lundi 27 mars 2017

S.T. - Teatro negativo - Ich habe genug - Alberto Velho Nogueira, 2017 - Primeiros textos


1
sanguínea segura as cordas as pernas pesam contra o cinzento não adequado à medida da cabeça que se reserva contra si própria se detesta com a informalidade do que arranja um lugar com folhas que ocupam uma referência entre o cérebro e o baloiço - desencadeia uma monstruosidade a matéria que o agride um resultado inesperado: convulsões critérios de reserva que o mental fabrica quando obedece à cadência da ociosidade dos glóbulos dos órgãos na perspectiva dos materiais que lhe torcem o pescoço lhe canalizam as deficiências – passagem da fronteira implica documentos falsos a telefonista que o declare imune depois do exame da mochila a foto degradada pela desfocagem: funcionária não regista o que vê no lado esquerdo

2
destruir-se contra as paredes desfazer a massa incrustada na tábua nas cordas nos lugares inverosímeis até ao despiste da massa idónea por conter envelhecimento a desproporção dos quilos até perder a estrutura a noção do peso aproximado da terra num descuido que me destrói a massa de que me enfeito um ser negativo que o cérebro não debita mais do que a zona obscurecida o inócuo o invariável a mistura entre os pés descalços e os braços nus até aos sovacos zona periférica onde se abastecem as aves de rapina que se alimentam do migratório que se deslocam conforme a noite contraria os planos das que se desviam da rota para comerem a nervosidade deslocada para o exterior o campo santo desfocado eliminado o campo visual

3
as migratórias deslocam-se durante a noite abrem as luzes os nervos nos bicos na manipulação das carnes insectas que captam dos sovacos que atraem os insectos - vestido de seda atrai os animais minúsculos a dimensão não conta só a aderência deles aos desenhos do vestido feitos com a sanguínea que ilude os insectos que se abrasam se aniquilam contra o vestido contra a massa que me forma até à deformação elástica do corposo manipulado: uma geleia engrossada pela levedura uma excrescência designa o que se cola ao vestido à massa a gerir conforme os filamentos a autoridade da cabeça os comandos que me atraem para as correntes dos rios - diques limitam o terreno desigual a distribuição das águas até encontrar a resistência a fatiga que caracteriza a massa orgânica

4
conforme os projectos os insectos dão pelo movimento oscilatório pela ameaça um funil sobre a cabeça caracteriza o ridículo o esquecimento que abstrai da fadiga relacionada com os minúsculos que me picam: um nervo distrai-me da corpolência definida pelo que engulo – contrario as atmosferas que a organizadora me ordena as refeições sucedem-se um castigo uma alimentação forçada que entra pela bolca para dar um resultado nefasto - comestíveis estão na realidade dos pratos das travessas sobre a mesa os móveis à disposição mental obrigam-me ao peristáltico a repetições a adaptações falhadas - falhanço transmite peso o ar aos que se concentram na campo - salto para o realismo partidário que me oculta metade do visual

5
falhanço altera-me o exterior as aparências acompanham-me desloco-me saio do baloiço detenho-me sem percorrer a distância ao mito nein! não construo mitologias nem impressões que não sucedam diante do orgânico tudo depende da massa do peso na balança - uma anormalidade a moleza a exorbitância do cérebro a tratar se me levanto depois da agitação o movimento inalterado: peso controla o movimento exercícios deslocam-me para fora exteriorizada pertenço ao estático as pernas engrossam deturpam as retinas criam a desconfiança acumulam água insalubre desviam-me da posição vertical o torso escolhe roupas trapos que criem indigência um aparelho medidor da tensão antes da queda no desfocado os pulmões presos à reserva de oxigénio

6
gordura no prato não interfere nas papilas nos ingredientes de que me formo uma autoridade dispõe dos bens que me propõem para me conservar íntegra na posição que não me transtorne - o repetido vem do cérebro para a garganta depois de passar pelo funil que me controla o peso as frases que me ocultam o vocal dos que me cercam sem os ver - não me tocam facilitam a adesão ao social que representam os insectos as borboletas que dependem deles: insectos dominam as estratégias não alteram as condições dos besouros dourados que vieram do que não conheço não tenho atracção pelo sagrado por haver neles morte desígnios específicos do litúrgico que engana o inconsciente com percepções não registadas - o que me ocupa vem do cérebro sem relação com o espectro da luz o cone que filtra o exterior

7
mulher dedica-se (sic) à morte caçadora domina a paisagem altera a proporção do choque nervoso das palpitações aceleradas que me atacam às cinco da manhã sem sono diante da montanha num movimento sem insectos - a urgência está nos alvéolos que me agitam até alterar os nervos picados pelos garfos-insectos modalidades de que o social se encarrega (sic) para regar-me conduzir-me a um fora que me sujeita a absorver-me por dentro até dar pela falta de alimentos: ingredientes afloram em pratos na ilusão óptica alucinatória - a miragem apreende o que depende das artérias da data de perempção o acabamento registado na obra repetitiva da cabeça enfiada no torso

