mardi 28 mars 2017

Medeia * Ifigénia - Aviário * Cricot 2 - Sprechgesang - Alberto Velho Nogueira, 2010 - Primeiras páginas

PESCOÇO SEM MARCA, morte por encrenca por reprodução celular anómala, a bolca fechada pelos artífices que lavam e vestem o que resta do gutural, garganta representa o que foi donde veio como percorreu uma geografia que o mudou para a apatia depois de abandonar o grupo, a continuidade destruída num espaço a medir em metros quadrados pelo carácter que se gravou nos tecidos, os vícios confirmados durante a respiração estorvada, os obstáculos nas vias respiratórias, a bolca aberta, abandonou os que o intitulavam funcionista, fixadas as condições de quem transportam para a Isola di San Michele, campo-santo, o biográfico na caixa que tem qualidades de contenção até à decomposição, o transporte dirigido pela deformadora que enganou a natureza, funcionista desapareceu para dar lugar aos que o assistiram, a deformadora na zona escura, a camisa desabotoada para que se repare nos mamilos desenvolvidos pela inaptidão que se esclarece com a luz solar que vem da esquerda para lhe encher a barriga, os olhos prestam-se ao vácuo, à indiferença nos locais onde se afigurou o mutante que a contagiou com a arrogância que consolidou com comidas e bebidas que elaboraram a biografia, tudo actual, funcionista pertence aos aparelhos que modificam as frases, que condicionam a existência da língua que se fala por haver aparelho fonético e ar irrespirável, fenómenos duram o tempo de captação do ar pelo cérebro, sem ele nada se fixa, cérebro expulsa discursos, soluções sem resultado, apropriações sem dureza, aplicações ilícitas, o ilícito no nu à vista multiplicado por três a quatro, nomes repetem-se por haver excessos, uma Ifigénia num local fechado por ter desfeito o contacto com os que a agarravam a agarram a manipulam pela língua, expressões condicionam, atingem-lhe o cérebro, corrompem-no, gramática afectiva produz-se nos salões em contacto com os que se intitulam gravuras próteses nervos, as imagens fotografadas por aparelhos numéricos, a distinção entre os sons da garganta feita pelo eco pelas gengivas pela posição das mãos pelos retratos que se pregam nas paredes dos que fazem a política local, habitantes perduram apesar das condições atmosféricas, Ifigénia revelou a acqua alta no cérebro, a graduação nervosa dos que se instalam atrás das grades para a teatralização ridícula, adjectivo traduz os ânimos, superstições e acnes introduzem-se na figura que se exibe, estende panos, passa a ferro, noção extravagante, nada que a limite ao inundado pela acqua alta, à impressão visual, aos nódulos dos dedos nas grades, libertou-se do consanguíneo, exprime pela garganta soluços e tremuras, impressões gravam-se nos papéis, faz incisões, representa-se em Berlin, em Kraków, onde se imbuiu do insensível, relacionou-se com o funcionista que cobre a cara depois de ingerir o alcoólico que lhe estoira as amígdalas, álcool forma colapsos, amígdalas agarram os líquidos que deixam rasto até ao fígado, funcionista de olhos fechados assimila as frequências que se libertam para se condensarem nos gânglios, formarem tormentos, que são tormentos, quem os organiza, como se formam os gânglios no circuito linfático, como marcam o pescoço, os mamilos para auto-satisfação sem ninguém que o controle nos metros quadrados que criou em Berlin, murou-se na Alte Jakobstraße, um dos braços acima da cabeça, o pénis descascado, a posição de détente nas marcas do pescoço, restos do 18. Oktober 1977, os restos ao acaso das amígdalas que lhe abrem insinuações, graduações da sensibilidade, o riso apático, inerte sem máscara, bebedor conservador da arrogância, incólume, nada que o penetre, diz que o Kafka esteve em Milano, engano, em Sils-Maria, presunção, o que diz está certo, certezas impõem-se pela bolca, assimilador de carne, comida entrou nele, fez dele abundância passeada nas ruas anódinas, mudou-se para a Alte Jakobstraße, ouviu as vozes as onomatopeias nas ruas antes de entrar nos metros quadrados que lhe reservaram, as deformadoras molhadas pelas sensações humidificaram os órgãos que o excitam com cheiros apropriados aos órgãos masculinos, ao faro dele, animal de faro, afirmações usam-se na garganta contra os que têm a função de ouvir por serem fracos, ouvintes instalam-se nos corredores onde formam a nevrose, contorcem-se distorcem-se exibem-se como as mulheres se exibem para o que se enfiou em Berlin depois de