mardi 28 mars 2017

Cabeça-Pião no *Imbiss* - [Stillleben] - Alberto Velho Nogueira, 1995 - Primeiras páginas

Filmam as saídas do S-Bahn, apoderam-se do que se transmite pelos esgares, transformações marcadas na cara, no que envelhece. Controlam os que se fixam em casa, nos clubes, outros nas ruas, no S-Bahn. Operações têm efeito, irrigados pelo sangue que lhes produz existência, força centrífuga, dificuldades respiratórias quando voltam aos lugares da infância. Perturbam-se, compram dicionários, compram o que podem, têm dinheiro sem saberem como possuem mais do que outros, há sempre quem não possua, quem se distinga pelo nuclear, inundação dela pela humidade. Não pertencem a nada, esquecem-se, multiplicam-se em grupos, para onde vão. Estragam-lhes a origem de qualquer coisa a partir deles, dum só, de dois sentados, o que se diz ouve-se por estar-se a 40cm do sonoro, do que sai pela boca para fixar-se nas mãos, num gesto com os dedos, outra tem a mão na cara, descalça, não distribuíram sapatos pelos que não comem, sentados por terem actividade durante o dia. Determina-se o que se ouve a partir do que se vê, eu vejo a que distância, com que meios, nuclear garantido pelo susto que gira na cabeça, pela não audição da música, não ouvem a não ser as vozes. Se o estômago se enche é por acaso, fabricam digestão, o que comem não é visível na magreza dos braços, um fio de voz exprime-a, mais o gesto do que o fio da voz, a linha traçada pelo braço no ar denuncia ausência de comida no estômago, nada que se mastigue, uma descalça, não há sapatos para ela. *Observador* inclina-se para vê-los de cócoras, aponta-lhes os joelhos, refere-se às manchas da pele, estão entre autóctones e outros, são caracterizados pelo que os autóctones vêem neles, fixação código de cada, têm *marca* para serem identificados em lugares geográficos correspondentes ao que os marca, a marca, são dois, uma descalça, defeito na pele, origem do beiço torcido, nasceu com defeito no beiço, ofuscada pela diferença que lhe atribuíram os que falam no centro. Habitam por haver população e organização do social, dizem os que falam, eu não vejo atrás de mim, fixo-me às curvas dos pés, aos dedos deformados, quem deforma o hUmano. Aproximo-me para haver alguém de fora para que se obtenha o lisível, para que veja os veios do pescoço, a refracção das roupas, quantos estão representados neles, como abrem a boca, que língua falam, está dito, tiveram vocabulário, não sabem qual, falam este. Num terreno para serem ouvidos, distantes por não haver geografia exacta no que observo, no que se aspira, agentes controlam cada social, exame do mais concordante, seguros de que ninguém mexe, sistema funciona para cada. Olham para os fatos, vestidos, meio ambiente comércio, sociedade de quê. Copiam para o dia seguinte, quem muda de actividade, como se muda, intensidade da mudança paga-se a dinheiro, onde ir, com que meios, vê a 40cm dos obstáculos. Não escolhe para onde ir, a dois no terreno ex-muro, fundo branco tanto no exterior como no interior, a 40cm dos obstáculos, posição dos olhos para que falem. Contam o que os esvazia, como se apodera deles o que não se conta, uma descalça, frequentam o terreno sem interrupção, seguem os precedentes, fazem-se pequenos, torcem os braços, as pernas, torcidos à nascença, outros que vieram depois arranjam as pernas à força de operações, correcções das pernas, dos braços, nasceram torcidos apanhados pelo nuclear, vistos tortos pelos que os olham para análise, deitados sobre mesas. Diferença entre quem olhe e quem seja olhado deitado sobre tampo, a fala sem motivo quando sentados, expostos ao nuclear para que acrescentem mancha à pele. Uns percorrem a distância que separa a polícia do edifício, o social exprime-se por pouca paleia, ninguém a olha, protege-se no camião dos vidros estilhaçados, desviada do lugar apropriado, esquiva-se dos ataques, protege os olhos, vê a 40cm dos obstáculos, a que língua se subordina, aguenta o dia, não come, não possui, apedrejam os vidros, procuram a cara dela, é órgão do quotidiano ferido pelos que agridem. Quantos morrem hoje, de que espécie me vejo, cadáver na praça, lugar geográfico exacto - onde caíu - força para falar, escorrimento de sangue da cabeça, esvai-se com abano dos membros, braços deformados desde a nascença, nasceu com pernas tortas, falta de