aproprio-me do negativo, da falta de líquidos, alterações sanguíneas declaram-se a cada obervador, acusada de concentrar-me no crise sem distinguir os fenómenos, extravagante socorro-me de elementos de fora, os de dentro não se ocupam do crise, sou absorvida pelos médicos, pelo arbitrário dos que não sentem a ineficácia, membros aproveitam as correntes de água, entro no sentido da corrente, levada pela intensidade das águas que me incham, capturada por redes, metida numa lona para transporte a quatro homens para o lugar dos ciprestes, das vibrações que não sinto, não tenho aparelhos apropriados ao arbitrário, inclinada para as correntes desde o corte do cordão umbilical, enchida de água, exangue, apreciada pela brancura anémica, sem corrente sanguínea sem temperamento, só a fuga do crise, a expectativa de quantos me observaram sem manipulações, nada que recebesse dos fantasmas, saí das correntes, observadores notam o crise, fantasmas repetem o que declaram nos comícios, palavras de ordem que o fantasma social transmite, fantasmas reproduzem o que ouviram, crise atinge os frequentadores dos comícios, alimentam-se de fauna local, caçadores mecanizam-se, a mochila às costas para resistirem às faltas, as botas acusam o peso, os lugares marcam-se no mapa, adaptam os cérebros ao que o tempo lhes ocasiona, a noção na cabeça, nos passos carregados de mochilas, no vocabulário que lhes diz o que vêem e o que sentem pelas narinas, vocabulário altera-se com a corrente que sinto desde que me cortaram o cordão umbilical, nein nein, sujeita a resvalar pela encosta até à corrente que me engana, fragilizada pela falta de vermelho na paisagem, oculares não captam o vermelho, anémica vejo fantasmas, faço parte deles, sujeito-me ao que designam, ao que pedem aos membros que deambulam pelo vale, o que oferecem aos que os registam, fantasmas deles próprios, sou fantasma Fersina, símbolo das correntes de água dos registos do cordão umbilical que sobrevive enrolado à cintura, com que me ato, ocular acusa as deficiências das máquinas, aparelhos registam as aparências, sistema da phala não existe, não pronuncio nada, existo sem adjectivos que anunciem a morte, a transformação em compost, texto repete-se idêntico desde que me cortaram o cordão umbilical, nein, teimosia, nada cortado, duas três phrases reforçam-me o crise, alterações cumprem-se durante o período denunciado pelos que me registam no crise, garganta define-se como único órgão, os outros funcionam para si próprios, não aderem aos movimentos dos braços corrompidos pela passagem de lugar a lugar pelos costumes dos lugares pelo colchão pelos objectos usados, nada corresponde ao progresso da insónia, como se trata a insónia como se inclinam os sujeitos ao crise como se defendem os acusados das artimanhas dos observadores qualificados para dirigirem o crise, dirigida para um exíguo como lebre que escapa aos caçadores, esquivo-me aos passeantes caçadores que se servem do crise para o conhecimento da falta de sanguíneo que os alimente com decência, escolho termos que me definam sem sangue nos canais, escondo-me nos refúgios de guerra, no crise assimilado à corrente de água que me desagrega, subordinada ao que visto, camuflada, vestidos ajudam à camuflagem ao segredo à ocultação das formas, carvão traça linhas nas pernas, bicicleta reduz o crise ao pedalar, elementos chamam-me, sou um agregado à volta dos fenómenos que confesso quando me desvio para zonas agitadas, deslocamentos geográficos, Arezzo casa de Petrarca poço do Boccaccio, inventário dos lugares que as correntes do cordão umbilical captam até à perda de conhecimento, os sentidos e os locais invertidos, os polos eléctricos descarregados dos carvões, letras dependem da afasia, dos choques nervosos que se cumprem por avaria, não por vontade, perdi a regulação do cérebro, esclareço-me nas correntes de água, o cérebro apoiado em estacas venezianas, lugares decidem da manutenção do cérebro, da lubrificação dos canais que empurram o sangue se o houver, isolada inicio a phobia que classifica o lugar onde assento os sapatos, calçada provoco os que me atribuem desejos, desloco-me por determinação própria, defino a autonomia, ofereço resistência, os membros inapropriados ao físico inerte, sapatos apoiam no chão de terra, a confusão dos sinais da atmosfera, a deriva, isolada confundo os lugares, a inconsciência do lugar até que o cérebro não apanhe o pensamento, velocidade engana o cérebro, confundo os neurónios, massas deformam-me diante do ginecólogo que me inflama no colchão, lugar do corte do cordão umbilical, procuro as correntes, afasto-me dos lugares que não me prometem águas e constrangimentos dos membros se fosse constituída como os habitantes, uso de juízos idênticos hoje e ontem, o futuro alargado, não vejo os motores