jeudi 23 mars 2017

Plaatz! - Longura - Potato and Ham - Alberto Velho Nogueira, 2016 - Primeiras páginas

[Coro, Ex]
Os instrumentos ao ombro, à entrada do campo marcado pelos emblemas do colectivo, uma só sensibilidade no lugar da comemoração que os excita, os nervos presos aos baldes colados aos movimentos que exigem flexão muscular, os braços são alavancas de compromisso, a união entre o cérebro e os instrumentos, as camisas associadas aos membros à saída dos campos usinados, trabalho procura o terror aos que o praticam por excesso de força nos nervos assistidos pelo social, os colectivos alimentados pela administração preparada para fornecer as batatas, termo colectivista esconde quantos são prisioneiros da gestão que os educa, costumes compõem o mental até à transmissão por via espermal e sanguínea, os órgãos não regressam ao trabalho, estragam-se depois das colheitas das batatas e das sopas colectivas, os instrumentos de trabalho são armas de guerra dos que morrem nos gulags onde se administra a posse dos instrumentos que colam ao cérebro, fixados na fotografia, as figuras enganadas pelos baldes pelos cântaros pela água nos canais que irrigam os terrenos, a qualidade alimentar dos protegidos pelo administrativo que fornece sopa potato and ham, as roupas dos Konsums segundo os planos dos que as desenharam, planos para tudo e todos, ninguém escapa ao planificado às visitas de controlo às assembleias aos debates organizados depois do trabalho aos filmes projectados nos ginásios, não há tempo para a conspiração, os cérebros deficientes, os maxilares suportam dentes estragados, as línguas escurecidas, as pernas à vista das mulheres para os que as dominam, deslocadas para locais em construção até à morte organizada segundo os utensílios os braços as pernas, a manipulação dos utensílios como ovários e outros órgãos quando se examinam as condições dos materiais, mulheres são material carnoso, as mãos engrossaram com a panóplia das funções que atribuíram aos órgãos, os das mulheres são órgãos receptivos, receptáculos preparados para a semente fabricada pelos que dominam os campos de trabalho, os que as vigiam nos campos nas usinas nos terrenos desportivos nas zonas balneares, fotos ilustram a indiferença que as agrupa depois dos exercícios de integração que executam nos campos junto dos cimentos dos ferros, as construções do campo colectivo têm o nome de uma figura estatal que as representa, nome determina a época o local o domínio a colectividade a administração da morte já ensinada aos que progridem nos campos, limitados pela indecisão caminham para as grades, projectado o filme de propaganda depois do trabalho, simulação do que sentem se o sentir sai das simulações que o colectivo lhes ensina, colectividade serve-se dos veios das traves dos andaimes cerebrais para a segurança, a certeza de que não têm outra resolução outra ideia, ideias apagam-se com as enxadas, nascem as que se repetem durante o trabalho, o rigor não falha no elogio dos administradores, admiradores dos movimentos das mulheres de calções que prometem enfiar os utensílios que se distinguem pelas acções contra elas, órgãos dubitativos enfurecem-se sem que conheçam a razão, os nervos separados dos órgãos educados para a única função, organizados pela administração dos campos de trabalho que preparam os locais de prazer já que o prazer está nelas, eles ligados ao colectivo aos despejos às eliminações à definição dos campos de trabalho para refugiados, o que interessa é manipulá-las como colectividade, como térmites deslocadas pela fome que as batatas despertam, repetem-se as funções que se exercem com os braços as pernas, os outros órgãos inertes, fiadas nos olhares que se fixam no interior esperam pelo transporte para os beliches depois de terem sido frequentadoras de locais fora do horizonte, numeradas exigem batatas bananas da Nigéria, o histórico propõe matéria de estudo, como se passou do trabalho à concentração em campos de reserva, alimentadas a batatas couves sopas e farinhas que escondem a falta de vitaminas, voltam ao engano, dadas como temperamentos e nervos, os sistemas oculares preparados para fixarem, memória recolhe o que fizeram durante o trabalho nas colónias balneares onde se aglomeraram para o regozijo com os baldes os cântaros, o transporte de água potável para dar de beber aos que constroem na região, a guerra acabou, os cereais representam os argumentos a favor do colectivo, a confusão dos que se inclinam para o mesmo nos gulags onde as enclausuram, castigadas as que elaboraram a revolta sem resultado, campos dispõem de ideias a ingurgitar às que merecem compensação, orgulhosas do que produziram, a água distribuída, água não falta nos locais obscuros, nos recintos de dança onde