mardi 28 mars 2017

Lapin Sósia - Ocupante de Grozny, da Warschauer Straβe - Alberto Velho Nogueira, 1998 - Primeiras páginas

A cara leporina. Lapin inerte pronta à comida, esfolada, espetada sem dor, cozida para caber no prato. Terreno onde corre com as quatro patas e focinho, cabeça não proporcional ao elástico do movimento. Acções prolongam-na no terreno em corrida, músculos não proporcionais ao volume da cabeça que se desprende do resto para verificar o que lhe fazem no prato. Forma-se a partir da cabeça separada do tronco e membros, músculos correm pelo terreno lavrado por meios manuais, progresso só no focinho lapin que percorre o terreno a velocidade inesperada. Nua da cintura para baixo, caracteriza o sexo por meter os dedos, abertura titilada pela que esteve noutros campos, hoje no terreno para lapins, terreno exprime qualidades por não haver turismo, nada no terreno que o justifique, não o ocupam com cadeiras mesas roulottes. Talheres junto do prato para que comam, alguém cozinhou, relação entre os animais de caça, corre por ser perseguida. Acções de caça no terreno não turístico, nenhum camping-car. Os moradores do hotel-hospício, nus da cintura para baixo, no terreno, não no salão do hotel-hospício, fora, no terreno adjacente, adjacente adjacente, palavras indicam o regime, a causa, a corrida, a musculação que lhe atribuem superior ao que se espera da cabeça, membros são patas e patas, lapin não tem braços, patas anteriores e posteriores, cabeça ao nível da caça, ao nível do terreno, aspecto acabado dos membros, não da cabeça que se desloca para fora do prato, esfolada, estufada, abatida depois da última corrida se a quiserem morta, não existe estado entre a morte e a vida para a lapin que corre com a energia que a cabeça não tem, comida no prato, energia para quem a comer, cabeça e resto, não só a cabeça mas o resto, peça inteira adequada ao que esfolaram. Abre o nariz, a boca, animais têm entrada pelo nariz boca, seres vivos adquirem o leporino no terreno, adquirido pela velocidade, lapin mais do que lebre, veloz no terreno arado à mão, nenhum progresso no terreno do hotel-hospício. Nua da cintura para baixo, repetição do que me atribuíram depois do movimento dos membros, não braços que agarram, outros com focinho lapin virados para o que esfola, [cabeça coberta por tiras panos, gaze, tecidos indicam doença sem que a tenha, idiossincrasia dos que frequentam cozinhas, bacias, vasilhas de cobre. Ideias percorrem-lhe a cabeça pelos veios, pelos canais nervosos, e os membros até ao formigueiro nos pés, nos dedos, nos órgãos sexuais que os tem múltiplos, garantia de que os cortará, self-corte, habitado pelo excesso sexual. Aparelhos fabricam gerados, adaptam-se a qualquer vagina, injectam esperma, injector. Choque impõe-lhe cobrir a cabeça, até os olhos, de panos, tecidos, gaze, apetrechos aproximam-no do hospital, dos hospitais onde passou a infância sem que o tenham visto neles, ninguém o viu, personagem existe de faca na mão, galináceos serviram de treino ao golpe, perito do golpe no pescoço, no próprio. Cobre-se de panos tecidos gazes, corta-se num golpe horizontal pela frente, onde lhe é fácil chegar, atingir o fundamental do pescoço, o sanguíneo iguala o dos animais] cozinheiro tem perícia na esfoladela, no trabalho em série depois da caça, esfoladela organizada pelos que têm facas, retiram a pele, puxam-na a partir do pescoço, despem-na dos que correram nus da cintura para baixo, virados de costas para o muro, sem movimento depois de esfolados. Hotel-hospício dispõe ao inerte, tamanho total esfolado num prato, comida prepara-se para criar energia, círculo de quem vive, quem vive come lapin, esfrega as mãos diante do que come. [Lapin não entra nos hospitais, não tem acesso ao sanitário, vive nos terrenos, corre por excitação, não frequenta hospitais. Sósia lapin do Doudaïev imita-o em Grozni, entra nos lugares mais seguros, mais avantajosos, sente os anestésicos de que precisa, entra nos hospitais onde visita os feridos, dá coragem aos lumpen-militares, cheira os anestésicos nos hospitais onde se guardam os baldes, sósia vive dos baldes, balde e carga de água, sanitários limpos por ela própria para ser a primeira a beneficiar da limpeza, agitação limpeza, nervosismo do balde, baldes nos hospitais onde entra por ser Doudaïev, chefe em visita aos lumpen-feridos]. Ouvidos são órgão primordial para quem tenha falta de pele, ouvidos não ouvem o mesmo segundo os moradores que se formam em corridas, esfolados por serem matéria a comer, lapins no prato vindos de Argel, captados no terreno onde se reproduzem, Argel fonte de lapins para os caçadores, os exímios no golpe. Cozinheiro golpista de pescoços, degolador de vasilha na mão, sangue vertido para a vasilha depois do corte, lapins de Argel são animais amedrontados, os que se refugiam nos terrenos-casas de paredes sem janelas que fechem, gritaria pelos terrenos de terra batida. Corte é um ápice, corte-ápice, corte do cozinheiro que publica livro de receitas, que se cobre de gazes. Lapins nus da cintura para baixo decifram os sexos atribuídos a cada, em série junto do muro entre o hotel-hospício e o terreno, uma atada para que a esfolem, rasgam-lhe a pele a partir do pescoço, restos nas pontas dos membros, patas quatro, braços nenhuns, desenho dos sexos a examinar e classificar ordenar expor junto do muro, lapin não sobrevive fora do hotel-hospício, [refúgio por pouco tempo, que a venham buscar, lapin-fêmea corre para evitar reprodução, evita multiplicar o que é ser-se lapin a correr. Bairro delimitado pelos que se preparam à cozinha, ao vasilhame, que lavam com excesso as superfícies internas das vasilhas. De que interno falam, que organizam sem testemunhas, o corte é isolamento dos lapins, cerco, fechadura, cortadura, golpe em série nos que se encurralam, femininos, num arredor sem que a gritaria que não existe se expanda, quem não grita não expande, não dá notícia] inerte sem músculos activos por não estar no terreno mas no prato, esfolada depois do corte no pescoço. Adapta-se ao controlo da palavra que a descreve nua da cintura para baixo num hotel, num terreno, num esforço corrida que a caracteriza pelos músculos dos membros, cabeça não espera a fuga, não há interferência entre o que se canaliza pela cabeça e o que os membros respondem num terreno que lhe aumenta a proeminência do focinho, as patas terminam em mãos por haver adaptação ao que a cabeça faz, como as outras partes do corplo, em corrida no campo, num campo, internada num campo, uma qualquer internada num campo. Geografia determina-lhe uma língua, a busca efectuada pelos que, com apetrechos, a procuram no terreno por ter fugido, deu sintomas de fuga, de corrida, extensão dos membros, extensão das fases que a compõem nua num recinto com outros de costas para um muro, com os que moram no hotel-hospício, terreno preso a um hotel-hospício, campo apto aos lapins que correm para afunilar o focinho sem corromperem o que se instala nos membros, diferente do que se passa na cabeça, partes têm funções diversas, conforme o desenvolvimento do leporino, a pele esfolada. No terreno do hotel-hospício o trabalho desenvolve-se a partir dos membros, despida da cintura para baixo, feita à corrida, orelhas coladas à cabeça, focinho leporino efeito do veloz, focinho afunila-se no terreno propício, patas posteriores estreitas, não mais curtas do que as anteriores, membros anteriores ajudam-na a escapar aos que a perseguem nua da cintura para baixo fora do hotel-hospício. Comportamento faz parte do desejado pelo social num terreno onde corre em vários sentidos, corridas sem fluxo certo, sem direcção, mudança de direcção segundo os impulsos, os fluxos, as correntes que se formam no focinho até concentrar-se numa corrida circular, lapin de Beni Ali mais do que lebre, existência sem pele. [A presença de fêmeas lapins numa zona geográfica delimitada, outras