internos, as correntes de água saem pelos órgãos de resposta, língua é objecto de acusação, se se mexe é por ter desígnios que a movem apesar dos observadores inexpressivos, sou máquina de coser, os fios enfiados nos dedos, os dedos cosidos, a dor impenetrável, dedos inoperantes quando me apontam o trabalho a fazer, ginecólogo mostra-me como se colabora com o futuro que me atribuem para melhorar a performance, o trabalho limitado às linhas de coser, à manufactura enquanto recito phrases limitadas ao costume, repito a angústia que o ginecólogo me atribui, nein nein, ginecólogo fornece-me o cérebro arranja-me os dedos interessa-me pela máquina de coser instala-me na manufactura indica-me o mental mecânico a fornecer, produção exige trabalho durante a noite, os oculares em função embora a perturbação causada pelos néons me iluminem o lugar onde me separo das que trabalham com as linhas, coso por sujeição, apanhada no colectivo, na colectividade que me atribui domínio dos fios para os bordados, coso com os materiais que me classificam, crio suspeitas ignoro a manufactura, esqueço-me do trabalho com as mãos, cérebro não responde às linhas, aos motores exteriores enquanto os internos obedecem ao ginecólogo desde quando, nunca houve quando, ginecólogo no futuro quando me cercam com datas e refeições para engordar o cérebro, os membros dão-me a estreiteza própria para as correntes de água no ouvido interno, a zona afectada pelo nervo, pela confusão dos que me planeiam com instruções, dossiers referem-se ao que produzo, medem-me a intensidade das mãos, o trabalho medido pelos peritos que me empurram para o atelier, a zona do fracasso, noção arbitrária, coser é ocultamento do que me atribuíram para levar o discurso à aplicação das linhas de coser, nada de phala para os que me empurram na manufactura, perturbada com a maquinaria exterior, o interno alinhado pelas máquinas íntimas que fabricam fumos venenos matéria intoxicante que denota confusão indecisão perturbação, rejeito o colchão que me atribuem, esqueço-me da manufactura recebo correio, correspondentes escrevem-me noções novas, participo do Musil fardado na montanha, ouço-o se ouvir for o sistema único, se os membros indicam produção mental, ginecólogo atreve-se ao colchão, bebo como condição da jornada, o fim ali mesmo, o futuro degradado pelas células, pelo pútrido do leite, pelas instruções que recebi da manufactura, realizo a exploração do carvão, dos sacos, matérias repetem-se, ataques iluminam-me as aguarelas que desfaço, a cabeça numa delas, aguarelas identificam a extensão da neve, aguarelista inscreve uma data: mil novecentos e setenta, Winterlandschaft, reconstituição dos lugares que se tatuam na esponja elefantíaca que inclui aparelhos que registam, esponja elefantíaca regista as aguarelas que contêm a cabeça separada dos membros, cortada, o corte faz parte da memória que encho a partir do colchão, dos materiais que identifico pelos cortes com as lâminas da manufactura, máquinas de coser não evitam o derrame, a derrota, escondo-me das manufactoras que cosem os dedos com linhas, chamadas à função, ocupada pelo ginecólogo não evito que me arranje a cabeça, estou fora dele, o que está fora domina-me por aparelhos que reduzem os nervos às ocupações mecânicas, observo o mental em crise que se constitui com o disponível que me arrasta para fora das cabinas, contida no exíguo de origem, dentro dum saco, a origem num saco, discuto com os que me impulsionam, me expõem o trabalho a executar com as linhas, manufactora a exportar para zonas que não conheço, o que não conheço está atrás das minhas costas, o horizonte sujeito ao ginecólogo quando me aponta o leite, bebo para afrontar o estorvo, entro nos aparelhos que tenho no interno, não acumulo o que engulo, leite é a corrupção do mutterno que dá compost na morte das manufactoras no exíguo onde me enfiam para me catalogarem o crise no lugar onde predomina a asfixia, a corrente de água sem a qual nada resulta, não ouço se me fecham numa redoma como relíquia religiosa, confundo as manufactoras à mesa do refeitório durante um ciclo, presas às zonas que as limitam, um filme projectado na parede do refeitório sobre o dirigente que lhes mostra o rentável, dirigente limita as correntes de água que correspondem ao cordão umbilical, ao colchão onde me expõem para a recuperação da força de trabalho, do compost que vem da Mutter, ligada à Mutter por trapos rendas tecidos bordados, ocupações de quem não tem cérebro adquirido ao manufacturar, os dedos cosidos pela falta de precisão, aparelhos aproveitam a inexactidão para coserem sem limites, as manufactoras impregnadas de venenos nos corredores sem saída, becos minas de carvão, sacos Duchamp transportados do texto anterior que me determina as mãos e as funções com os materiais