8
órgãos constituem-se de insectos que procuram as zonas irrigadas pelo líquido de cor caracterizada um sanguíneo ketchupado a memória líquida é o território que me circula dentro ocupada por tubos que baloiçam a coluna vertebral diante dos que me examinam defeituosa: insectos criam defeitos de nascença aptidões ao feioso na zona de prestação de serviços aos que me olham decidem da função que exerço fora da zona terrestre - pés chatos desenham a forma avariada que suporta o peso até dobrar os joelhos a deformação vem da cabeça alfinete sobre os ombros que prolongam o acidente uma avaria vocálica que se deturpa se repete em ânsias uma corda esticada para me verem a paralisia que endurece o visual a deformação morta isolada do fácies

9
grunhidos de animais domésticos coagidos pelos humanos que correm com botas que forram os pés amesquinham os animais minúsculos as dimensões contam as minhas pertencem ao volume das que usam de máscara para disfarce no lugar onde se disputam os malignos na ilusão do cerebelo da coluna vertebral dos critérios que usam para ver Venezia - alguém de cabelos ruivos a deformação está na tristeza que consumo quando não me desloco fixa no solo depois de me prestar à alimentação artificial que propõem para que o cérebro não se apague com a caducidade do sanguíneo memorial que pára se não correr - nos alimentos está o que os insectos recusam as gorduras que infestam o oxigénio a manifestação partidária ocultada pelo tank

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os pés marcados no solo desci do pullman depois de ter estado ao contrário do relógio que considera o tempo imediato que vem dos cheiros que as glândulas sebáceas não produzem não transpiro o orgânico à temperatura ambiente os sovacos sem humidade alguém desenha um Vater que falsificou a origem que me atribuem: nada do que me concedem tem peso e medida nome de baptismo bilhete de identidade estrutura fotográfica impressões digitais sinais que me identifiquem a não ser os pés no solo o peso provoca um acidente telúrico - as ervas transmitem dimensões sem perspectivas ocultado o visual nein! a falta de registo vem das ordens do Vater-mecanismo que alarga os maxilares num messianismo gratuito

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dependem da perspectiva que decide da reciprocidade dos actos da miopia do funil na cabeça dão-me a conhecer aos que passam fora do jardim privado onde me ocultam dos vizinhos num estado de putrefacção que depende do que fornecem das manipulações a que me sujeitam – imponho-me nos lugares da aberração respiratória dos que me manuseiam até à saturação dependo dos que me experimentam propõem-me comestíveis o horizonte completa-se com verduras frutas carnes peixes naturezas-mortas atacadas pelos insectos pelos ácidos que vêm dos bolsos das carteiras de mão objectos formam figuras as zonas clarificam-me estático no lugar onde me puseram para a explicação temporária da massa que se desfaz em congestões

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movimentos peristálticos incidem sobre o orgânico a gordura é acidente geográfico a que pertenço depois de cada refeição da paragem dos músculos faciais dos instrumentos que me forçam à insistência com que me carregam o aparelho digestivo que se caracteriza pela acidez sem ligação com o que me oculta as aparências dos plásticos dos vidros das lâmpadas que iluminam conforme as leis sociais a presença dos produtos conformes à indústria – lâmpadas relacionam-se com os transeuntes multiplicam-me em plissados desdobrados o volume abana com o peristáltico os choques que me propõem cada vez que engulo o que as papilas me obrigam: as cordas o cutelo as ceras de quem se depila na exibição dos sovacos a chupar o resgate da língua

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insectos espreitam o que engulo reconhecem as superfícies que abanam o orgânico que me forma clandestina: um vestido uma decoração das veias que os insectos picam com as trombas aspiradoras que me ferem explicado o efeito das feridas nos movimentos exaltados da vontade da fome de quem corta ervas azeitonas o que resta a reconstruir para dar-me a conhecer outras épocas apanhada pela resistência ao solo arenoso à percepção do Vater: retrato representa um monge de cera que ilude os insectos que o descascam para me verem dentro imitadora da gaguez que o sufoca o mutismo do que se apercebe do cabeço de porco da exaltação das orelhas surdas que lhe esculpiram para salientar o feioso genitor nu

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Vater mordido a cera não engana os insectos picam-no excitados agridem os que se aproximam da miragem que provoco no que se aproxima com a ideia do que é uma mulher pronta ao telúrico (sic) que me transforma em peso mole os quilos a mais numa bomba carnosa que se desloca com a velocidade da terra até poisar os pés obter a proveniência do Vater envelhecido pela irritação nos dentes – os aparelhos pendem os órgãos utensílios que o constituem escondem o amordaçado a barba oculta o que lhe sai pela bolca um dogma (sic) assimilado ao que o castiga uma ameaça de doença de morte não prematura nada lhe é prematuro a morte preparada depois de se ter cortado - o início abre o que encontrou até ser um idoso no solo o fundo intestinal opaco

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o sonoro produzido pelo cérebro anómalo uma vibração dos veios de plástico que o enchem nas feiras noutros lugares de divertimento o Vater excitado com as luzes no apaga-acende os enfeites luminosos que o irritam: depende da coluna vertebral dos oculares que o anulam - o vítreo dirige as impressões as regalias ao cérebro as veias assinalam o choque nas têmporas as pulsações internas que me obscurecem até empalidecer contrária ao impestuoso que se regulariza com os plásticos de que me informam feita de ludíbrios plastificados que investem a massa gelatinosa que desgasta a energia falsificada que me ocorre que se prolonga pelos canais - vestido colabora no engano insectos ocupam-me a pele - no galinheiro a depenagem na faca amolada