fugiram para terrenos onde em circulação se abatem elas próprias, lapins no esforço do ziguezague que efectuam pela perícia do nervo, dos membros posteriores, os anteriores angustiados, os posteriores propulsionam a fuga não grito, não gritaria que se exiba nos focinhos afunilados. Onde se espera a voz não há guincho, sovacos produzem, produção química dos lapins, frequentam terrenos onde afocinham o húmido, rasto delas próprias, rastejam, exibem o que se produz nos corplos que degradam nos sovacos, agressão dá líquido a mais, excesso nas narinas] Nenhum repouso sobre a cama, estar deitada não é repouso, esfolada sobre a cama, exposta a olho nu, patas pernas arqueadas, cabeça sobre o lençol, esfolada no hotel-hospício, existente no quarto até ao repouso dos membros, não da cabeça, repouso não é deitar-se mas mexer no centro. Classifica-se pelos que a olham a olho nu, muda de posição sobre a cama, vira-se com a ajuda dos que percorrem o terreno à caça de lapins, na cama por haver disposição dos membros posteriores, os anteriores confundem-se com o natural dos braços, mãos agarram os objectos raros do hotel-hospício, objectos poucos para que não abusem do que há, não há nada no terreno a não ser a corrida e a caça, planificam apanhá-los no terreno do hotel-hospício, espaço curto. Voltam ao ponto de partida que lhes dá energia, recomeça a energia muscular posterior e anterior, actividade dos músculos duplica-lhe a força dos membros, a cabeça apoiada estranha a isto, cabeça estranha os cabelos os dentes o focinho que afunila, apontam-lhe o sexo, nua da cintura para baixo, condição dos de focinho afunilado regulado pela corrida, duas mudanças de posição por dia, nota o que existe no terreno para desejar outros objectos que espalham pelo hotel-hospício, membros demonstram musculatura não só parada mas em movimento no terreno, cabeça calcula como se avança pelo terreno, quantos metros por salto, terreno para lapins mede-se em léguas. [Fora dos tratamentos a não ser na vasilha, invenção das receitas do cozinheiro golpeador que trata dos golpes no pescoço depois do coup de lapin, panos atados à cabeça, dois buracos feitos depois da passagem da gaze sobre os olhos, as pernas descobertas onde crescem acidentes cárneos, nódulos, varizes, excrescências novas são a única novidade do cozinheiro que produz nova vianda dele próprio, autónomo nos golpes, no que come, escreve para ser elemento integrado, integração, integrismo da opinião. Autor de livro de receitas, cozinheiro tem horas vagas para afiar facas, cortar, medir, exibir-se escritor colonial, não escrita directa para o Estado mas para os valores do social que administra o que resta, escritor fixador dos termos, dos limites da língua dentro do território que lhe atribuíram, terrenolínguahistória, pasta sanguínea colonial não desaparece do escritor, cabeça é mapa das colónias. Estados administram o pós-colonial, a progressão que vai das cabeças dos administradores que as viveram à cabeça dos que seguem receitas, produzem coups de lapin, aprendem a geografia onde se delimitam os lapins encurralados, geografia propõe turismo de caça] Retratada nas relações que tem com os objectos afiados, fáceis de introduzir no que mudou com o repouso, não da cabeça, dos músculos, não por estar sobre a cama, apoiada para usar das duas posições, corrupção do estômago, não come o que é, lapin para consumo. Apropriação dos objectos que se deslocam, se aproximam dela, abertura com os dedos do que se abre com objectos de superfície redonda lisa para começar, rugosa depois do líquido, da corrida, não transpira. Mudam-na de posição duas vezes, momentos fixam-se, cama vertical em relação ao chão, planos mudam, terreno inclina-se, mexe nela própria por ser espécie em corrida, por haver angústia na corrida, no correr, no que lhe atinge os membros posteriores por contacto terroso, nenhuma extravagância da lapin que se desloca aos saltos, actividade própria afocinha