carbónicos, traço recintos com colunas onde as ordens se transmitem por tradição acústica, ordens acusam o peso das colunas dóricas, os capitéis decorados com a história das manufactoras, ordens saem pelos megafones que fazem parte dos órgãos de igreja iluminados por néons, angústia do néon, do gás que treme, luz denuncia a debilidade do gás, a deficiência dos gases que se respiram, montanha não facilita a chegada do ar aos pulmões que se examinam nas salas de operações, nos recintos de usura dos órgãos, gargantas e pulmões reagem contra os costumes da língua ininteligível, o inteligível está na nevrose no crise no colchão onde me depositam depois de coser os tecidos, inanimada conduzida ao colchão, despem-me verificam os tendões por me terem enfiado éter depois de ocupar o geográfico que contém canais, irrigada, o geográfico irrigado, irrigada pelas correntes de água que ouço no ouvido interno, no que se inventa dentro para compensar o inútil, compensação está na falta de diálogo na Berggasse 19, denunciam-me por haver quem denuncie, relatórios escritos nas folhas quadriculadas nas pautas nos cadernos de duas linhas nos cadernos de uma linha, denunciadoras cosem, a denúncia está no coser, na falta da língua, no veneno ejaculado pelo ginecólogo contra elas, sou uma delas nos limites da representação teatral diante dos que me devoram com os oculares, me conspurcam com os dedos, atentos à ordem que lhes transmitem: exaltarem-me conforme o apalpar, reduzirem-me ao objecto que cose, dependo dos que me dirigem aos sacos de carvão, os punhos tensos, cordas atam-me, isolo-me num colchão, escolha depende da sujeição mental, do uso do interior que conserva os materiais de que me sirvo para a limpeza, sou terreno com cogumelos, recebo ordens de despejo do colchão depois da insónia orientada pelo ginecólogo que me controla a falta da corrente de água, a falta do cordão umbilical, matérias desclassificam-me, calçada sem motivo, colchão identifica o crise, a procura do restabelecimento, desobedeço, atraio os sacos de carvão, os colchões, poros cumprem o costume, orientam os glóbulos vermelhos, orientação vem do colchão da insónia da inclinação enquanto insone que se forma por ignorância, inconsciente dispara quando menos se quer, quando o crise não reflecte o mental, crise aumenta a insónia, insone observada pelo ginecólogo que me filma os contornos, o perfil enquanto finjo dormir, nunca durmo, membros assinalam a queda no abismo do nunca dormir, tractor elimina-me a cabeça quando insone, insónia por defeito dos canais que evaporam o líquido vermelho dos tendões das pernas que dizem brilhantes, primeira observação sobre os membros, nada sobre a cabeça os beiços os colchões a insónia exagerada pelo ginecólogo que phala de constituição débil, o exercício nas correntes de água faz-se de manhã, horários cumprem-se, a coleira ao pescoço, predação, ginecólogo acusa-me de desleixo de indiferença por não cozinhar o que ele quer, de ausência de articulação da língua de frieza de desleixo lúbrico de me mostrar aos outros sem que sinta o respirar do animal ferido pela indiferença com que aceito o colchão como elemento umbilical que me revolve até mudar de região, escrevo a resistência, caída nas escadas onde recolhem as que procuram o excesso de água depois de lhes terem cortado o cordão umbilical, o colchão é limite é dependência, argumentação contra a repugnância que vem dele, cheiros, natureza dos fenos misturados com a transpiração, argumentos para me afastar da figura estreita, da magreza excessiva, dos tendões acelerados pelo nervo, da mordedura do lábio inferior enquanto deita o leite sobre o vestido, a função vem à superfície, é coser que me exigem, que escreva para os gangsters que procuram a escrita regular em Siracusa, o Caravaggio exposto, as retinas iluminadas pelo quadro colam na esponja elefantíaca o Seppellimento de Santa Lucia, o meu seppellimento com a congratulação da igreja representada pelo ginecólogo cardeal que me propõe os símbolos religiosos, representante da autoridade que exerce sobre os meus restos, atraída pelo colchão, seppellita com roupas indigentes, o ginecólogo rejeitado por falta de utilidade sexual, o órgão de plástico saliente no púbis pela obrigação de controlar-me o mental, a escrita para gangsters que pedem literatura condicionada, retratos de familiares com um cão, ginecólogo obriga-me à escrita, seppellita em Siracusa, termómetro da minha recusa, da fuga, da memória apanhada no crise, no engano que produzo por deficiência do montanhoso, montanha provoca o crise, elimina as censuras, abre-me o físico aos trapos, envolvo o físico com os trapos cosidos na manufactura, manufactoras sujeitam-se aos gangsters, que cosam, as exportações aumentaram, os deficientes impõem autoridade, sem ela as