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estendes-te desde a carapaça até ao interior longínquo nada a distinguir depois do balanço do gelatinoso que te enche desbotada pelas picadas dos insectos que te habitam animais minúsculos chupam-te a ignomínia a destruição das florestas que te formam os ossos a matéria petrificada auxilia os fenómenos que te atraem para um abissal a resistência enfraquece - raios luminosos ocultam-te a vista os acidentes vêm dos ferros sinais que te enchem de minérios de carvão no lugar que ocupa o Vater feito de botões de barba de auxiliares de conduta que o levam à função de socorrista que fornece aos acidentados um oxigénio com mini-partículas de asbesto para a insuficiência pulmonar o vício de destruir um compost a partir dele de invocar o negativo de que abusa

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o visual numa pasta longitudinal a empregar nos tecidos que incham o organismo que não se distingue dos nervos em acção contra a natureza da enfiada num cubículo a centímetros do chão os olhos garantem o esquecimento a amnésia da pendurada na árvore por haver resistência material na que se espreme sem a visibilidade que se desejaria para os autónomos que decidem do que alteram durante o voo - a massa esconde a farinha sobre a pele as cores multiplicadas pelo caleidoscópio os dedos inchados pelas matérias artificiais que se descolam a surpresa do encarquilhado - polainas cobrem os pés a cabeça rapada ilustra um cavernoso os objectos interiores pick-up cutelo gravador da voz que ressoa para definhar os que a ouvem

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divididas em quatro as enfermas consternam-se de pé perdem o que as tinge - a vestimenta retirada à força pelos que de képi se atribuem o poder de rasgar a primeira pele descobrir nas rescapées um inventário do horror impregnado antes da chegada ao local escurecido pelos actos que as acusam de resistência quando o que lhes provoca renúncia está no que escondem nos órgãos nas distâncias que percorreram antes do designado pelos képis como função: a de aterrarem num hall onde os képis praticam as emoções (sic) que as envolvem de sinais sociais a magreza fotografada para os arquivos cada função executada para a manutenção das massas numa sala comum antes da cremação nos fornos um concreto a filmar num realismo administrativo sem banda sonora

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fotografam as cabeças que pensam no que são antes de aniquiladas os ramos queimados os vidros partidos a cremação da matéria inerte – população local sente os odores que lhes fornecem ideias sobre o que arde: incógnitos foram nomes gravados nos livros administrativos antes de cada operação de rigor dos képis que cumprem ordens (sic) - os cérebros as pneumas-almas enchem-se conforme as ordens transmitidas por gargantas inflamadas que se afastaram alérgicas aos cremados que participam do fantasma iluminam os campos - utensílios prolongam os membros os amontoados foram energia aglutinada pelos servidores do megafone que transmite o alívio da função cumprida - os képis orientados para a messe

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não se conserva o que os ares denunciaram a origem dos castanhos na fogueira que queima o impensável praticado pelos képis o cérebro enfiado na História na predominância do ofuscante dos eficientes preparados para o exame do depositado nos cérebros enfiado pelos megafones as ordens transmitidas pelos que assinaram o comando que lhes grava o cérebro: usam das botas ocupam os campos residência dos controladores dedicados ao extermínio - um clandestino filmou viu destruir as provas do que impregnaram nos cérebros pelas pinças dos comandos que lhes falaram sobre a disciplina que autoriza a vinculação dos sulcos nos amontoados sem óculos as raízes desidratadas pela falta de irrigação a dentição impedida nos maxilares tetanizados

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o remoto incrusta-se na memória a preto-e-branco cria órgãos suplementares apagados no cérebro pelas amnésias conforme avanço pelo urbano que espalha os képis nos anúncios da manifestação que festeja o partido com canecas de cerveja e Würste antes de queimarem as provas – cores reaparecem das cinzas do confronto com a natureza que adquire volubilidade os troncos ganham resinas fundem-se num opaco que detém o natural amnésico que se esconde nas folhas - traçam sulcos que os cérebros detectam gravados sem que conheçam o que os képis tapam: sulcos gravados durante a insónia durante a guarda dos campos o regime do apagamento depende da borracha mental inconsciente que lhes deforma a estrutura os entorta

22
a monstruosidade sem acção a pendurada reage com o enfarinhado que a conduz ao não ritualístico ao desaparecimento das crostas que a farinha constitui colada ao tronco que a casca salienta a relação entre o orgânico e a escória os braços pendentes equivalem ao mortal ao desenvolvimento da massa controlada a relação entre a casca e a pele que me arranha um caso contrário à normalidade – em suspensão os braços engordam as veias retesam-se as coxas alargam-se o fluvial interno percorre-me entorto o tronco plantam-me o desagrado os que me reduzem à magreza as mãos fora do casaco abotoado ao nervo óptico que atrai o disforme – o corte do pescoço a cabeça separada pelos que frequentam os matadouros

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a falta de temperamento a dúvida a exclamação dos territórios que cavalgo por ter cascos ferrados o horizonte aberto pela vista ao contrário globaliza-se na cabeça para baixo escandaliza os mentores que me dirigem para a planície o horizonte escurecido pelas ervas que ondulam (sic) ao vento coberto pelo ácido nuclear que se descarrega nos locais onde me concentro - uma pasta de farinha cola os cabelos o pescoço cria o pânico atravessado pela gordura que me abana uma gelatina na floresta - imito as árvores o convulso de quem não se subtrai ao retrato planeado pelos materiais nocivos que vêm da carga alucinada do ventre decidido pela anunciação nein! falso alarme vem da gelatina na redoma incubadora

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obedeço ao enfarinhado que colam à orelha me impedem de ver o natural com o caleidoscópio se o natural se impõe à circulação da pendurada o tronco espetado as cascas sinais do petrificado das matérias que escaldaram depois do vulcão - ausculto os lugares plantaram uma floresta enganada pelos que me auscultam preparam os maus-tratos a executar diante de testemunhas aliadas ao mecânico da ocupada a despejar-se dos altifalantes fixados nas gares da S-Bahn Bérlinn - combóios apagam a memória engavetam os distúrbios causam amnésia deturpam a cabeça que acumula os grãos: a galinha disposta à morte pela fléchette que atinge o alvo anunciado pelo de képi que ataca a que move a língua engole os farelos sem função

25
anulo os movimentos precoces a vibração dos fenómenos elásticos que me torcem - tronco evidencia a farinácea os farelos com que me colam os cabelos virada de cabeça para baixo a inversão conserva os valores do sanguíneo com que escrevo as matérias avaliadas o ouro visto ao contrário pela que pesquisa a planície na horizontal a natação de quem suspensa no ar atravessa a floresta para pedir o enfarinhado os braços estendidos na acção futura da morte aniquilada pelos caroços que entram nos ouvidos - farinha é matéria triturada um estremecer adequado aos ossos se houver quem se forme de ossos de cristais de raios que se levantam das retinas para encontrarem o muro a picareta que me fura os oculares

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condicionados pelas vértebras que carregam os rins as matérias fecais o horizonte conforme o sexo a mistura entre os elementos que me enfarinham os depósitos que se criam por metástases intempéries desgostos marcam os tecidos cutâneos os ossos ceras a desfazer no fogo sem sacrificial - atravessam a planície despejam-se junto da pendurada na árvore as carnes enfeitadas confundem-se com os ramos os ossos camuflados pelas ceras as cartilagens colam-se nas articulações: articulada alimenta-se de insistências que se apoderam do vegetal inscrevem um schubertiano Der Tod und das Mädchen nas fibras – desdobro-me em cera o mental desordenado até à morte fantasma que a Mutter me cola o pé atingido embrulhado num pano

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pendurada na árvore até ao estertor assimila o horizonte a vibração da corda as ceras a derreter no ponto elevado da percepção que inventa um pathos a expulsão dos que se agrupam me detestam exprimem o que os governa com insistência a crueldade levanta-se num ritmo levitado à potência dos guindastes que me eliminam depois da deslocação da obra de cimento - cimentado o tronco à vivência sonora de Birkenau aos ferros à câmara clandestina que apanharam de surpresa os sinónimos a transformar em cinzas depois da anulação precoce executada nos vagões que confundiam o chiar dos ferros com a urina cadente de quem tem bexiga sem controlo o sanitário envolvido na palha do poente na confusão das dentições deformadas

28
o sonoro sem fios a cabeça virada ao contrário articulações formam cascas decidem da construção de uma cabana para o acidente os nervos atrofiam-se quando os chamam sem reservas que lhes permitam obedecer à finalidade da marcha - o ponto de referência num recinto murado por tijolos que coseram num forno de ervas danosas os visuais construídos num horizonte de planícies de desertificação o equilíbrio voltado ao contrário - a percepção está na cabeça que me cortaram para me aprovisionarem de minerais a liquidificar no Neckar no campo santo di San Lazzaro a figura desfocada pelo escultor que decidiu do torso da imitação do cavalo que se inicia nos pés de gesso – as patas nascem das pancadas no solo terroso

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o susto situa-me inatenta apoderada pela doença que atinge a massa cerebral o prejudício de pesá-la com o fabrico em Bérlinn que se esvai até ao florestal à petrificação temática dos que se aproximam da cerosa a derreter diante deles na luminosidade que se conforma ao repetido à mesma hora - um relógio define a eternidade a risada da morte fixada no vídeo a projecção dos que caminham para a zona murada onde me estreitam até à estratificação a miniatura dedicada à confusão do vegetal com o nervoso a calamidade do urbano exposto à voracidade dos órgãos que deturpam a realidade o palpável do prepúcio que se distingue pelos sulcos que a armadilha lhe traçou durante o estupro

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atam-me com uma corda um inimigo oculto debruça-se para a concentrada nos mamos que formam um pacote ligado a fibras a pormenores que se distanciam do compost que aduba a desaparecida em Bérlinn oposta aos filtros que mudam a impressão fotográfica do diurno - um diafragma separa-me dos membros que me propulsam à derrota (sic) se é exagero ir contra o filtrado pelo aparelho que coloquei entre os olhos e a superfície planificada pela maldade de cortar-me planificar-me com cones e planos inclinados que me esferam de abusos azuis e roxos as tonalidades do caos empregado na despensa onde me forçam a emparedar-me de uniforme as folhas compost nos dentes mal implantados

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letras indicam a zona escurecida que cria a tonalidade do nada a separar do ósseo dos delírios com os botões sinais que me forçam a estender-me na corrente que enche a cabeça ao contrário o solo infiltrado na matéria carnívora na espécie em extinção - contradição do mental partidário dos sítios onde me encaram com a crítica da nua as salsichas cobertas pelas gabardines a exibição favorável ao lugar de suspensão - a nua ligada por canais aos subterfúgios inclinada para terra os tornozelos inseridos nos gessos os mamais na plastificação os joelhos dobrados para o escárnio no local de morte: um cutelo na nuca da que anuncia a construção que lhe dedicam: o capacete de couro o tronco em fatias o fácies de marionnette