se extrair de Venezia, funcionista de chapéu de feltro de loden cinzento participa do trabalho dos agrupados, dele próprio que abre os olhos sobre os objectos, sobre as exibicionistas, argumentos afloram-lhe às amígdalas em expansão, amígdalas têm grainhas dentro, são figos amigdalados, impurezas atraem o pó, indicam tensão, lábios são exuberâncias, das manchas nascem células que se desvirtuam com o tempo, ele dominado pelas manchas que, com a água, se expandem nos papéis até fazerem traços que se reconhecem como membros, os mamilos apertados, situações desequilibradas nos sofás, posições inertes desencadeiam tonturas, contas a pagar com o que ganha nos trabalhos que fornece para a Humboldt-Universität, as manchas que lhe garantam os cromossomas que determinam donde veio, o que se forma nos membros expostos até ter o aspecto dum animal que se exibe, ferocidade caracteriza o habitante que veio até ao muro Humboldt para conhecer o interno que não possui, que não forma no cérebro que transmite mais do que pode, que se esvai com fragor, se esvazia, balão teve ar, tem restos da comida que ingeriu, distraído pelos quadros que o fixaram às paredes, pelo circuito eléctrico a que se liga para resolver as zonas geográficas, acabaram as distâncias a percorrer a pé de automóvel de avião, o retrato dele fixado nas paredes, as frutas e os legumes biológicos num cesto, os lábios inchados pelo álcool, nevrose apura-lhe as ideias, afirma que se formou com os muros, com a disposição das deformadoras a ouvirem-no, produtor de sons inequívocos, surpreendido quando nu se impregnou do nevrótico que leva os habitantes ao suicídio, à procura da poluição que lhe aumenta a saliva, deformadoras despem-se até ao slip, uma outra nua clarificada para o museu que explora os slips, a modéstia das pernas da deformadora transformada em geradora dos que nascem com berro pulmonar, narinas captam cheiros, conhecem os que lhes deram a origem, abrem-se à hereditariedade, distinguem o instinto de sobrevivência, andam, inaptos, defendem-se da fome, constroem frases, obtêm em troca passos a dar nos jardins, nas florestas para onde se deslocam por hábito, deformadoras perderam-se como se perdeu o funcionista, coube-lhe o pior, concentrou o pior, o doentio das massas folhadas, das empadas, comestíveis à disposição das que chegam para confronto, (ele) confronta-se com a deformadora, colam-se, estão fora das ligações do sangue, deformadora sabe quem engendrou, como se multiplica o inviável o desgostoso o arbitrário que alimenta a espécie, que transforma o funcionista, considerados os mamilos os braços as ancas dele, a cabeça rapada com estiletes, os cortes as ameaças dos tecidos, a figura inferiorizada pelos impulsos, bolca emite onomatopeias, sinais aplicam-se como ventosas, pressões existem nos acrílicos, nas dimensões ocupadas por ele, condicionado pelo Van de Woestyne, capturado por sirenes campainhas nádegas sexos, aparelhos são examinados pelos especialistas que verificam como se estabelecem as relações, ele hermafrodita já precoce em Venezia onde teve a origem das pernas curtas, dos condimentos alimentares que desencadeiam alergias erisipelas zonas avermelhadas pigmentações da pele sucalcos dores nos rins, aproxima-se doutros seres para exercer o poder a longo prazo, a deformadora mancha inerte no sofá fixa o domínio que ele impõe aos joelhos, rótulas engendram absorções, o sensível adequado ao domínio dos fazedores da Internet, dos que interrogam jogam electrificam, ligados aos cânones, o funcionista limitado pelos quadros pelas fotos que o representam junto dum ecrã, feltro na cabeça microfone na mão, enunciador do geográfico anónimo, cabelos caem, sinal humano, queda tem origem na intoxicação que produz enquanto masculino na Humboldt-Universität, a certeza do que decide segundo os gráficos, o não consanguíneo, conforme os dispõe numa sala com cadeira cómoda espelho amplificadores Revox, dispostos em grupo, as mãos desarrumam os lençóis, arrancam o diploma da parede, 