manufactoras não avançam na cosedura, montanha dá-me o nome, Fersina constituída de ferro de aço, metais urbanos acumulam-se na esponja elefantíaca desfeita diante do ginecólogo, o copo de leite na mão, obrigada à saúde mental procuro as correntes de água para a obtenção do melhor resultado, atraída pelas águas, tenho barriga de água, inchaço, desequilíbrio da esponja elefantíaca no colchão, frio gela-me os tendões, os órgãos internos desaparecem na manufactura para darem lugar a objectos que me socorrem a esponja elefantíaca que renuncia ao ginecólogo, agente das obras religiosas quando se mascara de cardeal com mitra e bastão, religioso analisa o que me inculcaram, enfiaram-me o religioso nos membros no inclinar da cabeça, sou Santa Lucia seppellita por imitação, por vontade própria, que a terra me cubra, me impeça a respiração, seppellita é noção convincente, respiração nula, acusada de desleixo de descontrolo, a corrente atrai-me, atracção vem do cordão umbilical, não me atribuíram futuro, seppellita diante da assistência, gangsters pediram-me textos sobre eles, organizo as correntes eléctricas os desleixos os abandonos, sonambulismo atrai-me para as correntes de água, convulsões perturbam a vista, o ocular metido num escuro eternizado pelo ginecólogo no colchão, detido pelo íman que sou, separo-me dos gangsters que se concentram nos textos que os caracterizam, lêem a esponja elefantíaca os neurónios as convulsões as magnetizações que os atraem para a morte, correntes de água gelada aproximam-me do ginecólogo, deslocam-lhe a atenção, preocupações internas não absorvidas não transmitidas pelas feições, esgares tiques durante a visita dos que me impedem de socorrer-me das correntes, nein, escondem o cadáver, nein, não existo fora das convulsões, carácter estala os vidros da redoma, elemento religioso alimenta a esponja elefantíaca, estou num confessionário, intitulam-me Santa Lucia por semelhança com a que reproduzo num colchão, reivindico um colchão abandonado nos campos com cavalos e pastos apropriados à natureza ecológica depois de ter sido terra para culturas de beterraba, para enterrar santas como a Lucia do Caravaggio, lugar procurado pelos gangsters que me pedem escrita a favor dos enterrados junto das figuras da igreja, lutas idênticas, parceiros das intrigas que me propõem: a paralisia imediata dos membros, dos músculos da cara, o perfil de cera, encerada, a cor da letargia, o vermelho sanguíneo fora de mim, fora de qualquer habitante, fora do quadro, predação do ginecólogo atraído pelo compost que se forma junto da terra que me cobre, asfixiada, ginecólogo põe-me os dedos na testa, a cerimónia da febre que não tenho, a temperatura adequada às correntes de água, correntes ligam-me à terra, colchão rarifica-me as acções, não tenho modelo de conduta na manufactura com as linhas os fios as máquinas que se projectam para dentro, que engolem as manufactoras invadidas pelas maquinarias lúbricas que têm motor eléctrico, que se enfiam nos órgãos lubrificados pelo gozo do ginecólogo que se junta a elas na comemoração do aniversário da manufactura, negócio triunfante do ginecólogo que se serve do pénis para regular as maquinarias eléctricas que oferece às que participam das coseduras reguladoras dos êxtases, os proprietários reunidos com as manufactoras num espaço onde produzem canto coral, colectividade festeja o regozijo dos proprietários diante das manufactoras de órgãos prontos ao exercício eléctrico, aparelhos definem o libidinoso, sou admitida como elaboradora da morte, acusada de preferir o colchão, identificada pelo mijado do colchão, pelas transpirações dos que se abandonaram ao mijo que aquece as coxas das manufactoras, o resto é recapitulação dos gestos nos colchões que melhoram a memória, manchas são memórias dos operadores excitados, a esponja elefantíaca acusadora das que se aproximam, os vestidos transparentes, massas perturbam-me quando imagino as pernas esticadas que me cobrem quando me estendo com elas nos colchões, manufactoras têm colchões idênticos, as manchas memoriais revelam o mesmo mijo, a queda do líquido depois do espasmo, o mergulho no mais íntimo que cobre as coxas das que se lavam no colchão, os sexos perdem-se, perdida a parceira até que apareça outra controlada pelo ginecólogo que se descarrega da obrigação de olhar para o que vai do leite ao colchão, repugnância pelo colchão, lugar onde cumpre a obrigação onírica, onde desenvolve as pressões sobre a não disposta ao toque dos dedos à confiança ao abandono, sou objecto composto de toques e de silêncios, os estragos são causados pelo colchão, o sexo orientado pelos gangsters que me subornam, que trate dos cães das correntes dos rios da educação dos que se penduram em mim, ginecólogo abandona-me à força da natureza que se revela