memorizam os actos que elaboram com os dentes mal implantados, as roupas estão nos Konsums, os costumes enfeitam os campos de acordo com os dominadores que constroem a imaginação o racionamento colectivo, os camiões danificados, falta a gasolina para as ambulâncias, morrem de enfarte por ausência de instrumentos adequados, socorristas percorrem estradas de terra batida, o progresso canta-se nos tractores, refugiadas contam com as grades as camaratas a visita médica a fiscalização da identidade pelos olhos pelos maxilares, os dentes mal implantados, característica das que se abandonam, sem iniciativa produzem fome, têm sede, procuram água não potável, tifo sem morte imediata, carência de vitaminas diminui-lhes a vista, o horizonte curto, as cores alteradas pela deficiência, os coloridos desbotam-se, perdem o technicolor ganham cinzentos que se gravam no metálico cerebral, fisionomias gastam-se, os pensamentos repetitivos, nada que as faça sair dos campos de refugiados, transpostas de uma época para outra percorrem distâncias com as roupas nos sacos, batem-se para obter um lugar na barraca de madeira, refúgio das que se deslocam sem conhecerem o campo, a memória repete-se quando lhes retiram o ketchup para análises, concorrem para a quantidade, correm sem esforço, são atletas garantem o fôlego, preparadas para a corrida, a pressão sanguínea propícia, deslocam-se com a máscara de refugiadas, escolhidas como lebres têm o campo de trabalho nas órbitas, correm sem limites para escapar à sede, magras adequam-se à corrida, os pulmões são sacos a medir, medem as pistas traçadas nas florestas nos campos abandonados, pertencem ao que se repete, os olhos virados para o horizonte, a corrida é um truque que as faz ávidas de batatas de bandeiras de metas de triunfos que não reconhecem, os tempos da maratona diminuem, os pulmões não têm memória, extraída por métodos que as designam como lebres, os membros estreitos, a agilidade das articulações, os fácies chupados, os ossos são saliências ancestrais que oferecem ao público, lebres governam-se nos cafés onde perpetuam a necessidade dos testículos, os lábios secos, bebida humidifica-os, apaga o que fizeram, apagados os quilómetros da corrida, a massa encefálica reduzida, os nervos excitados pelos reflexos condicionados que as levam à morte lenta depois da fome e da sede, bebem por tubos de plástico, organizam-se nos campos de trabalho, fornecem-lhes água, o engano representado no ingerir da água, enganadas bebem o não potável, tifo ataca-as, perdem a vista o horizonte perdido o technicolor apagado, cérebros ganham o cinzento, compostos de esferas metálicas, cérebros caleidoscópicos representam as práticas que elas prestam aos sequiosos que se dirigem aos duches, a limpeza das lebres que se hidratam com o líquido adaptado ao colectivo, aos olhares dos que as observam, magreza triunfa na maratona, interrogam-se sobre a perda das cores, reconhecem a custo os instrumentos de trabalho, utensílios pertencem às organizações de trabalho que as levam para as colónias balneares, dormem em beliches, separadas dos homens, separado das mulheres pelo inchaço da cara, bochechas são desprestígio, demência desce até aos colarinhos aos lábios, o pescoço cola-se à camisa de lágrimas desenhadas de pingas de água, a máscara é de cera, o ceroso abunda no olhar, fixa instantes que se invertem, que me puxam para o desequilíbrio, viro-me de cabeça para baixo por haver circulação dos canais que me causam pressão urbana, venho do local central, ocupo lugares sucessivos que vão da S-Bahn ao centro da praça inominada, oculto-me clandestino, máscara incha-me as bochechas ou a máscara ou a própria cara que inchou, não reconheço o que exprimo no fácies que demonstra teimosia, que me vira de cabeça para baixo, os que me acompanham não me conhecem, frequentam cafés comem pastéis com cremes, blusas e camisas não alteram os modelos vistos pelo inchado pelas ceras, pela máscara, continuidade dos que me habitam se houver uma subjectividade que se desenvolva e se multiplique, critérios admissíveis despertam nos olhos inchados, o nariz desproporcionado pela cera, o pescoço inchado pela tiróide, deformação obriga-me aos que se penteiam nos quartos, casa contém vitrais que ocultam a luz exterior que me atinge por ter aparelhos que a captam, inventado o auto-retrato para a sobrevivência, as alterações partem do que sou de máscara, inchaço confunde-se com a cera, com as acções que se perpetuam nos outros quando me multiplico, acção vem do interior ofuscado pelas roupas que me vestem no local dos vitrais que filtram a luz, compensam a seriedade do instante, visto um bibe, os cabelos colados à máscara que cria abandono, a máscara conforme o cérebro que me modifica o exterior, não a