dimanche 26 mars 2017

Grafites / Rougets - Alberto Velho Nogueira, 2008 - Primeiras páginas

ANALISADA NUA PELO que lhe mede a distância do nariz à bolca, a grossura dos lábios, o espaço entre os olhos, a nuca a nuca, a implantação do cabelo, as coxas as ancas a curvatura dos pés, num lugar inscrito no vermelho Mondriaan, exposta num museu em Bérlinn, equilibrada por cordas presas aos punhos e tornozelos, cordas couros roldanas, imita o Matthew Barney, pendura-se sobre uma matéria a tocar com os membros, com a cabeça, a figura desequilibrada, pressão sobre as cordas e couros, toca uma matéria ligada ao açúcar, petroleum jelly, chupa a geleia de petróleo endurecida, matéria exibida por ser complemento dela, ein Mädchen für alles, com lâmina ferrugenta. Mulheres evidenciam o que escapa aos outros, o que vai na direcção dos habitantes que as cercam, por haver cerco e materiais, matérias a chupar. Uma delas identificou o que lhes pesa, o que está nas cores que a iluminação produz no lugar que escolheram para que se escreva o que não se limita nem inventa, a cabeça aguenta o que se produz nos lugares fixados antes de que qualquer pensamento apropriado aos materiais se instale. As três viradas para o mesmo ponto dividem-se em duas partes, a que vai da cabeça ao púbis que põem ao serviço do cerebral, e a que vai do púbis aos sapatos, por estarem calçadas num lugar público que se identifica pelos pontos luminosos, pela fixação fotográfica de cada instalação em que participam, pelo contacto com o fotografado, com os tecidos vestidos, com a transparência evidente a partir da luz dos candeeiros, ambiente nocturno fechado, bilhares, actividades humanas perdidas nos sons e na duração de cada olhar das três mulheres durante (est)a noite e as que se seguirão conforme o que desejam, a divisão delas em duas partes, uma não sente a outra, mulheres assentam no chão por saberem que têm sapatos e que o tê-los perturba homens e mulheres que as desejam, candeeiros causam sombras, feições escapam, aproximam-se do fotógrafo, são fixadas como exemplos fora da multidão apertada num lugar de esfrega e suor. Levantamento geográfico criado para saber-se como respira, memória vive o imediato, instala-se no iluminado, no branco das camisas, no transparente dos vestidos não só das três, na transpiração que escorrega pelas costas até à segunda parte delas. Outras não esperam o aniquilamento, absorvem o luminoso que define o lugar nocturno, as feições determinam o resto, o susto nocturno que se instala nas que suam, se apertam, deixaram no vestiário os casacos, a ficha nos decotes, garantia de que sairão ainda com o nocturno, cobertas e protegidas contra a humidade do fim da noite, depois da querela dos sapatos que magoam os dedos. Ocupam o salão de dança, pés incham, bebidas gasosas dilatam-lhes as barrigas visíveis debaixo dos transparentes, sentem-se abertas com as roupas que colam ao que segregam, tecidos mudam com a transpiração, ocupam-nas, pegam às mãos dos que as agarram: movimentos, agressão continua no cerebral, nas matérias que colocam na memória, petróleo endurecido geleias grafites, nenhuma madeira à vista mesmo que esteja nas cadeiras nas mesas de bilhar nos balcões na decoração das paredes do salão de dança. Madeira está no que as retém, no que fixa uma delas, isolada das outras, exposta transparente, habitante pronta para o exercício das funções que correm durante os dias: a corrida dos galgos para os que transpiram, a exposição das pernas no salão de dança para as apertadas, os apertos que as levam ao salão para espremerem a dureza dos mamos que lhes doem, apertados pelo que vestem, pelos que as esfregam, lhes sentem os mamilos inchados enquanto desviam os olhares para as sombras e espetam os pénis entre as coxas, o meu púbis endurecido com as geleias de petróleo, os materiais com que me faço transportar aos lugares nocturnos, materiais duros evitam-me as penetrações no salão, nas escadas, na cave depois de escorrer a mão pelo corrimão de madeira, outra vez a madeira sem a sentir, madeira não se sente, marca os lugares, as temperaturas, obedece às pressões dos jogadores que se preparam enquanto dura o aperto a usarem dos tacos para empurrarem as bolas de osso. As partes gravadas no cérebro inviolável do qual não deixo sair a pressão, os comentários, a fala inexistente, não há enumeração do que frequentamos, do