nas correntes de água, nas florestas que percorro para tratar do crise, corrompe-me os órgãos que detesta, a corrupção vem dos horizontes, das paisagens que os gangsters engrandecem (sic) com as mãos de borracha, distracção eficiente dos que se cobrem de metralhadoras que oferecem às manufactoras como compensação da lubrificação dos órgãos de que se separam com a condição de os substituírem por outros mais eficazes, a eficácia conta, a escrita espremida até dar correntes de água piscinas tanques de lavar roupa, acabaram as máquinas de lavar roupa, ginecólogo actua com as mãos como dá a mão à que lhe suporta os órgãos antes do derrame para o colchão, pastas cerebrais emitem a expulsão dos líquidos, incontinências ilustram o quotidiano da que lhe injecta o lúbrico, o engenho eficaz quando me olha sem tocar nos fios e linhas de coser, dedica-se à bulimia transtornada pelo hipnótico, rejeita-me, rejeito o leite, o copo contra a porta, a estimulação do crise quando me cobre os ombros com um plaid de manufactora zolaniana, humidade invade o colchão, ginecólogo averigua a falta de móveis, observa os locais reservados ao líquido que escorre para o colchão, mancha depende do hipnótico, do crise, pescoço comprido evita o engolir, tamanho do canal afasta a salivação o engolimento, a saliva reservada para a que lhe toca com os dedos sem linhas que cosam as mãos, nein nein, revelo o que nego ao ginecólogo, catalepsia ordenada pelo que me toca na nuca, crise desenvolve-se entre excitações aumentadas pelas agulhas das máquinas que penetram em qualquer lugar onde esteja uma manufactora, agulhas pertencem à hipnose que lhe favorece o líquido lubrificante, ginecólogo chama-me pelo nome quando estendida no colchão, coberta por terra que me sufoca, terra entope os canais respiratórios, comer terra faz parte da recusa do ginecólogo, crise excita os músculos, acabou a táctica do sono, envolvida pela terra, canalizam-me a respiração por tubos de plástico, as matérias invadem-me, socorro-me da repetição que me leva ao arame farpado, aos limites do cérebro, à esponja elefantíaca, tenho miolos, braços de cruxificada, abatida pelo cano da espingarda, balas em profusão, desperdício, embrulhada num lençol, o cu de mármore, feita a partir do mármore que me substitui a memória encravada na esponja elefantíaca que se desfaz por falta de irrigação, falta de corrente de água que me guie o íntimo, a intimidade está na esponja elefantíaca que se desloca com os membros inferiores, esponja elefantíaca desfaz-se na cabeça, alvo de tiros de espingarda, esponja embrulhada em lençóis até encontrar a forma de cogumelos, de ventosas, objectos caracterizam-me eficaz, a eficácia do crise elimina-me os instrumentos do sono, utensílios saem do comum, colchão é a base do mental que me enche de matérias fabricadas sem ligação à terra, abandono-me no colchão à forma que crio sem crise, acabou o crise, resisto ao que me dá incoerência, retratada nos metais nos vidros nos objectos que não dormem, sou objecto sem sono, esquivo-me ao laborioso, visto farrapos que coso à máquina a transportar para onde me desloque, colecciono objectos de cartão, farrapos, esfarrapada, memória desloca-se pelos canais, estruturas obedecem aos materiais, ao mármore se na horizontal, colocado o mármore com um nome inscrito, a garganta asfixiada, materiais engordam-me, engordada à força de alimentação artificial, produto dos supermercados onde entro para satisfazer o lúbrico nas toilettes Damen com os funcionários fardados, animais de uniforme penduram-me num gancho, prova de leveza sem crise no supermercado onde me expõem para venda, mostrada aos observadores, lugar contém observadores que gozam com a falta de vestidos, manufactoras mostram a nudez, os mamos gordos contêm o leite que o ginecólogo me força a beber dos mamos que levantam a erecção dos que se testiculam de língua de fora, prontos à higiene da erecção, correspondência entre a língua e a erecção dos animais diante do estrado, cadeiras cobertas por oleados para evitar as manchas, homens descarregam-se, espectáculo de circo, instrutores animais fazem parte do fantasma colectivo, prestam serviços no circo nas feiras nos recintos de ginástica, são animais de funcionamento gratuito, desajustam as bexigas testiculares, incontinentes mancham as fardas, disputam-se os papéis, utilizam as armas pessoais, têm mochilas com material de campismo de quem se desloca sem orientação, suspendem-se em fios cosidos pelas manufactoras, mecânicas substituem os materiais avariados, nein, volto ao manual, o eléctrico falsifica-me os membros superiores, os inferiores na marcha inadequada ao batimento do coração, nenhum outro nome para o órgão que bate sem regularidade, suspensa por um fio de nylon, esponja elefantíaca aumenta até formar tumor, os