cálcio, operações corrigem as pernas dos mais novos, levados a operações para o equilíbrio dos pés nus ou calçados, investem na hUmanidade, corrigem os que têm defeitos, fazem deles elementos do económico que falam sem terem, esvaziam-se. Muda o camião de lugar para que a não apanhem, denuncia o susto no olhar a 40cm do *Observador*, falta-lhe corrente eléctrica para sacudir a voz, o percurso do som da garganta aos lábios, passagem pelo cérebro que ordena, constrói, assimila o que deve, pronta para ser vista. *Agentes* urbanos atacam, deslocam-se em frente protegida, castigo da população em correria, braços e pernas arranjados pelos sistemas de protecção, operam nos hospitais. Operados melhoram, não quebram pelos joelhos no terreno vago. Desvia-se das pedras, pára-brisas partido, atacada por fazer parte dum grupo *marcado*, vistos sobre mesas de mármore, quem decidiu. Estendida abre os braços, pernas parecem direitas sem sapatos, queimam-lhe o cérebro aos poucos, avança pela hora do relógio apesar de ter *marca* e ninguém lhe falar, social preenche-se pelos aparelhos, protege-se para não cuspir sangue, tuberculose, região onde aumenta a doença. A que está sujeita quando engole pela boca, órgão apropriado quando, com *marca*, a assistência pública lhe dá comida. Quanto fala com outro, o que aguenta a paleia, doença nas pernas sem haver que falar, perderam o próprio, têm o que mais os aborrece, acusada de ataque à mão armada, roubo motivo do crime, como se separa dos reformados que vivem ligados a aparelhos em funcionamento. O que vivem altera-se conforme o torcido das pernas, deformados desde nascença operados pela Assistência Pública, social arranjado, conscientes da ajuda, pernas torcidas não servem, prometeram limpar a cidade que pertence aos deformados. Pernas tortas de nascença, vêem-se inúteis com gesso nas pernas, operam-nos para melhoria geral do social, deslocam-se de muletas para serem vistos. Contam-se por denúncia, trabalham sem licença das autoridades, esforçam-se calados no terreno ex-muro, apertam as gargantas para expelirem o som, palavra não sai, social sem palavras, análise falha além de 40cm. Ser tratada sobre a mesa, sono nos olhos, a quem devem os serviços, quem pensa por eles, deformados de nascença, corrigirem-se para quê se são tratados como cães. Para que serve o que se diz, não estamos separados do que se forma. Tem roupa própria, identificada com *estigma* pelos que agridem. O que se vê mede-se a curta distância, identifica-se ao som repetido [voz em que língua, difícil saber quando se ouve a uma distância superior a 40cm, eco no que ouve, efeito nos ouvidos que levam ao cérebro até sentir o que explode, a criação de cores, momento *exagerado* aumenta-lhe o tamanho das mãos]. Descalça, aumento do som, dois turcos no terreno ex-muro, *estigma* atribuído pelos autóctones provoca vibração das cordas vocais, actos do dia estridentes. Como se colocam as expressões, a que levam as estridências se ninguém ouve, a que população se dirige se não reconhece a existência de sons pela boca, se não fala pela boca, escreve em folhas, mecanismos computarizados, sistema funciona autónomo, lugares da economia, foram feitos para não falarem. Ela pertence à geografia para que se exprimam sem lugar fixo, não pertence a nada por não haver economia nela nem noutros, turcos com *marca* atribuída pelos autóctones que os olham, chapéu sobre a que se torce mais adequada ao volume que se ouve pelos altifalantes, num terreno ex-muro para não terem acção, têm-na com as estridências que ouvem ao mesmo tempo que alguém toca guitarra, corrente eléctrica, efeito do lugar, amplificador explica o que sentem por dentro, *marca* por fora aplica-se ao som, ao que exerce pressão sobre a língua para saírem objectos *marcados*. Coloca-se à força o que é gradual nos ouvidos, começa por um som fraco, nenhuma violência na cara, ligação da cara ao som até perderem os sapatos, o momento que vivem, a noção do tempo, da geografia, ocupam por ocupar um terreno ex-muro sem pertencerem ao sítio, transportados com *estigma*, prontos para a operação às pernas, pô-las direitas implica gesso, prazos marcados pelos médicos, memória escapa-lhe, não reconhece a duração nem o lugar que habita, uma deles descalça fala por cordas de metal na garganta, efeito guitarra, amplificação debaixo da ponte para onde a