que despimos/vestimos, os casacos no vestiário das que transpiram no salão de dança, ocupam lugar numa mesa, olhares dirigem-se à mesa de metal de madeira de pedra, conforme, se estivermos num ginásio arte nova, numa galeria com mesas de pedra, chávenas de café sobre as mesas, alguém antes delas, de nós na galeria, não nos distinguimos pelas vozes pelas feições pelos vestidos formas e cheiros, transpiração cola aos transparentes. O preto é a cor nocturna do salão, os actos repetidos esperam pela hora apropriada, a corrida de galgos, os olhos fixos nos espelhos onde nos verificamos habitantes em acção, o movimento sentido nos pulmões, na garganta, sem outro sinal do que o aperto dos mamos gordos, a origem do gordo na genética, não na excitação que me provocam, o tamanho está na geleia, no petróleo endurecido, mamos geleia endurecida, construção escultura. Os objectos pesam, aquecem com o calor do lugar ocupado pelos aglomerados, quanto mais aglomerados mais o sensível se perde para relatar o inexistente, o existente está fora, repete-se no dia seguinte que me mostra as funções que me marcam os neurónios, as emoções sensíveis armazenadas nas roupas, na transpiração, se faço como as outras. Alguém segue a corrida dos galgos, os fenómenos, a garantia de que não se morre no salão, nenhum ataque, nenhuma perturbação cardíaca, a sensibilidade perde-se nos poros enchidos de líquido, perdi-me sem sentir que respiro, o que me resta são os mamos apertados, a pressão que me faz sair do salão para me despejar com as outras dos ataques cardíacos. Homens sofrem das coronárias, a genética presa ao sexo abusivo aos apertos aos cabelos que não lavam aos tacos à excitação dos galgos, participações nocturnas dos homens, mulheres penduram nos vestiários o que as cobre, constroem formas até à ficção, eu fixadora, fotógrafo fixador do inexistente coloca-se entre mim e as outras, ocupadas à mesa, as chávenas de café acumuladas. Donde vem tal exercício humano, tal quantidade, por haver que gerir quantidades, as três identificadas pela divisão em duas partes, por estarem não em Bérlinn mas noutro lugar, enfiaram-nas num lugar de altas temperaturas, a condição para que a iluminação faça sombra nos que se apertam no salão onde se concentram, adultos conscientes do que se constrói durante a respiração, o movimento dos membros. Fora os membros onde está a vibração, não se respira, o que os perturba são os ataques que se manifestam nas actividades que procuram entre o peso das carnes e a matraca sexual, habituados a exprimir os ataques que lhes sobrevêm na euforia do salão, das corridas de galgos, homens apostam, proprietários e assistentes jogam para beneficiarem da vitória e do dinheiro que lhes percorrem as coronárias até as entupirem, o desastre no salão, no recinto dos galgos, órgão destrói-se por falta de irrigação, deixam a irrigação pelos campos, mijam, esquecem-se das relações entre os órgãos, entre as bexigas e o cérebro, entre as artérias e o giz que põem na ponta dos tacos, o que lhes surge é surpresa, evolução natural do que lhes está dentro sem que examinem a circulação, não a sentem durante a excitação dos galgos, no esforço dos braços durante as mudanças que efectuam. Transportam mercadorias, irrigados pela excitação detêm-se encostados depois dos pagamentos, indecisos se andarem num sentido ou no outro, como se efectuam os sentidos, como se determinam as vontades que os levam às geleias às esculturas aos apertos, endurecimentos não os perturbam, o que os leva aos ataques é o lábio superior inchado, a sombra do salão, a certeza das excitações, o restante está no dia seguinte, na corrida de galgos para homens, as mulheres galgos são empregadas para o serviço da limpeza dos restos e dos rastos deixados pelos que frequentam o lugar. Há outros lugares para outros grupos, associações e ateliers para exibição, objectos fixam-se por haver neles o que os fixa, fixados pelos que os olham como geleias, as três agrupadas são de petróleo endurecido, esculturas, pedaços eróticos a mostrar cada vez que alguém peça uma sombra num canto junto do corrimão por onde passam a mão para não tocarem nos mamos de geleia endurecida, don’t touch, esculturas para o olhar, objectos a cores, outros têm a cor da pele sem serem humanos, pedaços feitos à imagem de humanos, de galgos, de animais de pêlo que correm pelas pistas