olhos inchados, esponja deteriora-se, impede-me de actuar no circo, não sufoco com a terra, sou de barro, nein, de carvão, colchão provoca o crise, estou sujeita à multiplicação de glandes e de ventosas que a esponja elefantíaca instala nas costas, situações incoerentes inconscientes, balas perfuram-me, nein, irritada com o ginecólogo, glandes suportam-me, glandes metálicas glandes rolamentos, deslizo nelas até à corrente de água, leite entra pelos canais, está nos mamos mármores, o físico disposto ao colchão, não me retirem o colchão, nein, as ventosas nas costas, materiais não o substituem, colchão forma o carácter, não assimilo o ginecólogo, presa ao colchão a que deito fogo para acabar com o crise, lugar do crise deu-me o nome de Fersina criada no colchão, os lugares da higiene fora da vista, dos toques com os dedos cosidos pelas linhas, enfiada numa redoma, nos lugares que contêm animais que percorrem os supermercados à procura das voluptuosas, glandes ventosam-me as costas, ventosas criam apetites, nein, o sono acabou a fome idem, ter fome é símbolo lascivo, deitam-me no colchão para receber as glandes inchadas dos animais que ocupam o supermercado para a iniciativa do abuso, animais multiplicam-se diante dos mamos, engrandecidos pelas erecções pronunciam a irritação, as meias como único vestuário, falsificam a erecção com gessos com mármores com plásticos, compenetram-se nos materiais: pénis cornetas de plástico apitos assobios glandes de mármore de bronze, instrutores animais dissolvem-se, nein, manufactoras tratam dos instrutores animais em acção circense, de meias único vestuário, assistidos pelos treinadores que levam aos jogos olímpicos os que perseveram nos treinos, de pé em fila, os órgãos sem erecção, o mole não se ensaliva não se encera, as glandes abandonadas, corrimentos acabaram, espécies entraram nos supermercados por haver saldos de apetrechos de cozinha de máquinas de coser que dedicam às que lhes levantam as glandes com peripécias, nein, observações inúteis sobre as erecções dos agentes bombeiros militares graduados padres por haver igrejas e catequeses que os levam aos bares ao supermercado às toilettes Damen onde se encontram com as glandes apertadas entre dois dedos para os contactos com as que ignoram as cornetas de plástico que substituem os pénis, nus aproveitam o lugar para o evidente, a ética faz deles artistas de circo, as glandes plastificam-se, petrificados no supermercado, agentes sem espermal, sem outros líquidos fora o mijo que mancha as cadeiras e os colchões, incontinentes declaram o gozo da incontinência, anúncio néon carimbado nas glandes, neles, atletas com ventosas, instrutores preparados para a manutenção e abatimento, abatidos uns pelos outros, jogo de cedências, de síncopes, de meias nos pés, distinção voluntária das glandes que rejeitam o líquido com contentamento dos incontinentes nas reservas humanas que constituem, reservas a enfiar nos frigoríficos apesar de abandonados pelos que os classificam de artistas de circo sem crise por não terem esponja elefantíaca, o futuro agarrou-os, estão no supermercado, glandes são símbolos como as ventosas nas (minhas) costas, art is garanty of sanity, documentos da sanidade estão nos arquivos nos museus, urbano conserva documentos, cria museus dos crises e das glandes moles, dos orifícios enchidos com líquidos de performance, a performance executada diante de câmaras, glandes documentadas nas gavetas nas prateleiras dos arquivos, classificadas como glandes moles e outros artifícios, pertencem ao futuro, enfiam-me numa gaiola por troçar das glandes que exibem de meias nos pés, ginastas aproveitam as toilettes Damen, lavam-se nas torneiras, dizem-me o que são, como entraram no supermercado para a mancha de líquido, a combustão interna, represento o que eles querem, colocam-me no colchão observo a incontinência, absortos pela vertente dos líquidos, o molhado perturba-lhes os cérebros, apropriam-se do animalesco, as glandes marmorizam-se plastificam-se, de moles passam a esculturas, sou uma ocorrência nula, nada que me substitua a ambiguidade do ocular dissimétrico, duas imagens das glandes moles, do mole, do circo, imagens rejeitam a convergência na esponja elefantíaca, torturam o consciente, os instrutores nus são duplas imagens, multiplicidade do gozo, da risada (sic) que me produz saliva e outros ingredientes, líquidos internos estão em saldo, secreções vêm das glandes em saldo dos instrutores nus, glandes não produzem mais actividade performática, o que segrego reflecte-se nas glandes, o que produzo vem da exaustão do crise, o símbolo masculino deformado, pénis são cornetas de plástico, a produção sonora numa gravação datada, sons não correspondem ao dissimétrico dos olhos, dissimetria causa desmaio, forma duplas glandes