cera que comanda as épocas, invento-me com dupla pele, máscara reduz-me diante dos externos que me classificam de corrupto com sinais de demência no pescoço, papeira, a tiróide inchada enche o colarinho, atado à cadeira ao colchão ao lugar onde me fixam com outra cor, os lábios pintados, olhos aperceberam-se dos vitrais, dos móveis que me mobilam indiferente aos demónios às cores que desbotam à energia aos spots que abrem na sala para a filmagem da cera diante da testemunha para a qual confesso a frequência com que me habito a doze de Outubro, dois mil e quinze, inchado pelo excesso de peso, a surpresa num estúdio onde me abrem a fala, confirmam que dedico tempo à locutora que me desperta do passado para me situar entre o estúdio e a S-Bahn de Friedrichshagen, o tempo contrário à ordem da viagem, que me ordene que esteja no quiosque da estação para vender jornais, nein, na cabine de controlo, controlador dos combóios informo os passageiros que o acidente dos alterados pelo trabalho está à vista, controlados pelo desastre que assinalo pelos altifalantes, cabine tem equipamento sonoro, passageiros têm chapéus, estão inclinados a doze graus, o suficiente para se apressarem para os combóios que domino da cabine, dominador regresso às mecânicas que dominavam a época, as de hoje estão escondidas, aparecem com a narração provocada pelas perguntas da locutora, se estive na cabine, com que material abri o cérebro dos passageiros, quem eram se obedeciam quando ouviam o comando, passageiros conduzidos para os combóios, localizados por terem datas marcadas nos fácies nos costumes nos fatos na teimosia de quem não sabe dirigir-se, que os sinais lhes marquem o local, os compartimentos os prédios abertos para o exterior, os costumes observados de fora, o costume é refazer o que já fizeram, o que lhes pesa na cabeça, subordinados aos sons que lhes modificam os fácies as células o comportamento, isolados comportam-se conforme os critérios organizados pelos cérebros que contêm a miniatura deles, miniaturas são sinónimos de mudança adeénica, de transformações que os levam aos móveis aos costumes à vista dos exteriores, passam diante de edifícios Le Corbu, estruturas de cimento entram nos cérebros, as divisões conformes ao uso, as cozinhas como lugares de corte de repugnância de preparação ao suicídio nevrótico, cliché dos ocupantes descalços sobre as lajes, os interiores gelados, vidros inclinam-me à renúncia, a não me mexer, visto do exterior sou referência para os que me vêem entre móveis, sons produzem-se durante a estadia, transferido para um lugar com móveis, memória não actua por estar em mil novecentos e cinquenta e três, nein, mil novecentos e setenta, diante da tv que me controla, apanhado pela produção, preto e branco não permite a imitação dos vitrais, das cores do arco-íris, tv produz fácies idênticos, fui convertido noutros, máscara de cera faz-me outro numa casa de banho, as roupas no chão do que se prepara para o inchaço do pescoço, cera incha-me a permanência do que sou, o resto é imitação da grandmother antes dos cortes que me fizeram para reconhecerem o interno adequado à época, à expressão de humildade (sic) das inflamações da garganta dos brônquios da pele das costas, contacto com o frio anula a transpiração, caminho à chuva, correntes de água modificam-me o metabolismo, os limites da máscara com que me enfeito para ser outro, sou a grandmother, fácies confirma-me em cinquenta e três, alguém vem de longe que não reconheço, com que órbitas confirmo o trajecto até ao sanatório-hotel onde me exponho, uma tarte depois da insuficiência hipoglicémica, frio entra pelo casaco molhado, a máscara faz-me um desconhecido, habito um lugar aberto para o exterior, a montanha não tem fascínio, é um compacto de estratos como o funcionamento das articulações que vêm de cinquenta e três quando constituí a consciência, uma marionnette de carne tratada a moulinex que sentiu as cores dos vitrais quando se deslocou para o local onde cresceu até a consciência me dizer que crescer é uma falsificação das células que o urbano produz, falsificação engano bebedeira, suponho-me sem dar conhecimento do passado, das figurações que me arrancaram a memória num exíguo de montanha, o frio controla-me, inspecciono o fácies que se modifica conforme a instalação que me apaga a memória, esquecidos os nomes dos que frequentei, que vi com máscara de cera, armário colchão fogão janelas embaciadas, a memória abandonada por não fornecer factos convincentes, sem memória não agarro o que tive o que tenho, ninguém me reconhece apesar da insistência com que me olham e declaram que vim de locais enganados até encontrar o exíguo para me fixar entre o supermercado miniatura que faz de correio e a Comuna onde pago os