transportaram. Levada para que sinta o nuclear, vulnerável por lhe terem atribuído *estigma*. Deslocação implica nenhuma utilidade nem economia na mudança de lugar, o som basta-lhe para ocupar o geográfico, é pelos ouvidos que se determina, que esconde, apaga da memória os sítios por onde andou, alguém lhe explica o que foi, como conviveu, a que se subordinou, para que desfez a cabeça em contacto pelo som, pelo mais estridente dentro dela até explodir junto do Spree, sons na garganta produzidos por ela própria com cordas metálicas. O gutural fala língua não identificada, identifica a parte própria sujeita à saturação, gravidade a que se submete. Como adquire comida, bens de consumo, *Konsum*, como compra e para que reconhece o lugar onde habita, por onde anda com o que lhe fixam. De dois passou a uma, de muitos não é nada, de todos tem o som gutural, cordas de metal na garganta, excesso no trajecto que percorre sem economia, pertence à explicação do que se produz sem continuidade. Irritação no repetido, no que exprime com esforço e pés descalços por coincidência, efeito secundário dos lugares que ocupa, não pertence, afasta-se do que mais a habitua, frequenta o que lhe dão, é referência por ter língua, fabricação económica de filhos e vozes guturais, não afirma por não haver nenhum efeito sensível, não sente, exprime o geográfico para ser um múltiplo em terreno ex-muro, funde-se ao cimento pedras fungos para sentir a cores, na contiguidade do terreno ex-muro. Conversa aplica-se ao que se mostra, gesto da mão esquerda para que a sintam com palavra, circuito nervoso, expressão pertence ao que já viveu. Faltam-lhe elementos para ver-se deitada com fio sanguíneo a sair da cabeça, falta de resultado, ver-se exacta num ponto que nunca tinha visto exacto, há terreno com humidade, a falta que lhe faz a humidade, a correspondência entre a água de que é feita e o choque eléctrico, as mãos na água com corrente eléctrica para dar-se ao choque e à expulsão da produção própria sem dar origem a filhos, não re/produz, os pés no terreno para sentir humidade, necessidade da irrigação, hábito celular, água com choque, terreno com bacia onde põe os pés, ligada à corrente para que o choque lhe expulse o que tem, língua no exterior, fala confusa, articulação perdura durante o choque, repete quando pode, quando pode, até não resistir, confusão da língua contínua no terreno ex-muro, secagem do cérebro, cabeça precisa de água para sobreviver, molha-se pelo exterior, água infiltra-se nela como. Nascem-lhe pêlos nas pernas, tem produção equivalente a outros apesar do que a diferencia da produção, pele acusa-lhe o lugar, serve-se do choque eléctrico para aumentar o volume da voz sem que dêem por isso, quantos falam sem sintoma, sem órgão língua, sem transmissão de vocábulo. Deformação-neurose dos pés, não sente a distância, com quem falou e fala por ter estado submetida a choque, voz amplificada por cordas vocais *metálicas*, abertura ao que sai num sítio que não é o dela, não tem sítio, como se atribuir o dela, não serve com pernas torcidas de nascença, operação corrige para dar sentido social à população, cuidam dos habitantes, endireitam-lhes as pernas, bisturi-corte, gesso, protecção, endireitam-lhe as pernas como fizeram a outros, existe num meio com outros, choque nos pés dentro da bacia, objecto que transporta por transportar experiência do húmido nos pés, no que coloca fácil na água, no que lhe falta na cabeça, cérebro seco apaga-se, curto-circuito seca-lhe a cabeça, o interno húmido pertence ao mais seco. Existe por consultar livros, pelo hálito, respira para que a sintam próximo, mais próximo por lhe meterem a língua na boca embora não respire e pertença ao choque como ao que ela ouve a 40cm, vê a 40cm, choque nos pés, a quantos metros do geográfico a que se fixa, fixa-se a Berlim, não quer outro lugar. Pulsação aumenta com o choque, com a voz mais gutural que tenha, exprime-se por pressão arterial, existência consciente por estar com os pés na bacia e tê-la transportado, utiliza com economia a voz e a palavra. Esconde-se dos que a querem ver, seguida pelos que conhece para que fale, ocupe pela fala o que não diz, ninguém diz, ocupem pela fala o que não dizem, não dizem, ninguém diz, ocupe pela fala com choque, nenhum movimento, choque é expelir secreções, pôr em circulação o que outros não conhecem, elemento com bacia por ter consciência a que pertence. Reconhece o que lhe corrigiram na operação, recomeça o que se forma nas cordas vocais *metálicas*, vibra com o que vê por estar diante da fabricação própria, volta à nascença do cérebro com as vibrações das vozes que ouve [ouviu], recupera a idade que tinha e para que serve ter idade, controlo em relação à morte, morta já com os pés na bacia, voz fechada, olhos fechados, apanhada por circuito ou bala, casos mais frequentes de morte da população. Fio sanguíneo escorre-lhe, termo escolhido para revelar como se morre, fio escorre-lhe por haver palavra na boca fechada, o que não se diz espalha-se por Berlim escolhida para morrer por choque e sons, vibrações suplementares do cérebro secado pelo choque, humidade falta-lhe na cabeça, posição junto do rio, debaixo da ponte, cada movimento junto da água. Quantos a viram, chegaram para a ver, centraliza-se o esforço social nela por ser exemplo dos que procuraram a secura por choque voluntário, não indicação do tempo a não ser pelo estômago inchado, habitante do que se organiza, sons produzem-se com os pés na bacia. Enche a paleia quando, quando, enche-se de paleia quando, em que período do dia, durante quantas horas sem paleia, não produz sensações por não exprimir, não sonha por falta de palavras, indica-se inerte, apaga-se à compreensão de cada exterior que a confronte, identificam-na por estar em Berlim escolhida para dar continuidade ao que é com choque. Esquece-se do geográfico até aperceber-se do choque sem fala, da ausência durante meses da fala [noção de meses]. Vira-se para o que tem ao lado, secundada por homem igual, mesmo *estigma*, que lhe fizeram da função com *estigma*, é igual a quê, a quê, a quem, com quem fala, como produz o que produz, vozes têm cordas de metal não para acentuarem o sensível nem para despejarem as impressões do dentro mas para terem audição além dos 40cm. Dedos doem-lhe com a humidade *outunal* para que sinta geografia terreno e irrigação pelos pés até mudar o que tenha na cabeça. População multiplica-se pelos locais, verificaram existência dela em Berlim, arqueologia dela num terreno húmido, fio escorre-lhe, sempre a mesma posição desde que chegou ao centro, resultado do que se passa entre gente, uns vendem outros abandonam-se ao mais voluntário que lhes saia pela boca, empregam-se na produção do mais distante, esquecem-se do que habitam até que a humidade os encha, lhe encha a cabeça, secagem resultado do choque, outros choques na vista, nas secreções, no interno, arquitectura desenvolve-se diante, ocupa-lhe fecha-lhe o horizonte, determina-se pelo que tem continuidade, pela humidade, pelos choques cardíacos, pressão arterial sobre os objectos, pressão dos dedos ao agarrar. Ouvem por serem dois, por haver continuidade húmida, preparação ao mais desastroso da língua, à organização mais económica, não fogem ao que os destrói, implicam-se para serem representados num lugar onde habitam constantes. Volta ao mesmo com o aumento da humidade, recupera, reaprende a língua, precisa da irrigação como da pressão sanguínea, percorre a mesma distância para saber-se existente no que lhe atribuíram, refaz a cabeça com esforço e sons cordas de *metal* para que ouçam a reprodução uníssona da voz & das cordas. O braço na manga dobrada da camisa, pernas à vista do joelho para baixo, referência donde parte a mudança para outro lugar, pés descalços, como se destrói a pele à vista, deterioração, mudança do estado, cresce em que condição. Pendurada pelos pulsos, figura ao contrário em suspensão, pernas abrem-se dobradas pelos joelhos, pés descalços, mulher pendura-se para fazer durar o mais sensível, ata-se à corda, suporta-se em suspensão para sentir-se na pele, verificar a existência na pendura, fabricação de estridências nos ouvidos, *Kristallnacht*, o costume de quem habita no terreno ex-muro. Posição muda conforme agitação do peso pendurado na corda, baloiço, cabeça sujeita a variações de pressão sanguínea, nada se destrói a não ser a pele que rasga conforme o aperto da corda, horas medidas por relógio, estalos da língua durante o baloiço, baloiça, frequência do som aumenta, satura, cresce dentro de quem ouve, quem ouve, enquanto ataque na rua, agitam os transeuntes. Confusão na cabeça durante o mesmo período, exerce os órgãos da respiração, utiliza