nos instrutores, resíduos com cornetas pénis de plástico, instrutores soam, actualidade perfura-me os ouvidos, duplas glandes pedem acções suplementares, a esponja elefantíaca esquiva-me a nitidez, vejo entre neblinas, não conheço os incontinentes, colchão determina o raio de acção, a zona de experiências, de sabotagem já que me pedem cortes com lâminas, acidentes com as mãos, coseduras dos lábios vaginais, tudo o que provoca aniquilações desleixos distracções no circo, lugar de concentração, instrutores exercitam-se, animais têm actividades com os pénis cornetas nos circos nos ginásios, as glandes manifestam-se como físicos engelhados, participo da limpeza que se exige deles no supermercado, reduzidos aos oculares desfocados, assimétricos, anúncios néons verdes desfocados pelos oculares que me favorecem a inadaptação aos lugares, a respiração não eliminada pela terra que me engloba, participo do lugar, terra não me sufoca, as ventosas coladas nas costas, ventosas operam, gelatinas vendem-se no supermercado, os instrutores perturbam-se com as próprias gelatinas, produzem performances nulas, os oculares desfocados absorvem os objectos para as esponjas elefantíacas, dentro um poço, o dentro impõe os instrutores à reserva limitada por arames farpados electrificados, instrutores exibem-se no supermercado, lugar de ocupação da esponja elefantíaca que armazena cogumelos ventosas bombas de bicicleta balões cordões umbilicais que os despertam para a falência animal, deturpam os sinais que os envolvem, dão-se sinais, bicam-me a esponja elefantíaca, ventosas influenciam a respiração se os pulmões funcionam, se me não enganam, atraída pelos instrutores, pelos objectos cortantes que me qualificam como mecânica dos lugares ocupados pelos instrutores, o interno manifesta uma papa engrolada, estou num lugar propício à ascensão da montanha, fora dos instrutores, encontro as que sobrevivem, caçadores são compostos de esponja elefantíaca que regista a desfocagem, de glandes que denunciam a dissimetria, acusam-me de registar o que não coincide com a realidade, intrusões deformam o carácter, o comportamento que os conduz às toilettes Damen, às cozinhas onde os nervos cerebrais actuam, cozinhas e toilettes Damen fixam os instrutores que agravam o carácter, pertencem ao mesmo compost, irritam-se com o que comem, os condutos avariados com tanta assimilação, incontinentes engrainham, colocam máscaras de pano e gesso, a única anatomia conhecida é a das máscaras, o resto pertence ao compost, às máscaras que usam para esconderem a identificação, ginecólogo exige que produza para os instrutores, ao serviço dos que se escondem com máscaras de gesso e panos, papéis enfiados na cavidade lampreia, abertura bocal pertence ao conhecimento, abandono os pénis cornetas de plástico, as máscaras dos instrutores, ciclos repetidos, manufactoras têm argolas nos sexos, emblemas de subjugação, de decoração dos lugares amortecidos pelos excessos dos instrutores que as perseguem rodeiam envolvem com as asas, instrutores voam durante as campanhas militares quando alimentam os órgãos maníacos por serem gulosos introvertidos, órgãos introvertem-se, acumulam a fabricação de secreções nervosas que os mergulham na obscuridade dos sentidos, presos aos aparelhos que os fazem voar, dizem que voam quando caem das pranchas das piscinas, medíocres intitulam-se pássaros dizem-se piedosos atraem os pregos e as argolas, prendem os testículos nas argolas, duplos órgãos nas argolas do supermercado que os incita a camuflarem-se com as máscaras, realizam esculturas com os testículos, com os bens naturais que os cercam os definem lhes clarificam a voz quando rapados cortados facetados, testículos de bronze pesam entre as pernas dos instrutores, esculturas de bronze surgem diante delas com a naturalidade do relâmpago, provocam-lhes avidez pelos aparelhos das manufactoras predispostas, testículos de bronze balançam desde a infância até à morgue, como se orienta o circuito sanguíneo até aos testículos, aparelhos de fixação da memória, cortem-lhes os testículos e nada lhes restará a não ser a máscara sansão, a ruminação diante das manufactoras que possuem, nein nein, ilusão da posse diante das linhas e das máquinas que não alteram os dedos das manufactoras, as esculturas testiculares de bronze dependem da ilusão de óptica dos que garantem ter órgãos de reprodução bovina que formam patamares que representam as idades que os testículos atravessaram, instrutores de patamares arrastados até ao supermercado, lugar de exibição como os campos desportivos, actividades repetem-se conforme os bronzes os patamares as cabeças as máscaras que emitem sinais, massas labirínticas acumulam rugosidades e defeitos, ingredientes fabricam mais ácidos, investem no colectivo, dão sinais, tocam-se