CONCENTRAM-SE, DESCRIÇÃO DITADA pela informática, pela convergência entre o chão e as paredes, tapete cobre o chão, engano, nada cobre o chão terroso, nenhum limite entre o chão e as paredes apesar de estarem num quarto numa sala, ambiguidade do lugar sustentada pelos que se agrupam fora o funcionista que se dirige de microfone na mão aos que o informaram do período a viver, o que lhe resta, tretas, a resolução tomada junto da barreira de madeira onde ele quer acabar, invisível, deslocado do hospicial para casa, transportado de ambulância a vinte e sete de Julho de dois mil e dez, data a mudar conforme se acrescente texto, matéria altera as datas, os períodos de vida que lhe restam, médico indicou-lhe a doença, transportou-se para a cama-maca num quarto com decoração teatral, morre segundo a junta de médicos, trabalho colectivo, informação cobre a responsabilidade colectiva, assinalam-lhe o descontrolo do interno a partir da garganta, o exterior não reproduz os traumas do cérebro entre lençóis colchas blusa de mulher, transportado sem nunca desistir dos sinais dos que permanecem nas zonas escuras do quarto sala sem janelas onde se despe, indiferente ao vinco no pescoço, a marca avermelhada que o caracteriza, o olhar fixo, as expressões paradas entre massas de cores, tendências ao fogo, ao incendiário, os restantes fixam-se por haver vontade do informático para aniquilar os não consanguíneos, emagrecido exposto na câmara ardente aos visitantes, rodeado pelos que representam o dramático, as posições estabelecidas pelos que deploram a morte, fora da morte o nada, nenhuma referência à dor, ao castigo, nenhum cheiro, iluminado de frente, os braços na zona dos espasmos, exposto na caixa, apagado o respiratório o cardíaco, instalação artística, visitantes abundam na sala quarto, sonoro invade os ouvidos, as narinas aspiram ao campo-santo, Isola di San Michele, aos arbustos distorcidos, aos vegetais espontâneos que esverdeiam, trabalhadores são aglomerado, saem da fábrica, grevistas em potência exprimem o nocturno, ele preso ao nocturno, à ausência de luz exterior, o quarto sala sem iluminação, luzes vêm da natureza, das paisagens que feriu com o sarcasmo, enlaçado aos canais da Spree, os olhos encovados do velório dos que confundem o chão com as paredes, presentes trepam sobem resvalam caem patinam, exprimem movimentos nervosos, irritados com o estado do que se adiantou no tempo, a transplantar para a Isola di San Michele depois da reprovação da cabeça, foi funcionista, informação dependeu do circuito que criou para a gestão das massas anónimas, ditou ordens por microfone, criou programas, apropriou-se dos estabelecimentos de cura, tentativa de salvação do tempo que o apertou até deixar-lhe os rastos nas feições, perseguido por fantasmas, por agentes que o retrataram, teve máquina fotográfica, pronto à imagem, à multiplicação numérica, à descarga para a memória, as datas assinaladas nos olhos, controlado como os presentes se controlam perto das feições tapadas pelo ângulo de visão, presentes ocupam lugar na natureza, amantes do natural, dos jardins onde o captam submergido pelo trabalho fotográfico, pela relação entre as fotos e as feições que se apagam até aos traços mínimos, caricatura do que foi, perde os sintomas dele próprio, instalou-se na Alte Jakobstraße, fotografou-se, agente de feltro na cabeça de microfone na mão, num jardim na cama-maca com microfone com megafone, possuidor dos sons constituiu natureza por elogio hipócrita à natureza, fez-se pioneiro ecológico, programas funcionistas mantiveram-no em contacto com as massas, foi produto para as massas distantes, idênticas a ele, multiplicação dele, todas vinculadas ao funcionista, a natureza encurva-se, torcida em cores rubras, aparelhos definem as curvas rubras que se prolongam até ao infinito, à linha que toca céu e terra, como se situa entre céu e terra, inserido nas cores, nas deficiências do ouvido, males dos tímpanos, as mãos agarram a máquina fotográfica que descarrega na memória cerebral, aumenta a memória pessoal, carregado com as imagens que nasceram em Venezia para acabarem em Berlin entre canais, o cérebro torcido, dedos contorcem-se até à integração na paisagem colorida ao rubro embora não exista verão nem estações, tudo uniformizado pelo artista da informática, pelas figuras que realça nos limites da linha do horizonte, ele na horizontal, morto no quarto sala, os presentes num velório sem teatro, a paisagem transformada em sentidos a começar pelo ouvido, acrescentado o olfacto, a denúncia da terra, os cheiros que o identificam conforme se afastou da casa intacta apesar das chuvas da humidade dos inquilinos que a habitaram antes dele por acabrunhamento, interioridade infiltrou-se nas paredes do quarto sala onde não se distingue o chão das paredes, trepou por elas como andou pelo chão trepou pelo chão como andou pelas paredes, terror habitou a casa ocupada pelo Strindberg aterrorizado com o vermelho dos olhos, hipnotizado pelo terror que os inquilinos lhe transmitiram até ser ele o representante do terror, do edifício onde alargou as sensações que lhe modificaram as feições, paisagem modificou-lhe as retinas, os ângulos do edifício onde morou depois dos inquilinos que escolheram o terror das feições, amarelados marcaram-lhe a bolca as maçãs, bebeu leite para melhorar a resistência à intoxicação dos órgãos que lhe assinalaram as raízes da casa que se lhe infiltraram pelos ossos até aos nervos, nervos/nabos têm raízes regadas e adubadas por ele próprio, ligado ao terroso da casa por fios que ultrapassam a barreira de madeira, marcam os limites do jardim onde se instala para viver o terror do tempo, médicos indicaram-lhe os limites, que dispusesse dos não consanguíneos, que os instruísse para o depois dele, dirigiu-se às massas para insuflar-lhes o benefício da imitação, confunde o chão com as paredes, mancha vermelha assinala a deficiência sanguínea, a deformação hemorrágica dos sentidos, a perda das cores, o vermelho equiparado ao ataque, aos gumes, cordas apertam até deixarem marca nos tecidos pisados do pescoço, a continuidade das cores entre a cama-maca e o chão as mesas as carnes por haver carnes à vista, estão nuas, pertenceram ao naturismo, aparecem num quarto para acções teatrais que se perdem, perderam as posições teatrais, ninguém lhes indica outras, perderam as posições do dia, os reflexos que as levavam aos hábitos, carnes nuas por terem a temperatura subordinada ao aquecimento, nenhuma estação caracteriza o lugar, dispõem dos sapatos das roupas para inventário e arrumo antes da morte, permanecem nos limites entre o chão e as paredes enquanto ele desaparece, o acaso encontrou-o num jardim, manchas vermelhas assinalam a hemorragia fatal, mancha rubra efeito do fogo que fotografou com a máquina para enriquecimento da memória, sistema tem password, utentes consultam-no para reduzirem o lugar que habitam ao buraco negro, participantes do final/começo da informática, buraco negro da informática, informações vêm do buraco negro, da transposição para cadáver, da disposição dele do mortal ao indefinido, funcionista deu em pasta morta, hoje aberto o site ao efémero, apagada a memória, crash do disco duro, crash dele contra um muro, experiência levou-o à sala com cama-maca cómoda retrato agrupamento dos que o velam, feições acastanham-se com o aquecimento, manchas foram vermelhas, são acastanhadas pelo teatral, informações produziram-lhe um buraco negro, uma incapacidade à volta do sol, documentos pertenceram à memória dele, agente ambulante das massas domesticadas de surpresa pela câmara numérica, agente da fixação meteu-se num apartamento por ter raízes que vão até aos nervos, até à confusão entre o chão e as paredes, cores indeterminam os planos onde se fixam os que velam o morto, buraco negro faz parte da geografia ilimitada, o informático insere-se no buraco negro de cada, feições apresentam máscara de carnaval, buraco inesperado dos que perdem a agitação da garganta, das amígdalas, o tubo digestivo fora das refeições, digestões preenchem o vazio dos inactivos, o olhar fixado num buraco negro, a massa envelhecida, 


ASSISTIDO POR ALGUÉM que o tenha despido, os botões da camisa caracterizam a nevrose, o olhar vitrificado pelos materiais industriais, não se sabe como agarrou os objectos, acidente das mãos engorduradas, engorduramento facilitou as bochechas, as trincadelas internas, bolca morde, aparelho traidor, habitantes são seres oculares apreciadores dos objectos que conservam nas mãos depois de esfregá-los, habitante exposto barbeado, mancha esbranquiçada do pó desinfectante, as calças engelhadas, termo académico, calças engelham-se, nada mais, caras idem, preocupações vêm do mental junto dos canais, o temperamento forma-se por castigo, animosidade forma-se diante dos médicos enfermeiros agentes do espectáculo que filmam a última fase antes da morte em Berlin, em Kraków, se houver períodos a assinalar, destruiu a cronologia, os medicamentos colocam-no num recinto que lhe obscurece a vista a memória o casaco a camisa depois de ter estado numa sala para exame do que se lhe acrescentou, escondido pelo espaldar da cama-maca se houver cama-maca na sala onde se agrupam, relação entre eles sem consequências, não se ouvem vozes, não as há, ninguém fala, nu por estar num sanatório, numa sala de massagens, funcionista aprecia as