estragos causados ao social, a insistência sobre o estrago, social aplica-me a consciência de que estrago a natureza, pago a ingerência a indigência de ter emitido gases, o estrago social não tem compensação, não compenso os estragos que causei à natureza que me ataca os órgãos inadequados à resistência, à amnésia da pele, olhos são os únicos órgãos que mantêm as cores adequadas ao contacto com as roupas com as refeições que comi por ter tido fome e sede, nein, beneficiei das correntes de água, as estruturas edificaram-me como amador de música de teatro de estadias entre o frio para alargar o conhecimento actual, o passado apagado, informei os que entraram nos combóios, conservados como fenómenos únicos entre os canais da Spree e o cemitério de Dorotheenstadt, o esquecimento entrou no cérebro nos intestinos, preparo-me para as máscaras de quem tem consciência, apaguei os lugares o que cumpri o que me disseram se houve cumprimento de qualquer tarefa que me tenha eliminado a memória, um poço onde se conservam as atrocidades os surtos da morte as radiografias dos pulmões os exames ao estômago aos intestinos gravados em CDs, exames melhoraram a função digestiva pronta para os produtos que os mercados fornecem, perdi o inconsciente, reservo-me ao esquecimento antes de sentir a pele estragada pela falta de humidificação, a transpiração nula, o fácies situa-se em Bérlinn, amador de teatro construo dramas invento atentados à personalidade crio a morte que fotografo no instante da morte prevista, transformado em múmia dentro de milénios para os que escavarem a terra, descobrirem o que sentia na pele por ter estado anos sem uma gota de água,múmia a descobrir isolei-me numa estação, fixado aos ferros aos vidros às carruagens às luzes, aparelhos confrontam-me, sou elemento dos ferros das curvaturas do luminoso que me penetram, atravessado pelos raios conforme os capto antes de ser fotografado, a fotografia é a grafia dos que escondem o fácies irritado, os botões do colete ofuscados pela luz madre-pérola, os botões da camisa abotoados atribuem-me a irritação que se prolonga pelas mangas da camisa, efeito das luzes da estação, mosquitos agarrados ao metal, se sair da estação encontrarei a vendedora de peixe, os peixes eviscerados lavados, não lavado o sujeito múmia fixado na montanha, a pele seca, tempo mede-se com os peixes na peixaria para melhor rendimento, materiais encrencam-se na cabeça da peixeira que me força a voltar ao local da balança do gancho das etiquetas da caixa registadora, os fios da electricidade pendem atrás da peixeira, isolado examina-a com o poder das múmias, a circulação corrompida o ketchup não circula, a resistência à morte diante dos peixes mortos exemplo da ausência de respiração, o fio que me conduz à exposta é o que conservei na cabeça com as etiquetas, estou preso aos peixes mortos, natureza-morta apesar da peixeira e do cheiro nas pituitárias, excitado com os internos dos peixes, a peixeira sem roupa estirada num sofá para demonstração do que evidencia, a pele os mamos o púbis sobressaem, nenhuma tremura nos (meus) olhos relâmpagos, exposta tem as mãos agarradas os mamos guelras visíveis, o abandono depois do trabalho, se trabalhar é ver-se de avental, os peixes limpos, morte dá trabalho, os locais deslocam-se para a estação, apanham combóios atrasam-se revelam o ralenti, a paragem que os precipita sem resistência para a morte, não querem morrer, precipitados para as portas dos combóios, urbano garante a nudez a cozinha a participação de cada num novelo, o cérebro modificado pela genética urbana desenvolve a pele seca, a secura múmia no exíguo de montanha, nada me modifica os sintomas, a idade curva os lábios, o bocal fechado por artimanha, os maxilares não funcionam, nego-me ao que enche a região a colina a montanha, os olhos recebedores de luz atrasam-me as sensações que as tenho no nariz esponjoso, os botões abotoados facilitam a indústria da futura morte que me invade nos locais de luz artificial, fora da natureza entro num ralenti, produzo choques e esquecimentos, a memória fragilizada pelas ausências, de quem, frio mumifica-me a pele, dermatólogo convicto que a sensação na pele confirma que não sou múmia de montanha, não represento o futuro dos arqueólogos que as classificam para os museus, conhecimento humano explica-se na irritação sem deslumbramento, a consequência do não ter falado durante a hibernação no exíguo de montanha isolado dos animais e dos habitantes que frequentam o supermercado para a compra de selos e de envelopes, o contacto faz-se pelos fácies complementos da paisagem urbana, barracas ruas prédios fios telefónicos cortinas, nenhum inventário do que os olhos absorvem por haver luz eléctrica durante o ciclo da invenção do medo, estruturas industriais ocupam os olhos, fábrica de cimento descargas de lixo, poeira invade os pulmões que assinalam a poluição aos que habitam depois do trabalho se trabalhar é o comportamento de fato-macaco, as árvores significam o outono, a falta de folhas os ramos secos, a secura da pele, a atmosfera glaciar da barraca de montanha, deslocação para lugares distantes, nada está longe, a escada vazia das onze às dezoito, cimentos delimitam as zonas a pele seca a circulação sanguínea parada pela pressão, isolado invento processos, posses do físico arrasado na zona pedonal que recebe os fantasmas que deambulam sem precisão sem distanciamento, presos ao cimento às janelas com cortinas, o púdico nas roupas que vestem por haver testemunhas do que projectam, sem projecções a morte espreita a renúncia aos objectos, se não compram as gargantas iluminam-se, criam pólipos nos intestinos, a duração da vida é medida por meses, o diagnóstico cumprido na zona sem pessoas, fantasmas ocuparão a zona cimentada depois das dezoito horas, zona para a aparição dos fantasmas conforme as calúnias, a falta de electricidade, o black-out nos recintos de dança onde aproveitam o escuro para meter as mãos nos mamos nos testículos, manter as onomatopeias vivas segundo as ordens que o social impõe aos sexos, basta a falta de luz, a sufocação no recinto de dança para se comerem com onomatopeias que escorregam até às zonas de aquecimento dos que contraem as pupilas, excitados entram em túneis e galerias quando o nada existe, haverá o nada das cinzas, matéria transforma-se em formas a classificar entre os vivos por haver ar no recinto de dança para os que agitam os membros os pulsos das que se sujeitam à força até descobrirem que estão num local para pullmans, as iluminadas durante a noite no terminal dos pullmans, lugar apropriado às onomatopeias aos gastos da pele ao fechamento dos lábios, sinal de insatisfação, os insatisfeitos debruçam-se na ponte, suicídio dos que nunca temeram o desequilíbrio, o físico feito bolo o cérebro ovos mexidos, os fios da electricidade presos aos postes, sinais rudimentares dos locais onde deambulam os que determinam a morte por queda da ponte, spots iluminam os que se precipitam, a garganta cortada as veias dos punhos abertas para que a queda não seja só a queda mas a encenação do que estremece com o choque, a surpresa pública dos que os vêem agir sem medida temporal, inclinados no parapeito da ponte para a perda do equilíbrio, a queda enquanto outros se embebedam agitam os membros no recinto de dança, saltos dos sapatos picam os tornozelos dos que, excitados com a dor, espetam os dentes nos pescoços das sujeitas, a crueldade nos maxilares, nos fácies dos que distribuem café nos escritórios, trabalho inqualificado, o social é o transporte para o emprego para os campos desportivos, o consumo da luz, olhos apanham os sintomas mais pequenos, as formigas os inchaços da pele a secura dos tecidos, maxilares lupinos desenvolvem-se sem conhecerem a tradição oral, lobisomens patinam durante horas, dançam no recinto procuram a falta de electricidade, as pernas têm manchas, não conhecem a proveniência delas, gordos desgastam os maxilares as bolcas as línguas nos mamos, pêlos sem razão nos que se comportam como cargas a transportar, nevróticos exibem-se durante as festas, nudistas praticam a religião que causa manchas nas pernas das mulheres, homens têm furúnculos usam do álcool para o estupro durante o black-out, aproveitam o desorganizado o medo o terror do escuro, têm ideias fixas, a pele endurecida pelo transporte de traves de madeira, orgulhosos possuem força para o transporte das madeiras, o cérebro minúsculo exerce-lhes pressão aterradora, esmaga-lhes a massa, os acidentes que produzem estão registados, administrações publicam retratos robots, as sujeitas silenciadas nos cafés nos bares, locais fechados como os ascensores as cabines do porto para onde se dirigem à deriva, estivadores propõem mercado negro contrabando intercâmbio de phobias causadas pelos fumos que saem pelas chaminés visíveis por qualquer habitante, a produção não se esconde, predomina o poluído que agita os cérebros, levantam traves de madeira, luzes iluminam-nos durante as acções de choque, manutenção dos músculos, social pede-lhes que se apliquem em actividades propícias ao exibicionismo, o que resulta do trabalho é expulso durante as horas desportivas, o desportivo na massa que procura a estratégia salve-se quem puder, agitados deitam-se ao mar sem saberem nadar, afogamento imediato, outros são fotografados como exemplos do social que os desgasta, as peles secas, a do hibernado idem, que aparece por inadvertência para causar estragos, assinalar-se morto por falta de discurso, maxilares só produzem mastigação, órgãos alteram-se conforme a falta de combóios, passageiros esperam as mulheres com manchas nas pernas, deslocadas à força, engordadas para resistirem às intempéries, reservas de gordura, engorduradas expõem a nudez fotográfica, escolhidas por terem manchas nas pernas, declaradas infectadas, nein, toques pressões beliscos no recinto de dança onde as exploram até às onomatopeias, encontros sem reconhecerem os adversários, a luta acaba nas Toiletten Damen quando se penteiam, o brilhante perdido nas manchas nas caixas de cartão nos colchões nas cadeiras, o que abandonam grava-se na memória social, a do isolado perde a relação com os lugares, localizado num exíguo de montanha, as alturas propícias às vertigens, combóios atravessam as montanhas, locais variam conforme o que os pulmões assimilam rejeitam das montanhas, sacos fazem parte da decoração humana, [Coro, Ex] diante dos que viajam no mesmo compartimento, a deslocação oculta o que possui por lhe terem atribuído um resultado sensível que desperta nele, repetição do já visto, depois de perseguir o que o precedeu no exíguo de montanha, o receio (sic) do que ele será dentro de uns segundos, como fugir dele, que a invade com a carapaça inchada, o fácies disfarçado por uma meia de nylon enfiada na cabeça, dicionário do terror diante da que limpa os peixes expostos, o pesadelo na cabeça para o incentivar à modéstia que ele não pratica enquanto se torce a partir do pescoço, sente as fibras musculares os tendões a pressão na garganta para exagerar a gritaria que não ouve, surdo decifra mais do que ouve os sons que pratica a que foge do que trabalha como animal gutural insonoro enquanto outros iniciam a imitação e outras se exibem de vestido levantado para mostrarem as coxas os cus prontos para as altas tensões os choques que deformam as células, que lhe originam mudanças genéticas, dispo-me para a exibição (sic), protegido por substâncias artificiais, nada de natural no comportamento do participante social que sobressalta por ter feito rebentos a quem se lhe exibiu, uma concentrada disfarçou a teimosia mostrou as coxas os mamos aproximou-me da luxúria, os óculos embaciados, um possesso irritado, olhos captam os defeitos lunares as concepções erradas, ele é uma mancha fixa de esperma antibiótico espalhado como ovo estrelado num prato que exibe para confirmar a qualidade da produção interna à que se despe para receber a fermentação, a produção que não esquiva, subornada pelos poderes divinatórios do transformado em gangster de meia de nylon na cabeça, que esconde o fácies deformado pelos venenos que ingeriu durante a verificação do peso e dos órgãos que possui por tradição oculta, por segredo dos seres aos quais foi transmitida a impressão de ter órgãos como recheio, organização interna distinta das que circulam fora dele, da que foge relacionada com o terror, óculos mascaram a ocurrência de qualquer defeito oculto, não isento de phobias, a morte preparada pelos tecidos nucleares, pelas impressões dos órgãos que lhe transmitem sensações falsas, o fabricante de rebentos não tem finalidade nem vê fora dele finalidades que se sujeitem a uma lógica a um engano a uma traição, Friede consulta um papel uma carta uma escrita, indiferente ao que lê, ideogramas visíveis pelo observador, o texto forma-se com pessoas e obstáculos, assistência nula do social, vocabulário ocupa o ar, a expressão vem dos sapatos até aos cotovelos, mergulhado no tremor, supersticiosa dos actos revela as coxas, o cu em cima da mesa virado para a língua do que se aproveita para lhe titilar a irritação nervosa da zona irrigada, nervos transmitem sensações até à histeria, nervos desgovernados da que tem um vulvar com raízes, fábrica espermática produz o mesmo, excitam-se sobre um capot de automóvel com o calor do motor no local onde se encontraram por confusão mental, o homem canhoto de microfone na mão esquerda lamenta-se da dança contínua, da rudeza da que o atrapalha durante os tumultos, os embrulhos depositados como restos que lhe pertencem se as roupas identificam, se pertencem a uma Friede que perturba o que enfiou a meia de nylon na cabeça para se transformar em agressor que emite rumores eléctricos, rumores enchem o recinto de dança se deslocados depois da encenação organizada pelo de meia de nylon na cabeça quando no colchão, matéria incandescente, ao lado da que se queixa (sic) dos apertos no capot do automóvel onde exprime o mais audaz, o sanguíneo no fácies da que agride, o incongruente enche o local, rumores substituem a fala, perdeu-a durante a exibição, torcido no colchão incandescente (sic), iluminado exposto na Kirche am Steinhof, num Hühnerparadies – Geflügel – Fisch – Imbiss, anúncios, o artificial enche as retinas até à saturação do cérebro, ao exagero das meninges, à dilatação das pupilas que se enganam com a que se desloca do banco para a mesa, outras deslocam-se contra a vontade do irrisório que se destaca pela meia de nylon na cabeça, fácies exprime a impotência de um corrupto com objectos nos bolsos, na garganta os rumores da electricidade, não dele, rumores infiltram-se pela pele, reduzem-no ao olfacto como única experiência do cérebro com as retinas os nervos o esforço de respirar a quantia de ar dos que se apertam no recinto de dança, virados para o norte magnético, os outros cardeais eliminados, grupos praticam artimanhas, golpes entre eles, puxam os cabelos rasgam os vestidos, comentários feitos por ele se tiver microfone, electricidade actua contra ele, enfurece-o, irritado levanta a de vestido, sente a temperatura do solo, o cimento os tecidos os grãos as flores espalhadas por acumulação de receios, decoração do local, a suspensão acarreta espasmos, falsidades que se reconhecem no modo como se agita no ar, levantada não sente o solo, nos sovacos a pressão que lhe exerce até ao espasmo, corrimentos eléctricos garantem-lhe a existência do ar no recinto que lhe confirma a existência sem capacidade para sair e desistir do meia de nylon, irritado castiga-se enfia a meia de nylon na cabeça, asfixia-se por incapacidade de resposta aos rumores eléctricos, o pescoço inclinado com a pressão, fúria leva-o à sufocação, testemunhas escondem-se atrás dos panos do palco do recinto de dança, comem em pratos de plástico bebem por copos de plástico, material tóxico, debruçam-se na balaustrada para caírem sobre as mesas, homens e mulheres ocupam as Toiletten por necessidade de descarga, de mudança de personalidade que se esvai conforme batem nas paredes das Toiletten por haver frequência sem meticulosidade, as articulações exibem rumores transmitidos por altifalantes, o microfone nas mãos do que delimita o recinto, os alimentos reservados a quem fez reserva alimentícia, quem procurou lugar numa das mesas, homens e mulheres corrompem os costumes (sic), imitadores do irritado que se esconde na sala dos rumores, a Friede oculta-lhe as coxas, armadilhas apanham-no desprevenido, mudado pela composição genética, engordado pelos actos exteriores até ao espasmo, a língua de fora, a forma de boi acometido por faca na nuca, lugar de morte como de morte é a execução dela pelo irritado, nein, não há mortes, a morte não é causa natural, vem com a substituição do cérebro por anomalias e temores que provocam a deflagração dos órgãos internos que pertencem à natureza e ao que se organiza com os habitantes que possuem cabeça retinas e memória, que ocupam as ruas até de madrugada por haver saltos na coerência, na cronologia dos habitantes que aplicam a força nos sovacos das que resistem aos ataques, que atravessam o recinto de dança, os sapatos presos pelas presilhas, o que garante os tiques do meia de nylon, o fígado delapidado pelos abutres, introdução à mitologia, nein, nichts, o mitológico é a monomania que se infiltra pelo fígado inchado pelos ovos e pelos remédios que lhe receitam para a sobrevivência entre o recinto e as mesas onde caem os suicidas depois de saltarem a balaustrada, estrondo sobre as mesas com os alimentos preparados pelos cozinheiros que adquiriram mestria, decoraram os pratos com cabeças de porco e verduras, o artificial tomou conta deles, os alimentos querem-se frios para não causarem dores na língua, bolhas e levantamentos que a queimadura provoque, a língua rugosa perde as papilas não reconhece o que morde saliva mastiga e engole, a língua é material que trabalha durante o sono dos dormentes no recinto de dança, a quebra vem do álcool que facilita as agressões, agressores investem com as pernas duras os queixos salientes o prognatismo idiota, o resultado está à vista, percorrem o recinto esmagam as flores os alimentos expostos nas mesas até à idiotia de quem destrói o recinto inaugurado pelos oficiais, idiotismo agride conforme as matérias químicas saem dos metabolismos por razões sociais que defendem os idiotas que se esfregam nas paredes das Toiletten, sem necessidades não há aparelhos vivos, os homens nos recintos para as vergarem à vontade deles, habitantes prometem vantagens sociais, encostam-se às paredes para se sustentarem, o obtuso vem deles que as seguram para fazerem delas pedaços de madeira sem forma, vem do crime que se produz quando há muros, um banco onde estão os que admitem ter levado a atmosfera à perturbação, ao mesquinho alterado pelos que atribuem ao conteúdo palavroso uma ideia quando não lhes flutua nada no cérebro a não ser os nervos de quem pronuncia o que os pulmões ditam acompanhado pela mímica facial, a visão é a de um indivíduo-peixe morto pela de avental, a relação