viciadas, apostas entopem as coronárias, não sabem da existência da circulação, escapa-lhes o que circula, conhecem o circuito dos galgos, não reconhecem o que se lhes obstrui, ligados à forma dos objectos, às cores deles, um galgo uma jarra um púbis. O tórax aberto dum masculino que não segue os galgos, não disposto aos apertos, intervenção cirúrgica a que se submete, coração e pulmões ligados à maquinaria absorta, ser ligado à corrente, outros têm circulação anónima de quem aposta nas corridas de galgos, nas provas atléticas, desportivos têm emoções desportivas, endurecem, mulheres (só) endurecem junto da mesa, as chávenas acumuladas, desleixo dos empregados, mulheres têm olhos depósitos para as mercadorias festivas, balões cafés copos de cerveja serpentinas, nenhum inventário dos objectos expostos dos que sofreram ataques causados pelas coronárias entupidas, outros perderam a noção do cerebral pelo excesso de sangue nos galgos, as consequências são a lebre mecânica e o que se entope nos apostadores, 

NENHUM OUTRO SINAL, endureceram durante o aperto, os mamos grafíticos depois da transpiração formam objecto para exposição, são partes a expor nuas, a transpiração invisível, nada à superfície da pele quando expostas, retirados os vestidos para exame do sanguíneo que não lhes corre desleixado, têm conhecimento da circulação, à vista os que se concentram no salão onde serão chamados apostadores de corridas de galgos, onde serão examinados, que se calcule a força de trabalho, homens dependem dela, ocupados a esvaziar os locais, a transportar mercadorias sem conhecimento do que transportam, interessa-lhes a tonelagem, as corridas de galgos, o endurecimento dos mamos grafíticos, os excessos que os músculos medem pesam absorvem, na absorção a capacidade respiratória da qual não se apercebem, entretidos com as geleias endurecidas com os músculos dos galgos com a lebre mecânica, galgos perderam o faro, são atraídos pela mecânica, os homens idem, arames endurecem-lhes a massa cinzenta manchada pelo vermelho Mondriaan que os incha, que lhes circula até ao pénis, reconhecem que o sangue os transborda, dependem dos endurecimentos, dos mamos endurecidos, da eficácia do ataque cardíaco, as coronárias entupidas, a cabeça atrofiada neles, concentrada na lebre nos galgos. Mecanismos funcionam em circuito fechado, homens idem, expostos são representados pela cor, pelo volume, naturezas-mortas expostas depois de abertas para extracção das vísceras, resta-lhes a carapaça cerebral, o aparelho digestivo, o uso dos dentes. O oculto exprime-se nas feições que englobam o que escorrega pelo pescoço até aos sapatos, o aglomerado de cada, das mulheres à mesa apreciadoras do silêncio exterior, distantes da música gerida pelo djay. Épocas não passaram pelos que conservam nas feições os ritmos que os formaram, amadores de corridas de galgos, as mulheres deixam os casacos no vestiário para usarem dos transparentes do azul escuro ao preto, tules, sedas, materiais identificam-se, são os qualificativos do salão como o repertório musical, as três alimentadas pela respiração dos apostadores, a circulação (deles) inconsciente, apostadores apertam-nas, outros olham as cores, as matérias de que são feitas, a resistência dos materiais, os resultados de cada exposta. Para que servem os objectos as naturezas-mortas as geleias que os informam sobre a rotação da terra sem juízos telúricos, homens não são terra, são membranas e sucursais de campos de corridas, são atletas, mão de obra para embarque das mercadorias desconhecidas deles próprios, conhecem-lhes o volume e o peso, exprimem a natureza coreporal, estudam-se no salão de dança, perdem-se no salão as que estão na mesa por limpar das chávenas copos garrafas, os olhares ignotos, as bolcas fechadas, para quê escrever sobre os órgãos que se vêem se há outros obstáculos ocultos, as coronárias, a ineficácia delas na irrigação do coração, tudo reflectido na que nunca participou das corridas de galgos, na que pratica as naturezas-mortas com o endurecimento dos mamos quando alguém a aperta no salão de dança, ninguém a aperta, não entra nos salões de dança, o djay ocupado na manipulação das épocas com a música que entra pelos ouvidos para se fixar nos cérebros, criar nostalgias, expressões entram pelas fissuras, pelos intervalos de que dispõem os humanos quando no salão, as três mulheres no salão, uma delas num anexo, os rougets expostos para o corte das cabeças, para a limpeza das vísceras, alimentos constituem-se com o peso das mãos no corte, o desfazer da epiderme dos dedos no uso da faca, rougets exprimem o sanguíneo. Nenhuma surpresa a não ser as manchas no avental, protecção contra a evidência do vermelho sanguíneo, exposição que a leva a mexer-se, a desenvolver uma aversão, não, nada disto, aversão existe nos cestos que hão-de chegar da pesca com os rougets salgados a preparar pela que entra no anexo para sair do grupo das três. Faca corta a cabeça dos rougets, peixes envolvem-na, criam abusos, a intranquilidade fabrica-se no anexo apesar dos cortes, das manchas no avental, da bolca fechada e do mais sóbrio que se exprime nas feições que se dão a ver, informação para o exterior se para dentro há ossos cartilagens músculos e circuitos sanguíneos que se exprimem nos rougets, na luz do anexo, luz natural, natureza-morta a utilizar para as fotos que lhe fizeram, geleia cor-de-laranja, impressão de matéria comestível, de rebuçado que engorda a cintura da que entrou no anexo por haver peixe a cortar para o abandonar aos que quiserem fritá-lo depois da operação que pediu cortes e limpeza no anexo. Escolhemos um lugar, um anexo, outros estarão disponíveis para operações nas quais o mais visível será o sangue, a circulação por canais apropriados e fora deles, sangue em esguicho, pressão das artérias, sangue percorre as coxas até ao coração, leva à mão a sensibilidade do corte que separa as cabeças do resto, escolhido o anexo para o corte das cabeças. Peixe exprime o que lhe vai dentro, a crueza da natureza-morta, da geleia que emoldura a foto demonstrativa do que lhe acontece entre as mãos e o pescoço, igual à dela a zona tratada dos peixes, zonas idênticas por lhes ter cortado as cabeças, como o pescoço da mulher se propõe ao sangue, ao corte fulminante visto pelos que têm vista que devora os lugares, que saem do salão para entrarem em qualquer lugar onde haja cabeças, cheiro a peixe, fotos demonstram o abater, nada que a terrorize, que a afaste dos traumas que a fixam ao anexo, não aos salões de dança, não aos transparentes dispostos para acções que tocam a massa transpirada, bolo a amassar, mãos aproveitam o significado dos volumes, o estudo dos engrossamentos, das gorduras, a visibilidade nos cantos da bolca, nos órgãos visíveis das três mulheres que se favorecem na galeria onde não há outras nem outros, ninguém, verificam o desleixo das chávenas, a autoridade masculina que afrontam através das chávenas e dos copos vazios, o desleixo vem deles, só deles, da precisão da bolca fechada da que saiu da galeria onde descultiva os transparentes para se dedicar ao uso da faca, golpe condiciona a higiene dos peixes que prepara para o restaurante numa zona de pesca, zona do restaurante de peixe, receitas várias, trave-se o regional, nada sobre os pratos regionais, a cozinha típica, os hábitos alimentares, mulher no anexo estabelece desigualdade em relação aos homens, aos tules e sedas transparentes, o desejo preso no soutien que lhe protege os mamos. Inge B. fixa-se noutra época, na dum restaurante de peixe, soutien sustém as carnes volumosas para serem cortadas pelos que deixam os copos e as chávenas sobre as mesas, causam choque nas mulheres, fazem-lhes discursos sobre a masculinidade com que olham as massas transparentes que desejam para cortá-las, é o que lhes apetece nos circuitos que frequentam para as abrirem na vertical, profissionais sabem como se abrem as mulheres na galeria diante dos copos das chávenas, verificam o material disponível, as acções são favorecidas pelo djay que canaliza as músicas por haver função na música que os leva à dança, músicas funcionais pertencem ao vocabulário dos que as ouvem por ouvirem o que o djay prepara, o que as leva à galeria, eles às pressões dos membros superiores, outras, novas pressões encaminham os membros inferiores, nada de superior nos membros que dançam sob o impulso do circulatório, dos olhares que conservam as transparências que se lhes propõem, propostas para as horas que correm, momentos controlam-se pelo relógio que indica as horas que deverão passar no salão, pagaram bilhete para desvendarem os transparentes, aumentarem o desleixo instalado no salão desde a abertura, 

SEPAROU-SE DAS OUTRAS, entrou no anexo onde prepara os rougets para o restaurante de peixe, não citar o regional, o nacional (ou o regional) não conta, as três mulheres acabaram com o regional, não conhecem receitas de peixe regionais, uma delas abre os peixes por estar no recinto apropriado, materiais levam-na às acções apropriadas, ao corte, ao querer ver, por haver vontade, o interior que se compara ao dela, cortes determinam que os masculinos são separáveis, determinados pelo interior não idêntico ao das mulheres, desleixo caracterizou-os, instalou-se nos olhos, nas membranas que vão dos olhos ao cérebro, conspiram contra, assimilam o trabalho do djay, preparados para o inventário do regional, do nacional, masculinos escolhem partidos apropriados às corridas de galgos, exemplo do que merecem, galgos atrás de lebres mecânicas, corridas para apostas, são órgãos de transações, mexem-se nos lugares que criaram para instalarem a convulsão, o desleixo que as carnes pedem. Mulher tem faca para cortar peixe morto, panos para as mãos, as escamas retiradas com aparelhos apropriados, nada fora do sítio, nenhum livro de Shakespeare, de Eurípedes no anexo, nenhum livro de receitas regionais, papéis e panos, só objectos que decepam, luvas metálicas de protecção contra a distracção da que corta, só mulheres cortam os rougets, os homens fazem o resto, organizam corridas de galgos. A que veio da galeria para o anexo prepara os peixes não para ela própria, cozinheiros são figuras do August Sander, a mulher no anexo para, sem saber a razão da limpeza dos peixes, propô-los aos cozinheiros Sander, forçados à elaboração de imagens, à demonstração dos acidentes que lhes formam os cérebros, actos deles dependem da formação dos cérebros, da audição do trabalho do djay que os investe de música, programação das fotos que irão para os livros, demonstração da cidade, escolhida esta com as três que se dividem em duas partes, parte activa do púbis para cima, constituição das mulheres, os homens constituídos por aberturas laterais dos olhos para verem mais, maior soslaio, dizem eles, sentados nas mesas, ao balcão, nos recintos onde praticam as profissões, sentados por haver quem os sirva, quem lhes transporte os documentos para as decisões precárias, o todo precário indeciso mortal, fica o calendário na parede para exprimir a data dez de Março de dois mil e oito. Decoração não corresponde ao que digo, o djay numa encenação que não corresponde à música, nada corresponde, que lhes corresponda a madeira, não o que fizeram dela, o equívoco nos habitantes que se deixam levar pelo ambiente, por haver um ambiente, ter sido constituído pelo lugar pelo djay pelos transparentes, feito o inventário do que os dispõe sem doenças, pensam eles, quando dentro está a ruminação permanente das doenças que os hão-de clarificar para sempre nos hospitais nos asilos nos cemitérios, a ocupação dos lugares faz-se conforme a idade, os ataques, o que os leva a cair, a denunciar as doenças que os atacam sem solução, não têm outra a não ser apropriarem-se dos sítios por onde andam, são o resumo dos lugares, do que comeram, da biologia, do biológico de que são vítimas. Hospitais tratam deles, seres olham para tules e sedas transparentes, estão no salão de dança para usarem dos óleos das articulações, o que comeram entrou neles para ser parte do que os constitui, doenças formadas à base de gorduras gastronómicas de desporto de festas com djays, desleixo caracteriza os musculosos, as qualidades não se inventam, fazem parte dos exercícios higiénicos que praticam com toalhas duches aparelhos, cacifos nos ginásios onde demonstram a doença mental já instalada desde o começo do crescimento, genética engloba tudo, os objectos de que se servem para reparar o côrepo com cremes sabonetes perfumes, objectos reproduzem-nos, reconstituem-nos, vão do mercado ao salão, conhecem a região, as ruas, frequentam estádios, espalham-se pela cidade que os reconhece pelo que trazem na bolca, a que doença fazem referência, ao que se forma por dia conforme a ginástica, os hábitos não se perdem, frequentadores de bilhares depois do trabalho, de prostíbulos que se confundem com os rougets cortados pela cabeça, as vísceras extraídas. As mulheres sem vísceras nos prostíbulos acentuam-lhes as características que os classificam como homens que reconhecem as práticas desportivas, guiados pelas que os formam desde as