massagens antes de acabar na zona escura da sala onde o observam escurecido, iluminação dos olhos apaga-se, o escuro do buraco negro, a evaporação dos líquidos que o formam, salientam-se os animais que o habitam, a referência aos habitantes que o conheceram, funcionista planeou-lhes o subjectivo, as referências à nudez, à posição dos braços nas cadeiras, nos apoios, se mulheres as massagens alteraram-lhes os mamos, deitadas sobre lençóis que salientam nervuras veios músculos nervos tumultos avarias alergias cutâneas, os sexos abertos para esgravatarem com arames e fios o que lhes condiciona os interiores, os exteriores agarrados pelas nervuras, pela condição dos nervos, não pelos músculos que enfraquecem, presas por coleiras, animais classificados, social deseja seres de coleira domesticados pela trela, habitantes não falam, nada de explícito, de gradual, em silêncio desde o início, deitadas sobre lençóis, expostas no chão que não se separa das paredes, cores prolongam-se pelas paredes pelo chão pelas nervuras delas, completam-se com as nervuras, formam-se segundo a dose nevrótica, alinham-se por hierarquias, reconhecem a doença que lhes enche os mamos os troncos, elementos respiratórios aquecem-nas de bolcas abertas, exclamações não saem, silêncio obtido à custa de adesivos nas bolcas, de cortes das cordas vocais, eliminada a vontade de dizer o que o social resolve, nervuras determinam as nevroses, marcadas pelos sinais que transmitem aos outros, observadores classificam-lhes as nevroses, como se comportam diante do examinador que lhes dará meses de vida, palavra exprime sopro órgãos aparelhos fantasias experiências, idades múltiplas, funcionista preso pelos aparelhos que lhe modificam o exterior, envelhecido apesar da pouca idade, transferido da Humboldt-Universität para os lençóis, mudanças físicas classificam-lhe a nevrose, é examinado entre muitos, os examinadores escondidos atrás de paredes vidradas, luzes evitam que os vejam, algumas no quarto sala empregam os dedos no refúgio lascivo, no salutar das experiências com objectos e dedos que percorrem os aparelhos à vista, nuas com nervuras, aparelhos são múltiplos, arranjam outros, sala contém aparelhos que lhes completam a retenção, formam grupos a fotografar pelo possuidor da máquina fotográfica, armado para a foto, grupos formam-se conforme as marcas dos braços, dos aparelhos que se imanizam, tabus não atraem, afastam com asco as sensações, criam relutâncias, grupos criam nevroses saliências pontas aguçadas, golpeiam-se, estão presos aos aparelhos, aos dados económicos, aos computadores que têm vida breve, estoiram, crash do disco duro, memória estoirada, os tabus classificados, acumulados pelas nuas nos estabelecimentos termais onde se massajam, o erótico a expor aos que conhecem os exercícios nevróticos, como se satisfazem os aparelhos sob pressão das nevroses, como satisfazer as nervuras, as espécies novas ligadas à informática, aos grupos não consanguíneos que se formam nos quartos, escondidos das testemunhas para exercerem as nervuras sem controlo psiquiátrico, médicos confirmam os tabus que se formam na circulação sanguínea, tal líquido conforme as vozes se as houver, o que foi dito está escrito aqui, habitantes facilitam a escrita, formam tabus em grupo para a foto consanguínea, duas gerações à vista, resultados genéticos, a reprodução vem de longe, perenidade dos tiques nevróticos, gerações agarradas ao mamal provam o consanguíneo, germinados chupam os órgãos que se desenvolvem com a nevrose, as nervuras excitam os que olham para os mamos nus que provocam acção masturbatória, bolcas abrem-se durante a nevrose, baba cai, sinal de inquietude, de sonolência, adormecimento dos órgãos fora os que se alimentam dos pingos das babas das chupadelas, t-shirts normalizam os seres vestidos nos vãos das escadas nos patamares nos quartos nas salas onde se expõem, lêem as publicidades inscritas neles, na pele, tatuados pela energia da informática que lhes transmite comportamento e sono sonhos e pesadelos, massas formam-se conforme as fotos de grupo, os tabus, as proibições que se lêem nas feições nos membros, nos aparelhos e órgãos formados por mecânicas que os agridem, informados pela informática, dependentes dos computadores que os informam sobre o estado da nevrose, das nervuras que os acompanham, se desenvolvem conforme os volumes adquiridos pelas aproximações consanguíneas que lhes determinam as opções, as esquivas, uns