na grandeza dos bronzes, atacam quem se aproxime, deformam-se até aparecerem com formas que não lhes pertencem, duplos tripos mamos, inchaços ventosais gorduras bócias energia canalizada pelos oculares que se enchem nos campos desportivos nos ginásios nas piscinas onde exibem os músculos, outra parte anatómica conhecida, músculos exibem-se, desenvolvidos para a exibição dos bronzes, garantia de sanidade, de obtenção dos melhores resultados nos lugares onde exercem, instrutores educam-se para o contacto com as manufactoras depois das noites perturbadas quando as vêem deprimidas junto das correntes, ginecólogo castiga-me com as refeições repetidas, nein, refeições não existem, perdeu a noção das horas, conhece a corrupção dos órgãos que se dilatam com as colheradas enfiadas à força pelo órgão bocal, entrada lampreia é a definição adequada, os outros órgãos e canais são do conhecimento superficial deformado pelos oculares dissimétricos, a inconsistência das imagens que se sobrepõem irregulares, o sangue veiculado para os recipientes como a piscina os frascos, ventosas causam-me hemorragias, recinto tinge-se com o que não vejo, uma mistura de vegetais e de ferros de bronzes de dupla glande, aparelhos ocupam o interno dos instrutores que exibem no supermercado os bronzes testiculares, as redes e arames farpados são os limites onde os fecham para a visita às toilettes Damen, a receita está nas mãos dos escultores que decidem da estrutura física, dos exíguos onde instalam os instrutores, das dissimetrias que envolvem as manufactoras em segredos e tentações com os que as seduzem (sic) nos compartimentos deformados, falta de tintas, de limpeza dos locais, fechaduras velhas prateleiras vidros partidos caixas que pedem cartas e postais, caixas contêm a memória dos instrutores, naftalina ataca os pulmões dos esquecidos que retiram as máscaras, apanhados pelas manufactoras que os despejam nos recipientes para banho, higiene atravessa as manufactoras que saem da função para melhor os prenderem à lavagem nas bacias, falta de banheiras, caixas e latas de bolachas decoram o lugar, higiene fixa-se nelas como as linhas, lavam os que vão morrer, lavagem prevê a morgue, lavagem necrotéria da esponja elefantíaca, dos que se enfiam nos campos de treino, treinados para os apertos da escultura de bronze, testículos reservam-lhes surpresas, insuficientes assinalam ao domínio público as deficiências da esponja elefantíaca, o que fabricam tem defeitos, latas em vez de bronze, o bronze vem do trabalho das manufactoras presas às esculturas de bronze testicular, estou sujeita às ventosas nas costas, sujeita a visões, nein, ginecólogo entra na esponja elefantíaca pelo ocular dissimétrico, desfocagem capta os órgãos de bronze que se entalam nas maquinarias, a mecânica da manufactura idêntica à mecânica dos testículos, mesma siderurgia, maquinaria adaptada ao líquido espermoso que engravida quem lhes modifique a esponja elefantíaca dividida em partes até à reprodução de ventosas de cápsulas de latas que envolvem os instrutores, alguém os conduz ao desânimo sobre colchões sem suportes, instrutores propõem-se como correctores, substituem o ginecólogo e o leite antes do trabalho produtivo, obrigada à escrita que satisfaça os que me controlam, gangsters pedem literatura que os distraia, ventosas aumentam a extensão das costas, aumento de tamanho, estou nas toilettes Damen, frequentadores querem que me dispa, nein, frio invade o lugar, deformo-me, saboto os incontinentes que procuram comida por terem gasto as reservas, a saúde privada e a pública estão na mão dos governantes que se mascaram, mascarados atropelam-se, oculares dissimétricos deformam-me, recebem-me torcida na esponja elefantíaca, as ventosas nas costas, instrutores ouviram o regime terapêutico que os médicos dedicaram aos enfermos que abundam nas cerimónias de entrega de prémios aos mais valorosos, verificam se tenho doenças contagiosas, as ventosas colocadas para tratamento pessoal, não colectivo, nada de colectivo, ventosas tratam do individual, melhoram a esponja elefantíaca que fabrica enzimas e eczemas, desfocagens mentais causadas pelos oculares defeituosos, os órgãos internos organizam-se deslocam-se perdem a coordenação, assinalam-me a modificação dos aparelhos, a paralisia facial, os lábios torcidos, os oculares assimétricos causam-me tonturas e culpabilidades, vejo-os tortos, o defeito é meu, aniquilada, tiraram-me fotos para a memória dos outros, a minha entalada na esponja elefantíaca que se desprende da cabeça para sair pelos poros, formas perdidas do que foi o passado, derreto as formas com a temperatura, siderurgia interna fabrica metais a altas temperaturas, aventais de couro protegem os órgãos até ao fim, a memória desfalcada, ginecólogo planeia

Aucun commentaire: