lundi 27 mars 2017

Sanguínea - Atlas - Alberto Velho Nogueira, 2012 - Primeiras páginas

[GASEADO] mesa define a acção do que se inclina, conhecedor das convenções atribuídas ao sistema que o leva à identificação da administração que esclarece a identidade de quem olha com a confusão do dia para a execução das testemunhas e para os materiais escolhidos pelo que decide de chapéu sobre a cabeça, frio inclina-o a cobrir-se, a indicar o que lhe resta de resistência entre a arquitectura do lugar e a do cérebro, a escrever o nome na lista à disposição dos profissionais das instalações adequadas ao frio, anomalia do sistema nervoso provoca-lhe enjoo embora não navegue, os mares estão perto, sente a costa que contém embarcações, militar engrena trabalhos com pincéis, brocas, sem entusiasmo, afastado de qualquer resistência ou sensação humana, adequado à máscara quando se exercita, o perigo não o aborrece, erra, altera as falas que provocam desastres, decide dos lugares, é autónomo, os que estão de fora não resistem ao frio que lhes deforma os dedos, prestam-se à organização dos líquidos vermelhos que escorrem das cabeças cortadas, reminiscências dos textos precedentes, a inclusão dele no texto que organiza os combates apesar do lugar, geografia inclui os mentais, as divisões organizadas pelos poderes, o militar preparado para as funções enigmáticas nos lugares atribuídos por decisões administrativas, haverá uma administração confusa, ele decidido pelas leis conforme avança com a máscara, as marcas no chão de madeira no gesso na cola no plástico derretido, gaseado produz resinas pólvoras pós excrescências escorregadias, os materiais à disposição do que cola as matérias no chão, inscreve o nome na lista, prepara a máscara sem sentir a pressão atmosférica, retirada a pressão, gaseado é animal de capoeira pronto para o corte do pescoço, o sangue num alguidar, as carnes chamuscadas, os cacifos determinados para cada, a significação dos líquidos, dos mares e das marés, do gaseado que se desgasta nos exercícios de funambulista, apanhado pelos plásticos derretidos que o envolvem, não fala, inscreve o nome no caderno, vai de lugar a lugar, escolhe um hotel, talheres levam a comida à boca, órgão da falagem e da organização do pensamento, pensamento é corrente do golfo, anticiclone, gaseado muda de fato conforme a profissão, a documentação do lugar pintado de verde, as estruturas à vista, as chaves dos quartos nos cacifos, organização dá sinais do que existe, dos que sabotam os quartos com comida e preservativos, a pele coberta de plástico derretido, as medidas de cada arquivadas, preparam-se os caixotes que os transportarão sem cerimónias de morte, organizam as falas segundo as profissões, participam do administrativo confuso, refugiados nos quartos divagam entre posições e causas, são vários, um de uniforme gaseou os vizinhos depois de ter sido gaseado, utilizou o irrisório administrativo, os participantes de uniforme, alguns cobertos de plástico amolecido pelo calor, pastas cobrem o de uniforme, um só, depois três ou quatro, uma massa que os classifica como militares que procuram a hora de dormir, os lençóis antes dos obuses, exibem-se de máscara, tocam as chaves inoxidáveis, como ocupar os lugares de máscara depois dos festejos de carnaval, ambiente propício à troca das máscaras, os fatos nos sacos para a lavandaria, dedicam-se à higiene, à comida sobre as mesas por haver disposição para festas e tiros de espingarda pelas janelas abertas, organismos retêm as ideias, os cérebros condicionam-nos aos quartos, alguém organiza o poder que os classifica prontos à festividade antes dos obuses que esburacaram o envolvido no plástico derretido depois de ter obedecido ao trauma nevrótico que lhe aflorou o cérebro até descarregá-lo pelos nervos, desfeito pelos nervos, atacado pelos que figuram nos quartos onde organizam os cérebros plastificados, uniformes classificam por profissão, um de máscara, de maçarico na mão, de