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camisa cobre-a até aos tornozelos a gesticulação incompleta a testemunha inventa a cabeça fantasma a figuração do que não existe não está no lugar na referência ao desastre – inicia-se o acidente a mancha da camisa o fantasma adequado aos sinais inscritos nas paredes que vieram da cabeça que contém sinais e bandeiras: uma acústica resolve o problema da pazza que se levanta com a avaria dos nervos a pazzia elaborada pela falha – socorristas não agarram a mulher que expulsa no lugar das que se abrem para despejar o inócuo à saída do órgão expulsante: a excreção de um animal de patas navegantes um lubrificado imune às águas pútridas esvaziadas da máquina para o artifício da higiene concentrada nos produtos que a lubrificam depois da expulsão

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sem agonia sem resolução: deitar gesso nas alcaparras o fundo dividido por agentes de uniforme que a incham a declaram virtual equivalente ao fantasma que se pronuncia pela fatalidade nein! nenhum subterfúgio a claridade está na camisa que a cobre fantasma inclinado à destemperança acumulada nos nervos na testa um cimento os fios de cobre visíveis fora dos plásticos fios descarnados colaboram com a agitação da mancha fotográfica com que nos ilude cria um gestual inclinado ao exagero à declinação do método que exacerba a condução pelos fios de cobre da nervosidade do postwar - uma obsessão caracteriza os pés a zona imperdoável do feio na atmosfera da feira onde apresentam os suínos em cestos os bonés nas cabeças dos vendedores de carne grunhada

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o arvoredo na perspectiva da que olha por ter nervo o visual depende do produto farmacêutico que a desclassifica a ameaça com rumores a insulta responsável da petrificação das raízes em Patmos no encontro com o Cavafis que nunca esteve na ilha a não ser desdobrado nela: inventora dos mamos de plástico que engrandecem quando lhes tocam com concupiscência e artimanha mental os que estão ao serviço dos aranhos dos insectos que chupam os mamilos inventados pela mecânica para a extracção dos gases que vêm da memória por canais que plastificados se fixaram nos diques nos cestos dos vendedores que me vendem ao que reclama os mamos lavados da encapuzada pelos concupiscentes que me evidenciam o artificial

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nada resulta da cabeça para baixo da inversão do fantasma que se desdobra em sinos elementos semânticos da Engadina projectada no cérebro do Nietzsche - o ocultamento da ferida da gravidade do momento inscrito o nome na folha que o atormenta até ver o cavalo de Torino onde rebentou o krise da vergastada que lhe abriu o cérebro a mergulhar na enchente: o que lhe restava de adequado à natureza de vitello tonnato enche-lhe a carapaça cerebral - a digestão faz-se na zona delimitada pelas secreções da ira que irrita o que não se exibe exteriorizado ao contrário do que afirmam as testemunhas que o apontam maníaco pronto à excitação à irritação ao deboche no cubículo peep show

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camisa cobre-a revolta-lhe o sexo a ponta leguminosa alterada pelos gases da que se derrete a cera em levitação - o abominável aproveita-se da fraqueza dos nervos para se instalar na penúria na actividade dos nervos que se contradizem inventam o soluço a matéria aquecida pelos órgãos libidinosos que se arrastam pendem pronunciam a morte sem contrato uma apreciação fantasma da que se dispõe ao nu o tronco endurecido numa operação russa ligada à máfia ao nocturno dos que dormem de camisa se consideram doentes cerebrais: o tumor é uma invasão assinalada pela alta temperatura os fornos vigiados pelos socorristas que tratam do rural a ambulância equipada para a extracção do fígado gavée da sonâmbula

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siderurgia impõe-se-me virada para as folhas pintadas de preto a corrente no vídeo mostra a continuidade da gestação a petrificar - a natureza fixou a morte enfiou-me a causa no cérebro o defeito dos órgãos a mordedura dos insectos que não se agregam isolados atacam pela raíz pelo tronco que dispo para a disposição à morte que se cravou no que me leva ao falimento à desagregação o fantasma eliminado pela corrente ventosa que leva as folhas para um depósito um manifestar da natureza no mercado dos suínos encurralados pela demência dos condutores que me tatuam nas costas o preço da vianda ao quilo me fazem manufactora de pénis de porco feitos de trapos os grunhidos instalados nos ouvidos antes dos actos que me perfuram

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papier maché molhado no recipiente que introduzo aspiro o sexuado no vídeo que grava a metade direita da cabeça: a miséria pertence ao natural aos critérios das horas ao desconfiar dos assaltos que o fantasma produz nas zonas obscurecidas durante a exibição o assalto ao que se retrata no andamento - o escândalo da nua a strange fruit a pendurar pelo Kendridge - o fantasma insiste na vergonha da peste no sulco do fácies que determina um doentio que amarga os tecidos labiais do que espera a derrota de fato escuro: as unhas saem dos dedos que pertencem ao mortal a crosta craniana dividida por fracturas que chamam o penetrado no hospício para a lavagem suína disposto ao choque na banheira ao controle dos sentidos peníferos

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nua um peso às costas nos limites do sonoro que traça o que vem do defeituoso da granulosidade da insistência da que volta atrás para repetir a nudez - peso é alternativa atomização das costas da que transporta sem adivinhar onde depor os objectos a mala a marcha forçada inclina-a à curvatura não reconhece o esforço sente o choque eléctrico nos nervos na bolca que se abre para escorrer a saliva - nua dedica-lhe o vestido levantado pelo movimento dervische bandeirolas assinalam a comunicação dos insectos por trompas no enterrado no sofá até que lhe consertem a caixa craniana que lhe perturba o sanguíneo: um fio coagula engrossa os lábios de quem não exibe o trauma aranhiço investe o inconsciente sem nódoa - a mancha vem do sombrio testicular

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utensílios domesticados pelas grafias pelas normas de fabrico chinesas que os invasores deixaram o horizonte causticado pelo fogo na floresta que dependia do pré-histórico a petrificação instantânea a causa no meteorito que ameaça sem escrita o oral fixado nos pormenores que invadem a nua pendurada o tronco petrificado: a gestão pertence ao apartheid à dúvida que desvia a pressão dos observadores que me vêem nua para a masturbação: a interioridade na natureza nas folhas do cérebro na gestão dos órgãos que se detestam radiografados para a conservação dos estigmas que escondem as armas de arremesso que expulsam o líquido lixivioso a origem do acidente vascular a obstinação mental repetida no hospício

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confrontadas com o artificial as latas deformam-se utilizados os átomos os pulverizadores que detêm os membros febris numa actividade que vai além do calculado pelo sistema agressivo que se estende pelos terrenos onde se cultivam as monstruosidades os ventos as nuvens os nenúfares ocultados pelos sinais de quem participa da fuga para a cabana na montanha – transmitem a doença que cola à testa causa mancha de sangue no pano da Caritas o pulverizador intoxica o que arregaça as mangas se prepara para a raiva dos que se enfiam no refúgio - os discos metálicos na mala dispostos para a mancha a crosta craniana fracturada: o relógio de pulso é sinal social do gregário a bolca lampreia esconde um besouro que se baba pelos canais da virtude sacra (sic)

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o vento envia a negação ao lenhador as lâminas cortantes: machado separa os troncos botas de borracha nos pântanos os pontos de referência ocultam-se os movimentos não colaboram para a eficácia da produção que confirma a dor de cabeça os rins não filtram as caixas contêm címbalos indonésios o estendido aprecia o labor da enfermeira que lhe ata a cabeça com um pano as acções medem-se o resultado nos materiais que assinalam o progresso do made in China: insecticidas cobrem metade da produção mundial – o proprietário de colete a bolca lampreia um tubo sugador aspira a terra enche os relicários orgânicos de besouros para ser útil à indústria da bonecada dos pseudo-feitos de folhas metalúrgicas presas às bóias junto do farol: a situação precária

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marcas na estrada de terra batida assinaladas pelo caçador a aparência vem da arma que não é de fogo o funcionário tem pulverizador contra insectos que causam a filoxera mental o desgaste do cérebro de qualquer massa que ofereça resistência aos mosquitos às moscas do sono - actividade prova que não foi mordido os filtros os presuntos ocupam os símbolos as falácias os instrumentos que coordenam o lenhador a camisa apropriada as botas de borracha para atravessar o riacho - gelos são sinónimos invadem os ossos criam reumatismo as searas cortadas segundo o corte do cabelo do lenhador que não abstrai dos objectos que lhe completam a carne de peixe caducada as escamas eliminadas pelo raspador: asfixia vem da amputação dos membros gangrenados as hóstias aspiradas pela bolca lampreia

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uma alquimia um falso resultado o atraso mental de quem desenvolve a tarefa da foice o transporte das águas sem canalizações sem a queda da água filtrada pelo moinho onde a pressão entala os dedos – a produção de farinha dá resultados individos os dedos triturados pela moenda a pele lacrada timbrada com a morte assinalada a data na cabeça enfiada pelos utensílios que o empurram para os buracos sem saída - a cabeça atada oculta as precipitações que lhe acumulam instrumentos sem função a não ser a de pulverizar os refugiados com resíduos alcoólicos e utensílios talhados na madeira de que se refaz depois de mutilado pelos estilhaços as pernas cortadas pelos joelhos que admitiam o flexível o incoerente do desmaio

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na cabeça os membros flutuantes inclinados para a história dos pedaços que abundam no campo visual onde se estabelece o acto nein! nenhuma acção contra o social que venha da bóina do pulverizador o homem esquece-se da tarefa que o inclui nos fenos no desembarque das caixas de poulets agitados que limitaram à morte na visão das aves que atravessam o invernal Dezembro aquecido a carvão - os efeitos do carbono un trou noir entrou pelos baskets fere-me os tornozelos plastificadas os ossos cimentados as próteses de gesso que colam aos tocos os braços cortados na cilada preparada pelos complotistas que me denunciaram ao serviço - mutilados civis precipitam-se na nevrose pregada na parede os insectos abundam

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as nuvens rasgadas nada de maligno a coordenação está nos obstáculos nas divisões da caixa: enfiaram os discos metálicos da Java budista o assunto na divisão do éter que se dilui onde tudo se resolve na aspiração o pulverizador insecticida corrói os pulmões a ferocidade na direcção de um obstáculo que não significa a morte mas o regular das válvulas os motores à disposição das operações ventriculadas do lenhador que ocupa o terreno enfiado no subterrâneo donde extrai o carvão de que é feito lacrado por inteiro uma massa de vidro que calca - falta de braços a falha usual do que se dedica às armas de caça grossa aos pulverizadores que granulam os chumbos da massa cerebral feita pela que me revestiu de insectos na vingança das patas das trombas sugadoras do líquen

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pulmões não resistem à lança torcida do lenhador cumprida a marcha que adiciona um fato-macaco ao que tem vestido ao manipular do microfone na mesa de conferências enquanto a que o altera lhe assinala a precocidade dos defeitos que o diurno elabora - elementos Cobra enganam os transeuntes a tranquilidade (sic) abafa-lhes os critérios de selecção natural a marcha é idêntica para os que seguem os traços nas placas de cimento nas pedras cuja origem desconhecem embora pratiquem profissões tenham barba que designa o bleu de travail se dirijam para a mecânica avariada que conservaram na zona rural junto dos animais que grunhem por deficiência dos utensílios espetados nos lombos que lhes abrem os lábios ruminantes a qualificar de mille feuilles rugosos

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da mesa cresce um bico a torneira responde à sede do lenhador precipitado para as exclamações microfónicas se esquece a artimanha do arpoador que num lugar indeterminado atira o arpão contra um animal fora da foto a mesquinhez esconde-lhe o adversário o lacre aquecido derrete-se na mão é carta postal figura do van de Woestijne o arpão identificado como arma contra a mulher baleia que o ataca com serpentinas acidentes causados pelos tecidos que roubou nas lojas abertas ao domingo dia das lâminas que cortam o pêlo aos sedutores arpoados - não só a mulher tem actividades lúbricas que lhe atraem o arpão em duas partes uma banana frita que lhe marca a mutilação o fácies apagado o arpoado enfiado no hospício com o metal atravessado nas costas

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actividades não se contradizem na jonglerie dos mercados na mostragem do azar das aves que deturpam o voo até cumprirem um voto no hospício que me obriga ao banho a água entre os dedos desfeitos pelos ácidos o lacre na mão marca-me a fragilidade a abundância do colorido lacre os jardins tratados pelo jardineiro identificado pelo eu que corta a relva para benefício do cérebro que se detém nos jardins iluminados pelas mecânicas internas pelos motores que mecanizam as pálpebras os braços contêm serras aspiradores de relva que condicionam os traços no solo as indicações aos escutistas que desconhecem a mancha de sangue quando despertam do lascivo para a estrada do acidente o ferido numa maca a enfiar na ambulância iluminada a néons

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o visível dos edifícios descoordenados os materiais apropriados às janelas portas dobradiças equivalem ao que o cérebro do lenhador e do arquitecto assinalam uma função que atrai os visitantes da Gartenstadt - instrumentos dedicam-se à interjeição dos canteiros sem a interferência da cabeça considerada massa cinzenta que define as doenças mentais a navegação dos utensílios de jardim que acumulam na pazzia na melancolia Dürer que desfaz os sinais os apaga à medida da corrida pelos parkings subterrâneos que sujeitam os moradores a fundir a erva com os seres numa geometria feita de cones de linhas de raios que saem das retinas para incidirem sobre as feridas que se resolvem com mercurocromo com o corte da amnésia - a anestesia perdura até à morte na cama do asilado

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o geométrico vem das árvores dos esquilos da mesquinhez abstracta dos cortes engenhados pela que confunde o ódio com a corrente nervosa com os edifícios do Corbu que entalam os insectos os cubos minúsculos de cimento alimentam as correntes nevróticas as aspirações dos seres à manutenção dos partidos nacionais quando os olhares fervem (sic) nein! cortam a erva abrem caminhos no jardim com a ferocidade dos letreiros que indicam a disposição à doença dos que não voam – animais confundem as construções o verde decora o interior dos salões dos que colaboram com os extremos sociais que definem a política dos jardins das serras dos ferros do equívoco da desconfiança do partido nacionalista que os cerca com arames electrificados a instalar nos ouvidos o choque directo à aranha cerebral

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a experiência oculta o arquitecto que projecta a fachada outros deturpam o design que sai das retinas se infiltra nos músculos para o impossível: a gestão da articulação das esferas dos joelhos dos artefactos fictícios artesanais protésicos - proteínas saem dos glóbulos nervosos das fricções das esferas de mercúrio que cobrem os seres durante o inverno quando abrem as iluminações eléctricas que assinalam o socorro das ambulâncias os apetrechos que cortam as carrocerias onde os acidentados dormem a morte no domicílio marcado pela cruz vermelha: a escadaria tem uma Samotrácia Yves Klein que os leva ao depósito onde conservam as próteses que clarificam o que são que mantêm o mental pronto à queda: seeing things as they are

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a regulação nas mãos da enfermeira que assinala o desprezo que a retém que aspira a sujeitá-la à construção ferrosa à saída dos energúmenos da colmeia onde figuram as camadas de espessura mental os ferros com que abrem os órgãos de parturição - as meias da enfermeira agitam-lhe o centro nervoso que acumula sons de trombone a igreja anglicana serve de estaleiro ao estabelecido no mal-estar nos estalidos que se distribuem por ela detida na impossibilidade de socorrer os que saem da lataria: o acidente inscrito na caixa de socorros na indiferença que corrompe os anglicanos a abrir com abre-latas os acidentados os socorristas escutistas que se benzam (sic) - No Exit para os que conspurcam os que se afogam nos veios sanguíneos no ketchup intestinal