agarrados por serem elementos ainda novos, outros presos às cadeiras, seres idênticos reproduzem-se a partir da informática que lhes desenvolveu o mental, a memória do disco duro que rebentará um dia destes, perenidade precária da informática, dos cérebros nos quartos e salas para a foto da consanguinidade, grupo é modelo para registo da normalidade, os normais não se assustam, os nevróticos tremem, têm tonturas, avaliam as vertigens o sonambulismo as babas, não se confessam, não organizam discurso a não ser para repetir as rações dos aparelhos e órgãos que os formam, mecânicas influenciam os movimentos peristálticos dos órgãos, vibrações internas não visiveis, corrimentos iguais aos das babas, o perverso transmite-se, desligado da informática, separado pela informática da normalidade, as nuas agrupadas sem lençóis, a nudez vista pelos observadores, nevróticos afastam-se da informática enquanto o funcionista estuda os canais, a irrigação dos que se entregam à informática, alguns raros afastados da tecnologia são ocupados pela nevrose, dispõem de lugares onde se expõem nus, uns de barriga para o ar mostram os mamos, outros apreciam a esfrega dos órgãos e aparelhos, formados por mecânicas que desvairam, não se articulam com decência, oh!, perdem os sapatos, calçam meias nos quartos e salas para não estragarem os sobrados, o chão indefinido não se separa das paredes, perde a cor, paredes idem, confundem-se os planos, a noção dos lençóis, das separações entre os lugares feitas pelos lençóis e nada mais, paredes perderam a verticalidade, chão perdeu a horizontalidade, a nevrose preenche-os, são sujeitos a engravidar de informática, perderam o lugar no quarto, ganharam zonas novas onde se encontram como observadores informados sobre as últimas tecnologias, alguém lhes serve café/chá com scoons, flores ervas secas, reprodução do Cézanne, o funcionista com a germinada Ifigénia, com os germinados não gémeos dispostos para a pintura, reprodução, recapitulação do presente do funcionista que perdeu a memória, ganhou disco duro e programações, dedos nos teclados, aparelhos anexos aos dele, os dele apagados pela morte precoce depois da deslocação para Berlin, homem de gravata laçada à camisa azul de bureau, retratado com os germinados antes de ser envolvido pela caixa, o presente engana-o, não reconhece a sucessão dos factos, não há factos, há programas e transmissões na rapidez instantânea, momentos idênticos, estagnação dos hábitos, labirinto, frases não indicam onde se encontra o bolo surpreendido, os observadores sensibilizados pela morte, estado atinge os graus mais íntimos, a intimidade reserva-se para o que os olhos captam nas câmaras ardentes, descobrem o íntimo diante da paragem respiratória e cardíaca, os membros endurecidos, retratos expostos criam a banalidade do funcionista desfeito, a informática desfeita, informática desfaz os habitantes dos quartos escuros, das salas onde bebem chá/café, presos aos hábitos de Berlin, de Kraków, aos canais que lhes desenham os tubos internos, as nervuras, o condicionamento dos fios e das linhas que os cosem por dentro, nada de costuras visíveis, o trabalho efectuado com minúcia, os abonecados feitos e desfeitos conforme as normas electrónicas, os efeitos da informática, apesar de serem agrupados por consanguinidade, alguns escapam ao processo unificador, ouvem o Anthony Braxton Quartet (GTM), 2006, entram nas fotos do Jeff Wall, o sombrio nos olhos o sonoro nos ouvidos, evitam a formação de nervuras suplementares, a formação de gânglios na garganta na língua nos sovacos, o linfático aberto pelas tensões dos nus sobre lençóis, confundem-se os que escapam à informática com os que aderem sem escapatória, alguns pintados para exemplo da continuidade das feições, da implantação dos cabelos, do envelhecimento precoce que atinge os manipulados pelo funcionista, funcionistas desenvolvem obsessões, repetem o visual, ecrã determina as frases que se elaboram, o que dizem sem que ouçam, perdura a surdez, sintomas acumulam como baterias acumulam electricidade, meninges acumuladoras formam circuitos, absurdidades abrem-se nos quartos sombrios, absurdidades líquidas, enchentes, alagamentos cerebrais, confusões geográficas, sobreposição dos aparelhos e órgãos que acumulam até germinarem espumas e babas, até se sumirem entre lençóis de quem está escondido pelos grupos que gaguejam acompanhados por uma bateria,

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