óculos protectores, identificado pelo uniforme, pelos plásticos, os dourados fixados nos olhos, retinas registam os dourados, elaboram os materiais que absorvem e preparam a morte futura, aproveitam o actual, curam-se se há análises negativas do líquido que os galvaniza, líquidos fabricam-se com os alimentos, as células marcadas pelos plásticos cor-de-rosa, tubos enfiados pela goela, pelos orifícios que lhe elaboraram nas feições, os pulmões queimados pelos gases evitam a fixação dos plásticos derretidos, assinalam os ferimentos as gangrenas a posição dos membros inactivos quando no quarto, duche é o centro da higiene que favorece a acalmia cerebral depois das tarefas profissionais, permeável aos tubos que lhe enfiarão segundo as pulsões, fotografado ouve os altifalantes que transmitem ordens confusas, examina as câmaras de vigilância nos corredores, não será tentado pelo crime, injecta produtos apropriados nos buracos: resinas gesso favos, gaseado falsifica o texto, entra em coma, intitula-se gaseador que despreza os produtos injectados, estudaram-lhe os canais internos, a circulação, os líquidos que dependem da pintura religiosa, os temas religiosos abrangem-no, participa pela dor, influenciado pelos espinhos, pelas máquinas de tortura, preso ao mobiliário Bauhaus, cadeiras mesas candeeiros, lâmpadas brilham, ocupam lugar na realidade, o dia e o mês escolhidos, o ano atribuído ao acaso da fuga para a morte do festivo de máscara que se lava, água sabonete gel para o duche toalhas, os pés escondidos por serem estranhos ao que o condiciona, tapa os pés os calos o grotesco do ventre, as peripécias cómicas, restaura-se conforme as pinturas, obedece ao ofício das refutações, o cérebro incomodado pelos sistemas de alarme, pelos controlos da população, a identificação à custa da declaração de cada, data de nascimento e morte, escolhido como figurante da história da pintura, das cores da pintura de mil quinhentos e trinta e cinco, data enche-lhe o cérebro depois de esfregar-se com as toalhas, veste-se de castanhos e brancos segundo o pedido do Lucas Cranach d. Ä., disposto no ginásio na usina de turbinas na siderurgia abandonada, define-se pelas obrigações, a pintura transforma-lhe a cabeça, obediente, indica-lhe testamentos ódios e confusões, os dedos imanizam as facas, são tubérculos nabos folhas de couve, veste-se segundo o cinquecento, entre figurantes artistas de circo e seduzidas que aprendem a miniaturização, gaseador adquire músculos no ginásio, identifica o social, as profissões, entala-se, confunde os papéis, artista de circo aperta os cintos, come durante as folgas, esquece-se dos lugares de filmagem, de quem é, do que faz, a tragédia nas feições esburacadas, as funções dele entre o cinquecento e a época dos obuses, filma-se para os arquivos, iluminado pelos spots, sangue corre por lástima física, escolheu os líquidos que o hidratam, as mãos escondem as feições, a máscara idem, esvazia o cérebro, regista-se, regista uns descalços outros calçados, hierarquia, desígnios para o futuro, segurado por dois homens depois de lavado, a cabeça embarretada, figuras utilizam a história, produzem ficção, pesam a figura, declaram que o peso é inferior ao costume, as roupas prefiguram as aberturas causadas pela história, figurante entrou no quarto depois da transpiração, a comédia recomeça no duche, maltrata-se, a promiscuidade rumina-o, o mental acumula desenhos traços e cores, desce da furgoneta, aparelhos dispõem dele, coordenam-lhe o confuso, preparado para a ordem arbitrária dos documentos, figurante obedece aos lugares discretos, deita ao mar os objectos supérfluos, gasta dos motores que lhe fornecem, consome os órgãos, adquire experiência com a máscara, com as superfícies geladas, onde o instalam há gelos, placas deslocam-se, instrumentos cortam os nervos, 

[NOCTÂMBULO] sem máscara defende-se dos que o atacam, premeditados, o isolado de uniforme despe-se, denuncia o temperamento que lhe arranja o nervo de alguém que especula sobre a sua reprodução numa tela, puxado por trela, pintado na tela que lhe marca o distúrbio, obedece ao escrúpulo de quem perdeu a timidez, de quem pede água e recipientes para a execução da obra que lhe mantenha o nevrótico, assistido pelos que o fotografam, voz orienta-lhe a insegurança do discurso, o casaco e as calças na cadeira, a cabeça desfocada tal a fúria do fotografado contra a experiência, nenhuma foto dele, desconhecido, afastado por desconfiança chama a opressão, o acordeão preso ao discurso sobre o que aconteceu no campo, preparam-lhe o ataque, aproximam-se dele entristecido pelo magnésio da foto, distorcido pela mancha, a cabeça desfeita, não se desfaz da carapaça que contém o circuito interno, as cavidades, as intromissões concentradas na cabeça, no tronco Marat, inútil exibir-se quando não lho pedem, pedido vem dos que lhe aumentaram o nervo, a humidade sobe-lhe pelos poros, banheira ocupa os que não dormem, ele não dorme, feito pelas fotos dos ângulos mortos, ângulos dos Höfe onde criou datas, recebeu por mérito a medalha do governo, penteia-se com brilhantina, cola os cabelos à cabeça, bebe cerveja, festeja com os mascarados o sucesso do ataque, diminuído nas actividades, enfiado num recinto criado pelos limites geográficos, pelos campos de beterraba desbastados pelos obuses e schrapnells, pelo absurdo do narrador nas trincheiras, reduzido como manipulador à miniatura cerebral, às condições de quem obedece ao histórico, aberto à claridade sem animais mortos, aos lugares urbanos com altifalantes, escolhido o lugar onde esforça os olhos, o cérebro, os golpes que o justificam, documentos simplificam o futuro, arranjam-lhe a cabeça, os membros, as atitudes do órgão muscular que se desfaz conforme os resíduos, os lugares enganam-no, não enganam os outros mascarados que festejam, o social em festa, o consumo de energia celular e solar, ingredientes de consumo, da fidelidade ao cérebro que lhe organiza o lugar sem história, Marat na banheira junto do fogão, dos instrumentos que o classificam fora da massa, das zonas geográficas, ele fora da geografia, dos tumultos que engendram perturbações, a dele constituída pelos lugares sem geografia, pelo isolamento gradual dos actos que realiza nas sombras, na banheira, manipulador perdeu parte do uso do coração, músculo danificado, desconfiança do manipulador resinoso, o cabelo empastado de brilhantina, método da época dos obuses, manipulador existe no presente com a seduzida, os dois penteados com brilhantina, os cabelos colados às cabeças, o ignominioso sem parte activa cardíaca, desgastado diante do pintor que o distrai, lhe chama o que foi, gaseado gaseador, a posição dele antes do ataque, depois do ataque reduzido a energúmeno esburacado, diminuído pelos ataques que lhe condicionaram os nervos, o disparate da fala, os desperdícios e as qualidades diminuídas dificultam a manobra da língua, as migalhas fonéticas sem saída, inibição, inibido pelo ataque, pela seduzida que o ataca, seduzida prepara as refeições sem contar com ele, entre fotos do passado, lugares tiveram geografia, lugares das manias, da máscara, apoiado às mesas às portas que decoram o urbano sem geografia do que se auto-fotografa no lugar com móveis Bauhaus, os móveis servem a dor, a sala de operações, a cozinha, o comestível que se abate com facas, rolos espremem as condições que o abandonam à dor que penetra pelos poros, o cérebro condicionado a aceitar a dor que vem dos órgãos, da tortura do fechamento, não altera a voz de manipulador que perdeu as vísceras e os condicionamentos geográficos, congratula-se com a medalha do governo, inútil entre materiais operatórios, a condição da dor nas linhas e nas cores, dor vem da simetria, os cotovelos imersos na água para uso da voz, executado pelos que lhe assistem à dor, o precoce pronto a infiltrar-se pelos nervos, pelos canais musculares, atacado pelos objectos que o possuem nos locais onde explora a dor física, a mental desapareceu-lhe entre canais nervosos, a voz monótona, tem acesso ao biológico que a dor lhe transmite, objectos confundem-se com bisturis quando são facas de matar coelhos, animais que não pertencem ao lugar, os móveis não permitem animais domésticos, de feira, de circo, apontado a dedo pertence aos decorados por bravura, uma banheira à disposição para fazer de Marat assassinado pela seduzida que o ataca entre objectos e móveis que caracterizam o golpe a sangue-frio, o éter na geometria do quarto, a eterificação dele, feito de tubos internos de alavancas de solavancos de tremuras e de esquecimentos, abatido pelos móveis, pelos forcados que o enfiam no armário, manipulador pressentiu o frio do corte das carótidas, foge do natural, árvores não são a natureza que lhe camufla as dores, as manipulações, natural insistir nos móveis que lhe causam tortura mental, móveis confundem a pausa com a dor, a existência entre as árvores as folhas e as linhas num apartamento entre móveis e armários seringas e ligaduras para pensos mercurocromo e tintura de iodo, o descalabro entre móveis que coordenam as dores que o abatem como abatem os órgãos internos, por não ter nenhum órgão no exterior, capado, como os animais de que faz parte, cavalga nos campos, a tampa sobre o consciente que o condiciona à banheira e à seduzida que o ataca, assassinado pela que descobriu que sentia frio, a corrente entre as árvores de uma natureza que lhe mente lhe aflora a mente lhe ataca os músculos, reumatismo,  o pescoço duro quando gira a cabeça para evitar a dor que persiste nos olhos que emitem energia para os que o fotografam, tem biografia e biologia, é matéria para colchões, zonas repercutem-lhe a recepção mental, a cadeira a cama onde se deita para amenizar os nervos contra o inconsciente que afoga na banheira por ter temperamento e nervos, sujeito à camisa de forças, seringas prontas para o ataque, os braços presos, as pernas disponíveis, o braço onde lhe espetam a agulha, seringa verte o pastoso, aumenta a dor até à anestesia etérea nas veias na cabeça nos nervos que pararam a crise diante dos cavalos frísios conduzidos por ele próprio, condutor leva-os ao esforço, ele dentro do biológico, sonhos deterioram-se por não ter inconsciente, não sonha com bisturis aparelhos latas de conservas de peixe, é suporte dele próprio na banheira durante os tratamentos, tratado pelos forcados que o ajudam a levantar-se da banheira depois da lavagem dos órgãos que dedica às intempéries, aos sustos, à dor que lhe entrou pela seringa, o contrário da anestesia, não anestesiado, não isolado das dores que o social conhece entre os objectos, frieza transmite-se pelos cortes em ângulo recto, o recto atingido, onde há paisagem os animais ganham inconsciente, ele sem geografia está entre correntes e a torre da igreja, símbolo dos campos, das ceifas, alegoria da obstinação que rumina os cérebros dos que se ocupam das fotos sem geografia, não dorme, o geométrico exaltado pelos canais, percute o tambor com panos, abre a rádio que lhe transmite impressões directas aos órgãos, prontas para lhe limparem o cérebro enquanto dura a fala, apagado pelo ataque, altifalantes transmitem, aponta para os móveis, repete a incidência dos móveis que favorecem a depressão a crise por habitar um lugar sem geografia, o frio degrada os músculos, nos campos a tranquilidade dos cavalos frísios, trabalho enche os campos, acumula actos sem finalidade, não se confessa por não saber como orientar o vocabulário para o exterior, a frequência das locuções por minuto, a gesticulação adequada ao mal-estar na banheira apesar da água temperada evitar os choques, as seringas adequadas aos canais que o dirigem para o acidente precedente, repetição dá estreiteza, a nevrose-creme é a duração, o durante, a falsa nevrose, creme ajusta a nevrose, assistido por ele próprio percute o tambor com os panos, imitador, percussionista por excesso de nervos por incapacidade mental por defeito dos membros que paralisam o cérebro, membros dominam o cerebral, aquecem os órgãos internos, exercícios de ginástica praticados em segredo, agitações conduzem-no ao desastre, exerce poder sobre ele próprio, o mental avariado pelos ângulos que a natureza fornece, materiais ocultam-no, prepara-se para a imitação, o contraste entre a voz falada por outro e por ele, o que disse repetido pelo que se apresenta diante dele, traduzem-lhe a língua, repete-se sem geografia, nome situa-o na banheira com a seduzida que se precipita de tesoura na mão para condená-lo à acusação dos órgãos internos, nada de visível para o exterior, ocultado pelos instrumentos que o declaram inamovível, a voz falada por outro, a diferença no timbre, no pescoço quando se volta para a agressora que lhe enfia a tesoura nas carótidas, o jorro é de barragem aberta, a condição dura uns minutos até ao desmaio na água temperada onde se instalou para medir as pressões internas, o contacto do cérebro com o húmido, com as intempéries que lhe causam a falta geográfica, 

[MANIPULADOR] limitado pelas artérias, circulação não de rua, o circular nas massas que o transportam para distâncias não assinaladas nos documentos, nas fotos antes da partida para as zonas onde os mascarados se lhe impõem com o sonoro que sentiu noutros lugares e que lhe acumulou gorduras, o adiposo entre couves e naturezas-mortas que se deslocam, caules nervos do distúrbio durante a fusão entre imagens e sons que se repetem por tubos internos vermelhos, cor fundamental para quem está nos sacos de carvão, o perigo explicado pela electricidade: sem o eléctrico não produziria as naturezas-mortas os copos as facas os peixes mortos as sombras e os actos, os filamentos vêm dele, sonolência perturba-o até à perda do equilíbrio, baldes recuperam as vísceras dos animais supostos, não vistos, o carvão indica a reviravolta, ensacado, a dependência da anestesia para suportar os civis que lhe falam, o ensacado inchado com a seduzida junto dele nacionaliza o que fez durante a crise, atravessa a ponte a sabotar: matéria sem sonho pertence ao relatório escrito, na linguagem o significado da nevrose-creme que o consome como abusa do cremoso entre lugares sem geografia que se desfazem com a neurose, o lugar no mapa, Moabit, não nele, indicações guiadas pelos órgãos compostos de carvão, dá ordens às expressões para que saiam, sem resultado, manipulador insiste, que saia um efeito semântico, as manchas de carvão alteram-lhe o lugar sem geografia que revela o mental, constituído por acasos, baseado nos militares que ocupam as pontes, ensacado atravessa-as com o medo da queda num abismo superior ao dele, insiste na vertigem embora exprima as manchas de carvão, os exames contínuos do interno, o exterior correcto: os animais não ladram, lê as instruções quando o classificam de neurótico inferior por continuar o que já está escrito pelo que lhe orientou o mental, a origem dos actos de linguagem, a responsabilidade do que diz, condenado por estar entre árvores e assistir a massacres dos que entraram na zona sombria, a seduzida na floresta ocupada pelos lenhadores, oculares penetram-na, transmitem ao cérebro o que vêem até babarem-se, reprimidos olham por não saberem o que lhes produz a baba, as convulsões reaparecem, manipulador organiza os desvairos com os dedos tenazes os braços as pernas e os órgãos pêndulos, pénis múltiplos são atribuídos como regalia, vantagem social a declarar nas alfândegas, que órgãos transporta a mais, que lhe colaram durante a crise, lenhadores declaram que se transformam em baba, as exibições nas florestas e nas salas de espera, horas nocturnas, interruptores abrem a luz para a melhoria, o colete de forças, gaseador alimenta o cérebro durante a disfunção, lâmpadas iluminam a crise, o aumento de perspicácia do manipulador por ser empregado da higiene mental, dos socorros aos que criam matéria visual, fotografado diante de um cortinado vermelho que lhe aumenta a pigmentação da pele, faz-se objecto, despe-se para os observadores, permite que o olhem babado equipado para receber mensagens oculares, agarrado à seduzida num sofá, seduzida é matéria morta incandescente, objecto visual iluminado para a foto, o cortinado vermelho aumenta-lhe a relação entre ele e a seduzida, o carácter deformado pelas tremuras, manipulador inventa-se caixeiro viajante de produtos farmacêuticos, paleio condu-lo à estufa cerebral, às secreções no wc quando distraído do sono que lhe foge, social não produz sonhos, os objectos ligados aos órgãos perdem os corrimentos, os órgãos ocupam-se das confissões, dos males que as seduzidas lhes transmitem quando abusadas, seduzidas ocupam as paredes decoradas, flores desenhadas no papel das paredes, elementos repetem-se, criam depressão caleidoscópica, repetição da mancha quando abrem os olhos depois do sono que os enviou para outras zonas, não sabem que zonas de claridade iluminadas a spots, as relações obedecem aos móveis, manipulador aproveita o perfume das flores das paredes, seduzida guia o que se baba pelas teias segregadas pelo manipulador, pelos manipuladores, os mais jovens perderam a força, afastam os órgãos, entram nos depósitos para o consumo, depenam galinhas com a ciência que lhes gruda a massa cinzenta que desce até aos dedos que apalpam, enquanto a seduzida se ocupa do olfactivo, da estrutura que o mantém de pé apesar dos enganos que o empurram para a floresta, espaços geográficos sem nome, árvores e clareiras, seduzida recebeu mensagens num DVD, filmes documentam o nevrótico apanhado de surpresa diante dos cortinados vermelhos, dos papéis decorativos, flores manchas caleidoscópicas que o cérebro organiza, documentos confirmam o distúrbio depois de ter tentado dormir, Xanax, dose repetida como o cérebro requer, habituado à repetição não separa o cérebro do que resolve, cérebro repete as dores que o alimentam, feito de torturas tremuras irritações controlos eléctricos radiografias, fazem-lhe exames sucessivos, imagens compõem a carne, scanners forçam-no ao biográfico ao biológico, ocupa-se dos exames internos, os exteriores compensam o interno, dor transmite-se por seringas, armários de vidro intrigam-no, desinfecta o passado, pertenceu à época dos clisteres, obedece à documentação, o dedo marcado pela nicotina pelo catarro pela bronquite a apoplexia a diarreia, filmes provam a obediência, os tumultos internos dos que tomam produtos contra a depressão, ensaiam novos comportamentos, os cérebros enchidos de caça de comida de botas de bicicletas de vegetais, vegetarianos compõem-se de horários, são clubistas sectários, obedecem a cerimónias, crispam-se quando lhes falam dos aparelhos sexuais, babam-se, torcem os dedos às seduzidas que os olham de soslaio, manipuladores compram armas desfilam durante as manifestações, manifestam religiosidade, agridem o que há a agredir, os móveis, as seduzidas de cabeleira loura, cérebro não mente não come não rejeita a floresta, manipulador denunciado por haver no social quem denuncie, quem lhe abra o interior para execução das manobras que permitem a saída dos vocábulos idênticos cada vez que se confessa à que o ouve, agarrada pelos punhos, agressivo imita os que viu nos depósitos, nos goulags, nas obras de construção urbana que o puxam para a inércia, perdeu a identidade, que prove o ano de nascimento, pertence à natureza-morta, Stillleben entre duas linhas horizontais, entre linhas que cobrem a resistência interna, a constituição da massa que lhe forma crise no estabelecimento onde o educam, os actos de linguagem presos às convenções, dizem os enfermeiros e profissionais da semântica, os que lhe verificam ter existido por haver aparos que inscrevem as linhas trémulas, os tremores, as vibrações dos órgãos examinados, tem documentação exacerbada do interno, radiografias que o classificam como exemplo dos esburacados exibidos num vídeo,

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