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disposta ao comando das operações dos frigoríficos aos altares aos bidões que transportam gasolina para automóveis que perderam a eficácia que conservam os motores de aço inoxidável - intacta a motricidade dos membros exteriores à cena dos que deslocam bidões manivelas conservam o explosivo da matéria que se exibe com metrónomos alguidares serras eléctricas - desviam as madeiras para armazéns organizam os bens sociais do lenhador dos que o procuram depois de assinalado o acidente que o vinculou às tábuas de conversão de algoritmos que dependem da confiança dos escutistas organizadores que se precipitam para um abismo mecânico agitados pelas correias de couro as roldanas atadas às cabeças que pendem para o leste

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vem do contraditório do negativo sustenta-se com barras metálicas oblíquas advertência do arquitecto que empurrou os congeladores para o embrionário - superfícies reflectem o que sente na mesa de trabalho nos altares nos bidões que mantêm a energia pirómana aferida pela respiração pulmonar defeituosa que se inspira das rãs das potências estrangeiras da incapacidade para resolver os mitos do gelo no congelador - artefactos conservam os peixes cortados em tiras para latas de conservas no azeite - a pureza existe no azeite nas sardinhas pescadas nos mares da Grécia por um Ritsos pescador efémero - a escrita num diário de prisão contabiliza o pescado pelo expulso com trouxa às costas que se dirige ao deus inócuo sem anzol

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estratégias basearam-se na vertigem planos inclinados restabelecem a ordem das águas - molham os pés a higiene canalizada pelo deus grego (sic) que atribui ao Cavafis o estatuto não divino a perspectiva da intemporalidade o eterno preso ao cobre descoberto nas zonas abissais de Santorini onde a sombra é maior do que o gigante que a marcou nas pedras vulcânicas na erva seca no trabalho sobre a terra gélida depois do vulcão ter aberto a cratera - a língua é lava endurecida insensível ao susto ao sombrio à caverna aberta pelos escaladores que se aproximam para ver o altar da divindade assustada com a presença humana: a perseguição feita pelos que têm coletes de salvação amarrados à cintura - smartphones comunicam (sic) com o posto de socorro: pedem ambulâncias fluorescentes

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a construção do metro depende dos mineiros das toupeiras que inseriram a ideia de minar as cidades com corredores os minerais a extrair dos enterrados nos cemitérios engrandecidos pelo religioso que reconhece o que convém ao culto dos mortos à conservação dos cadáveres para a refeição dos insectos que progridem a partir dos besouros que ninguém oculta na cabine da furgoneta dois seres em bleu de travail ocultam o que sentem dão a conhecer à humanidade o engano os desígnios do tempo a instalação da igreja nos lugares onde havia uma fábrica uma comporta que continha a preciosidade lunar os depósitos para insectos besouros de carapaça verde croustillante que se abandonam à cozedura - a natureza-morta penetra nos comedores

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minas pessoais confundem-se com as saídas dos gases dos géisers a disposição oculta o manual estratégico a diminuição da parte florestal a instalação de casas junto dos templos (sic) dispostos para a edificação do irónico do bastardo que se confessa ao ouvido das parturientes inclinadas a ouvir o gratuito do que confessa conduzir a furgoneta das contrafacções as retinas conformes aos insectos que as comem até à cegueira - micro-organismos atacam os órgãos do que remenda os pneus as estruturas acabadas de quem põe uma almofada sobre o Cavafis um grego no porto onde embarca de ferry com a bicicleta o zaino das pesquisas das engrenagens - a Mutter no salão aparenta-se à morta clandestina à preparação aranhiça

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quem veja o acidente treme a vibração vem dos canais nervosos que assimilaram o vulcânico os motores os óleos que mancham as pedras os terrenos cultivados pelas espécies anteriores sem convergirem sobre o acidente da avioneta as árvores danificadas a gesticulação das freiras das rainhas que exploram os mortos incendiados nas estruturas da avioneta – alguém confronta as rodas as asas sem mexer nos corpos (sic) expostos para a decifração policial agentes procuram a identificação que os dispõe ao segredo à aventurosa aptidão dos sinais que determinam o desastre: mortos dependem do que semeiam se o acaso determina como se vira a cabeça ao contrário sem fracturar o pescoço sem dar com a morte que os desleixa por terem enfiado os pés nos óleos - as miniaturas diante da colmeia

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casa destruída pela intempérie o choque do que se cobre de neblina o campo de erva espontânea que o cérebro fabrica cada vez que cai em si que elabora a vertigem do Outro que se alimenta dele com a perspicácia do animal que se desloca de cócoras raspa a erva: a colheita pertence-lhe o vulcânico traça uma lava que lhe enche o bolco um inchaço lateral uma levedura que vem da lava contrária ao Outro desenvolvido nele por causas da personalidade multiplicada pelos acidentes vasculares que emitem sombras velocidades campainhas - megafones transmitem o sopro cardíaco a perda dos dentes da serra a virtualidade do Outro inclinado ao insacrifício à apatia da farda branca do garçon de restaurante – os dedos sobre a mesa desaparecidos os membros inferiores nos óleos

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