roupas a vestir até à transpiração nos salões de dança depois do trabalho onde (eles) se regozijam com os transparentes, frequentam saunas, salas de bilhar, vão das massagens aos tacos. Texto não os segue, deixo-os com a putrefacção que não se sente, não cheiram, texto pobre de sensações abre-se para a descrição das habitantes que se fotografam para pertencerem à galeria de arte onde figuram como exemplares urbanos, mulher habita o anexo para considerar a existência, fotos clarificam os cortes com a faca que (ela) executa, as outras três estão coladas à galeria onde assistem ao desleixo masculino. Mulheres causam-lhe choques, fornecem-lhe transparências, outras ocasiões não surgem para classificá-las idênticas à humanidade de que fazem parte, dizem os que frequentam o restaurante de peixe, os mercados diários, os ginásios onde se esfregam até a pele cheirar a geleia de petróleo, examinam os gestos recorrentes, apoderam-se da vestimenta que as mulheres lhes condicionam, são objectos condicionados pelo que elas preparam por dia antes de os verem desaparecer com as doenças que se injectam, habitam lugares, por exemplo, a Plaça Roja, Ciutat Meridiana, a construção equivalente aos degradados humanos que formulam comentários sobre o desportivo, a esfrega da pele, a constituição dos canais nervosos, a forma da bolca peixe, a esquiva para que não lhes cortem as cabeças, tal como as dos rougets nas mãos da Inge B. identificada pela nudez, não pelos transparentes de que não usa, eliminada pelo mais pequeno sinal, identificada como habitante da região assinalada como profícua aos homens que se dirigem aos trabalhos, horas para isso, depois do trabalho dão lugar às horas no salão de dança, numeram-se na Plaça Roja, manobras apropriadas à relação entre eles e o lugar, há relação, dizem os arquitectos que conceberam a Plaça Roja, que instalaram nela os sem trabalho, os que o têm estão fora da Plaça Roja, quem lhes diz o que se produz na Plaça durante a ausência deles: as mulheres das quais recebem a roupa, que fornicam com os desempregados, empregados na manutenção do físico, que dizem às mulheres dos que trabalham que têm carnes propícias às carícias, palavra ditada pelas cabeças não cortadas. Inge B. identificada pelo lugar no anexo, cortes para o restaurante de peixe, não pertence à Plaça Roja, organiza-se com colares brincos avental faca instrumento para descamar os peixes, o que tem a fazer até à chegada dos cozinheiros. As limitações do texto estão na relação entre o que se ouve preparado pelo djay e o que sentem os habitantes que nunca saíram do regional, da Plaça Roja para administração das condições de existência dos materiais, prontos para a demonstração dos vidros janelas portas torneiras cimentos, o resto fica para eles, o trabalho a degustação do regional e do desporto, fans do clube local, futebol apropria-se da arquitectura humana, arquitectos indicam os lugares que lhes programaram, conscientes da realidade escolhida por eles, engrandecimento do humano, dizem (eles) quando apresentam as fotos dos bairros construídos pelos arquitectos que idealizam para os frequentadores de qualquer urbano, a decisão não nos pertence, não sabemos como enquadrar o humano, como desocupá-lo até ao descuido, encarregá-lo de meter os dedos na bolca para sentirem o interior em movimento com a marca da Plaça Roja, doutros locais onde se examina a formação do humano constituído por cimento metais escadarias canteiros garagens, sem automóvel não vivem, humanos desfeitos se sem automóvel sem gasolina sem petróleo endurecido, são feitos pelos materiais que lhes enchem os pulmões cancerosos da respiração poluente quando o cancro está na genética, cimentado no adn, no cesto de basquetebol para entretenimento dos poluídos pulmonares, pulmões precipitam-se deformam-se, detêm o vocabulário que lhes faz ricochete nos cérebros até à doença pulmonar, produzem actos desportivos, a bola no cesto de basquetebol, copiaram a sociedade americana que antes deles tratou de como encher o espaço arquitectural, o humano no cesto, nas actividades que os distinguem dos animais, são desportistas com bola na mão, desviados do trabalho pelas considerações do capital, termo desperta o entusiasmo desportivo sindical, as duas actividades misturadas com o cimento com as vísceras que, dentro deles, os revolta, vísceras revoltadas fazem deles