estreita, dedos das patas torcem-se, dedos torcidos por não haver membros direitos, nenhum é direito, uso entorta-os, lapin na cama depois do sôfrego. Saliva expande-se na boca quando deitada, nada de repouso na cama, fustigação dos membros, aquecimento dos músculos prepara-a ao terreno onde crescem os posteriores com o afocinhar, o despir, nua da cintura para baixo no hotel-hospício que não estranha a elasticidade do que se põe nos pratos, moradores têm músculos e correntes quentes durante o percurso do terreno, a velocidade aplica-se aos membros que correm. Mudaram-na para verem a colcha que acentua o que muda, a posição da que titila o sexo, abertura aproxima os objectos de superfícies primeiro lisas depois rugosas, propícias ao orgasmo. Os membros sobre a cama, projecta os objectos para o centro dela, lapin de Beni Messous, tamanho formado por ossos, mãos pinças dos membros anteriores agarram objectos para introduzi-los no buraco, propensão à corrida se estiver no terreno, na articulação, a cabeça prepara os ângulos fora da corrida, as repetições de cada volta até cair na cama em duas posições. Confusão do focinho e da cara, dos braços com os membros posteriores, distensão dos membros em corrida. Lapin recebe quem a conhece, social num sofá, veios usados a olho nu, sentada com um de camisa, os sexos inertes antes e depois do que fizeram, inertes por não haver nem antes nem depois mas corrida no terreno, repousam de mão fechada, sexos distendidos por haver quem os mostre, ninguém os obriga, duas posições e não mais, mãos em função com objectos lisos, ninguém no sofá que não tenha o mesmo uso dos membros, da cabeça, dos cabelos, das unhas, dois prontos à mudança que se exprime nos veios, sexo ocupante do centro do visitante balança em corrida no terreno se correr, lapin adquire o que não adquire na corrida, pele esfolada a partir do pescoço, lapin não dorme, prepara-se ao circuito repetido até que a travem no começo de mais uma volta para que a liguem ao sofá onde deitam o visitante para que se toquem. Plano sobre a que deitaram no sofá para que a sintam esfregar-se, esfolada, lapin como outros sai do hotel-hospício para a corrida, nua da cintura para baixo, irrita os enfermeiros. Dá a volta ao terreno enquanto o líquido circula pelas veias, outro no sofá de camisa, lapin nua da cintura para baixo reflecte o estado do tamanho inteiro. Inteira nua no sofá acompanhada pelo que deitaram, visitante do hotel-hospício no sofá com aparelho inerte do tamanho da mão, mede-se, medem-na aos palmos, às mãos, ocupa um lugar com outro que é reprodução do que a lapin é fora do hotel-hospício. No hotel-hospício é lapin em corrida pelo terreno que a distende, aumenta-lhe o tamanho. Fricção dos membros, do membro em descanso, o que o sujeita ao sexo, nu da cintura para baixo, membro à vista, não desfeito, nada desfeito, condicionado não desfeito, pé debaixo do tapete, músculos preparados para a corrida, focinho afunilado na perspectiva da velocidade, o que resta nos membros posteriores, no que se fabrica com o cérebro, com o nervo elástico igual ao que lhe levanta o membro que o sujeita ao sexo, os dois no sofá. Duas posições, mudam-no mexem-lhe, um não doente teimoso no sofá, outro igual, esfolados os dois, defeito dos que recebem tratamento, dois visitantes da lapin. Sósia lapin não identifica os que nasceram depois dela, fora dos sofás, não nos hotéis-hospícios, nas ruas com luzes, focos, mãos preparadas para agarrar as compras, os metais, introdução ao turismo, nasceram para turismo internet fora do hotel-hospício, sósia não pertence ao social internet por não ter metal nos veios das mãos. Membros posteriores distendem-se no terreno por ser lapin, focinho afunila com a velocidade, membros expostos no sofá para que garanta o que faz no hotel-hospício, tratada no hotel, veia aberta, duas posições, outras fora da vista dos que lhe mexem. Alguém mexe nos que se instalam no sofá com os dedos à vista, os pés debaixo do tapete, puseram-na num hotel-hospício para correr no terreno, mexem-lhe para ter actividade no hotel-hospício, os que estão dentro correm, os não moradores não têm músculos da mesma força para se colarem aos sofás, preparam músculos para jogos, provas, vibrações surpreendem-na numa zona que se determina pelo nervo, pelo que circula nos membros, não tem sono, pele esfolada atribui anatómico, sexo nu no sofá. Receitas transmitem-se, defeitos da língua, do estômago, das receitas dos que têm músculos para corridas no terreno para prova de lapins, alguém os persegue por ser indício de actividade social, outras actividades contemporâneas da dela no sofá, no terreno, no hotel-hospício, no sofá do hotel-hospício com a veia aberta para a entrada do líquido. Ovo estrelado, pose lateral ao ovo, terreno onde frequenta o que lhe dão, um só sofá uma cama uma barra para se pendurar, ginástica, ginasticada, músculos para as corridas no terreno do hotel-hospício por ter falhado o que o cérebro apanha, meteram-na no hotel-hospício, nasceu antes dos que se preparam para a natação, polo, jogos aquáticos, desporto faz parte das nações. Possui músculos abertos por sistemas de análise, trabalho necessário para o exame dos músculos, a ocupação no terreno do hotel-hospício, do hotel-hospício, do sofá, suporte existe para cada, para a lapin, cria lugar num sofá, numa cama, num trajecto à volta do hotel-hospício. Ovo estrelado localiza-a entre os que a olham, procede a corridas por dia, mais do que uma posição, duas visíveis pelos que a mudam no sofá, na cama, transportada do sofá à cama, da cama ao canto do ovo estrelado, comida num ângulo do quarto, localizada por dois, um que olhe, outro igual no sofá, de camisa para ser visto de tronco coberto, pés nus, descalça-se para não trazer o exterior para o interno, não mistura de alcatrão com vísceras, ovo estrelado e colheres. Preparação à abertura da veia diária, tem tempo diário, ocupação repete-se, transposição do hotel ao trabalho, à rua, ao que viaja nela por não comer, não dormir, num hotel-hospício com outros que nasceram ao mesmo tempo, os que vieram depois não frequentam hotéis-hospícios, têm desporto não camas, pedem receitas para desenvolver os músculos, a cabeça visível. A dela no sofá, montagem permite que se veja a cabeça colada aos ombros com cuspo, produz saliva quando a veia diária aberta, enfermeiro trata-a, outro no sofá, não é inútil não é útil, não desnútil, procurada nos terrenos pelos homens armados, armas desenvolvem-se por terem uso útil, posição de cada em evolução, mais do que duas posições por dia, o contrário do que se espera dos que não estão no estertor, moribundos não mexem, boca aberta, saliva inexistente, cabeça no travesseiro, boca abre-se com o uso dos olhos, os que vieram depois não habitam hotéis-hospícios, não os frequentam, investem em campos de ténis, sucedâneos dos hotéis-hospícios, dos terrenos lapins para corridas manipuladas pelas cabeças. Soundtrack, sussurro de lata no ar atada a uma corda, lata levantada pela lapin enquanto corre pelo terreno, operação não a conduz para fora da zona do hotel-hospício. Um ovo estrelado, naked girl with egg, um só egg, dois, multiplicação dela em dois, multiplicados no sofá, multiplicam-se pela saliva que fabrica, saliva molha os dentes, mão usa de qualquer coisa que agarra antes da corrida, escapa pelo terreno, ainda no hotel-hospício em tratamento pela veia que lhe abrem, um deles abre, um só enfermeiro, enfermeiros não se multiplicam por não terem ovos estrelados, uma única veia aberta por onde lhe infiltram o líquido, começa pelo líquido, acaba com a vista no ovo estrelado, frequenta lugares fora do turismo, ligada por fios aos controlos, não à internet. Ligada aos líquidos, às gotas por terem descoberto doença em evolução, característica igual à de muitos que a visitam, frequência do sofá, sentam-se à vez, um de cada vez, de camisa, objectos da visita contam-se, um dois, ovo estrelado, tecido sobre o sofá cobre o usado, usados os dois que foram contados, um despido da cintura para baixo, outro deitado, pés nus, característica igual, dois visitam a lapin, um deles tem os pés debaixo do tapete, centro único que o liga à lapin, ligada por fios para sentir a intervenção do todo eléctrico, dos choques, choques no trabalho, nas divagações pelos centros habitados onde se procura nos outros, referência ao Caravaggio nas igrejas, puseram-no nas igrejas, a ela puseram-na em corrida, num sofá do hotel-hospício, centro dela com ovo estrelado. Volta ao começo para decifrar a corrida, o começo do estado lapin, corrida exemplifica-a, perseguem-na antes de lhe abrirem a veia diurna, pés debaixo do tapete, ossos em repouso fora da acção no terreno, em acção no sofá, cabeça articula pelo pescoço, dois côndilos, terapia adequada ao que tem, cabeça presa por fio, nua da cintura para baixo, focinho estreita com a velocidade, olha para os que conheceu e não reconhece, esqueceu-se dos que nasceram depois, não lhes conhece os nomes, não escapa ao administrativo dos que nasceram depois dela fora do hotel-hospício, frequentadores dos campos de ténis, dos terrenos para desporto, referência aos HUmanos em actividade com olhos preparados para a internet, atravessados por fios, condução eléctrica condicional. Electrificada pelos pulsos, ligada ao que a despe da cintura para baixo, espetada pela agulha, entrada de líquido comida, receitas. Mudança de posição, variante da primeira, olhos abertos pelo óleo para pintura, não óleo para ovos estrelados. Nua irrigada pela veia, líquido gota a gota, nua sobre a colcha, inclinação do corplo antes de mudar de sexo, feminino faz-se pela abertura do sexo, aberturas alargam de homem para mulher, de ponta urinal para abertura vaginal onde põe os dedos, os objectos lisos aquecidos enquanto preparam ovos estrelados, um só ovo resulta dois nos olhos, um por olho, dois ovos estrelados para dois olhos. Figura adaptada ao sonoro que lhe vem da rádio, notícias, ilustrações dos jogos, desportos desenvolvem-se por cidadão, aumento da prática desportiva, produção de quem fale, de que falam, juntam-se para falarem, articulação dos lábios dentes assobios língua, preparação de vocabulário, exprimem o que ela não exprime na cama, na corrida, lapin exprime-se quando corre, no hotel-hospício para escapar à caça, no hotel-hospício por ter sido escolhida pelos que condicionam os lugares aos que chegam para tratamento, não escapam aos ovos estrelados, ao sofá. Lapin em corrida na Tchetchénia com chapéu na cabeça, bigode, mãos juntas na frente. Sósia desdobra-se, a mesma no terreno, no hotel-hospício, na Tchetchénia com os que lutam com o Doudaïev, grupo protege-o, assinala o paradeiro aos mais íntimos, assassinado depois de localizado pelo telefone celular, aplicação informática, chefe esteve num hotel, está noutro, terreno a percorrer camuflado, sósia representa-o no exterior, apresentação ao público. Presença assinalada pelo telefone, voz identificada, idêntica durante a noite, timbre não se altera, como a cara, a posição das mãos, de chapéu. Sósia nos lugares perigosos, sósia protege o Doudaïev dos atentados, prepara-se ao assassinato. De que tratam, como preparam riposta, posição, falagem com os restantes, organizam, prosseguem a defesa, a sabotagem do plano russo, máscara do Doudaïev mostra-se aos que se reúnem nas casas ruínas, nas praças ruínas, Doudaïev múltiplo de sobretudo, chapéu cobre-lhe a cabeça, protecção contra o frio, mãos dão sinal do que é a primeira linha, jornalistas fotografam, in-formar é complemento, acção rápida comunicação por via directa, telefone, imitadores da voz do Doudaïev, do único que se chama Doudaïev, que se mostra, duplo ou não, sósia ou o próprio, serviços sabem-no múltiplo. Lapin sósia múltipla no hotel-hospício, apanhada pelos que a sabem nua,

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