entre as pessoas está nos movimentos, o fácies é o de peixe mortificado pela de avental que se intromete nos locais, cores são sinónimo de impertinência e de desgaste, os lábios comprimidos são a referência dos que não conhecem a anatomia, lábios pertencem aos textos sagrados, ao movimento da negação, negado que me cortem o cabelo, as acções vêm do indivíduo de bata que passa a máquina de cortar cabelo na nuca, lugar ilibado, desculpa de ter nuca, virado de costas para o que me retrata pela nuca, ponto de referência do mental oculto quando me desloco para o exíguo de montanha depois do corte do cabelo na nuca, o monte púbico intacto, lugar da estrutura do animal que me forma no lugar determinante para os nervos, irritado com a formação dos gelos, a barbearia fechada, os lugares obedecem às calamidades, a actos vazios que se diferem uns dos outros é pelo ínfimo, a pele examinada pelo dermatólogo que me expôs os defeitos, a nuca rapada pelo barbeiro, a de avental é a cortadora dos peixes que me causam a perda da memória, remédio contra o isolamento, a distância mede-se nas roupas, asseguro-me de que não exprimo o interno, o exterior relata-se com esgares menores, o peixe reproduz-me o fácies, a irritação no lugar para onde me transportam para o desequilíbrio do consciente, ligado aos degraus da escada exterior que alimenta o edifício onde estão os que me ocupam, presentes no cérebro no vento que empurra a porta da barbearia, barbeiro formou-me a memória enquanto a tive, a seriedade inscrita no fácies a que recorrem os batas brancas para me demonstrarem a monomania depois dos combates de rua, do corte do cabelo na nuca, lugar atribuído pelos aparelhos de morte, rodeado por maquinaria sem nome, apetrechos fabricados depois da guerra funcionam contra a natureza, formam naturezas-mortas como o irritado que não me esquivo ao sussurro que me penetra enquanto me rapa a nuca, barbeiro repete a indecência da nuca rapada, a desfiscalização do tempo, a iniciativa vem dos que me quiseram rapar, liquidado pela ignorância, pela destreza dos que penetram na cabeça, ma invadem com instrumentos inventados pelos japoneses que contrariaram os ventos e as tempestades antes das de Hiroshima e de Nagasaki, outros locais foram escolhidos para os ataques, a nuca rapada do irritado, localizo-me em Hiroshima numa loja de Delikatessen, à mesa conforme o estatuto do que se prepara para os sabores me entrarem pelo orifício bocal, irritado com a contradição, a perda de tempo na loja de Delikatessen, japoneses iniciaram-se nos açúcares, contraem diabetes, açúcar no sangue e noutros depósitos, o sangue é depósito de agressões, curriculum vitae dos produtos que criam dissonâncias, aparelhos medem-me a tensão arterial, o processo é o mesmo, a iniciativa vem dos que me instalam na cadeira com a nuca apoiada no suporte que evita o recuo da cabeça, o resultado é a inclinação artificial da cabeça, a posição dolorosa do pescoço, da coluna vertebral edificada para suportar pesos e roupas, pressões sobre a nuca e no interior da cabeça onde se geram as forças que me fazem uma central energética no ponto de saturação que corresponde ao que se altera na cabeça conforme os pesos, o corte do cabelo da nuca faz do barbeiro um indivíduo que me coloca a nudez à vista, nuca arrefece, contraio phobias gripes hemorragias e outras causas não indicadas que suspeito no que me vestem e que se relaciona com o corte do cabelo na nuca, nudez provoca-me ânsias até ao não crescimento, formo processos tamborinescos para não crescer, as máquinas medem-me minúsculo, filmado por câmara que me qualifica como um local em vez de um ser, colocado junto de tubos que conduzem os fumos até ao exterior, a construção industrial abandonada, fumos são a última consequência da negação do crescimento, conservam-se eternos no lugar, graffiti são os detritos da língua das doutrinas dos slogans dos anúncios das fantasias que nascem das nucas rapadas, dos objectos que fabricam fumos, poluições degradam os que se aproximam, respiração de peixe eviscerado pela Friede de avental diante da câmara para o registo das impressões, da irritação durante a noite quando os spots das obras varrem a zona considerada perigosa pelos habitantes que a atravessam depois do trabalho, que trabalho, não reconhecem o que executam, o lugar sitiado pela polícia, roubos assaltos assassinatos estupros, a consciência ofuscada pelos temores, o obscuro nos participantes que escondem os fácies, o que realizam com os aparelhos de ajuda respiratória, documentos provam que usam de ajuda, a respiração não se efectua por si, respirar é acto acompanhado pela consciência quando se aspiram os ares nocturnos, as distâncias aos factos,

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