desportivos prontos ao regional, ao nacional, numerados presos ao cimento, ao cesto de basquetebol, aos lugares acentuados pelo regional, becos, salões de dança, salas de bilhar, participantes dos ginásios são espectadores do clube regional de fut., organizadores do quotidiano que lhes insufla cimento ácidos avidez e ginásio onde se lavam, usam da água para dizerem que a usam, dos perfumes para inventarem o efeito dos cheiros nas mulheres abandonadas ao desleixo dos copos e das chávenas, o efeito na frequência dos atentados adequados ao regional que os caracteriza, assistidos pelas forças políticas que esperam por eles à saída dos lugares regionais para os convencerem do porte de arma, do comportamento a ter no salão de dança onde o djay lhes reserva a história, os coloca dentro dela, música indica-lhes a época, não se esquecem das figuras que foram, o que serão está indicado no texto, esperam as mudanças de estrutura do social urbano onde se inscrevem, o djay estabelece por eles o que sentem, forma-lhes a conspiração com os que não estão no salão, colocados fora são estudados como prolongamentos, fetos dos internados no salão, fechados pelas sensações do djay, o poder está nas mãos do djay autómato, dirigente de si próprio, autómato robot mecanismo eléctrico carga eléctrica, o contador de electricidade instalado na cave. Temperatura desenvolve-se nos lugares prontos à combustão, à vulcanização dos cérebros, djays usam de vinis dispostos para as meninges, sensações medem-se por estiletes, perdem-se no texto, gravam-se nas memórias de quem está internado, levado pelos transparentes. O que os arquiva está nas gavetas que detêm os sinónimos deles, texto refere-se aos que se aglomeram insignificantes numa duração igual à da música que lhes traça a época, nas gavetas a disposição da matéria organizada segundo o grau de percepção de todos, gavetas afirmam a globalização dos grupos que pertencem ao urbano para conhecerem ruas bares salões de dança, exercícios desportivos nos ginásios, saunas, o todo forma o conteúdo das gavetas onde se inscrevem os nomes dos produtos, mercearias quinquilharias armazéns de botijas de gás depósitos de madeiras de fio de ferro. Etiquetas colam-se aos metidos no texto para exemplificarem como o urbano os trata, seres desfazem-se por camadas, são orifícios, turistas dos lugares onde se instalam, gavetas fazem o resto, desbloqueiam as cabeças, os membros para se deslocarem conforme a chuva a lama as estradas construídas para saírem dos lugares que admitem que se avança com o urbano, zonas novas abrem-se, urbanização preparada pelos investidores até que se veja o início da cidade seguinte, os estragos nas paredes, os estragos causados pelo circuito onde se enfiam os habitantes até darem pelo que se deforma neles, metidos na indiferença do cesto de basquetebol, na deterioração das grades, presos aos limites embora conscientes dos meios de deslocação, frequentam aeroportos gares de caminho de ferro clubes náuticos, pertencem a grupos diversos, classes desapareceram com a transpiração, com os edifícios estragados pelo uso, o abandono marcado nas zonas novas, refugiam-se no salão de dança, música determina-lhes o cerebral. Inge B. examina o que lhe pertence, identificada por ela própria, existente na condição dos veios e músculos, as feições dela desaparecem, não as dos habitantes que desabitam os lugares, não lhes escorre o sanguíneo, não sentem as pulsações, afirmações desaparecem do quotidiano, dizem a natureza-morta próxima do petróleo matéria viscosa, da interrogação do interno, dos aparelhos de significação social, embrutecidos pelos edifícios onde habitam, descritos a partir do exterior, dos corrimãos, do cimento gasto, o palato de cimento, os mamos petrolificados. Chupa acrílico rebuçado cor-de-rosa se a deixarem à disposição dos rougets, tem três ou quatro sensações por dia, por época, a população dividida por estratos por idades por sexos pelas retinas pelas mãos que agarram para estrangular, há matéria para isso, existentes desde o início sem função, uns marcados para serem abatidos, outros para serem abatedores, os reflexos nas extremidades, nos pés calçados, nos dedos que maltratam as matérias, seres vão do trabalho aos transparentes, marcam o número de anos a viver, são calendários, marcam a existência,

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