bicicleta para deslocar-se, calcula as distâncias entre cada semáforo, aproxima-se dos letreiros para ver a 40cm. Por haver pontos divergentes na actividade esquece-se de que é fabricada a não ser dos pés descalços e de que pertence a um social sem oral, vocábulos na publicidade, lê anúncios, dispersão do que a forma, letras esvoaçam, palavras entre os dois no terreno ex-muro, gestos com camisa de manga arregaçada, percurso quando apanhada pela polícia, foi manifestante contra o que sucede, extrema direita organiza-se, social favorece movimentos sucessivos da extrema direita. No terreno ex-muro para sentir os reflexos dos membros quando deitada no chão, um fio sai da cabeça, acrescenta a duração do que lhe acontece sem saber como se encontra no chão, agredida, agressão passa pelo *estigma*, nasceu de pernas tortas, endireitam-nas nos hospitais, defeitos excitam os grupos à agressão. Não tem correspondência entre letras e o inscrito na pele, esconde-se nos edifícios que lhes construíram, duas distâncias por dia, do terreno ex-muro ao edifício, luz eléctrica funciona, vêem-nos do exterior. Deitam fogo aos edifícios, apoio da população, dos que presenciam o espectáculo, aniquilação da população alóctone pelos que a vêem com *estigma*, social tem vontade. Informação TV completa o resultado observado, não há extinção das causas, verificam os estragos, são agentes e espectadores do mesmo, agem e são agidos, presenciam e participam, atacam e incendeiam, duas manobras, organizam-se contra os *estigmatizados*, incêndio dos edifícios. Vejo a 40cm o que me faltava ver na pele, letras surgem-me, tenho escrita, leitura dos códigos de que sou feita, pertenço a grupo atacado. Sai-me um fio sanguíneo da cabeça, estreito ao princípio, maior pela pressão e abertura dos canais sanguíneos, os habitantes têm sangue, descobrem-no os atacantes quando deitam fogo, apedrejam, métodos habituais. Durante o ataque: reformados em casa, mesa coberta por toalha de renda, dois de pé, uma sentada na borda dum sofá, associam-se no governo da casa-apartamento, reformados têm casacos de malha, êmbolos sociais, sintomas, gravura na parede com uma ninfa de costas, quadro cópia atribuível a pintor, outros elementos escapam a quem verifica, relógio sobre a mesa, outros efeitos. Existem organizados, pernas entortam com a idade, inclinação da moldura do quadro, nenhuma perfeição na simetria abandonada, caixa de bonbons sobre a mesa, um terceiro objecto não identificado. Chegaram a este ponto, dentes postiços, constituição do social pela televisão, preferem a rádio de manhã, constituem-se pesados, comeram, fizeram do aparelho digestivo o equivalente do que têm na cabeça, dos quadros nas paredes, vêem da janela o que sucede por estarem perto da acção, habitam junto dos *estigmatizados*, não querem, reportagem TV chega-lhes pela electricidade, não saem, não ousam por não terem força, participam dentro por serem velhos, receiam os vizinhos, que lhes acabem com a vizinhança *marcada*, apoiam *agentes* armados, são parte do civil militar, fazem-se à fotografia do que são, entrevistados pelos jornais, bocas com dentes postiços mastigam a carne e bolos, saem só para compras, carpete cobre o chão. Social tem vinho carne doces aparelhos fotográficos termas hotéis, distâncias e mapas, guias de turismo, acção dos olhos em grupo. Falam com convicção, abandonam-se ao sono, acordam embora saibam que a máquina pára um dia, recorrem aos aparelhos de ajuda cardíaca, em casa com aparelhos médicos à disposição. *Marcada* pelo fabrico excessivo da pele, cérebro fala do que lhe sucede de pés descalços no terreno ex-muro, pernas torcidas, hesitação no comportamento dos dedos. Os que se fecham em casa falam por telefone, agrupam-se por idades, os mais velhos dentro de casa, dentes postiços, alimentação adequada. Elementos não faltam para verem o que vêem, apoiam-se em bengalas, vão à janela para se sentirem, verificam, fazem parte do todo com agitação, *agentes* atacam os edifícios por haver quem organize. O que querem resolve-se em pouco tempo, social ajuda. Outros noutros locais ganham os *estigmas* do nuclear, pele conforme radiações, cai o cabelo, chapéu USA na cabeça, pertencem ao mesmo grupo, trabalham no nuclear, produzem o que não sabem, não conhecem, são vários onde acaba o plural para começar o que sou, *estigma* no terreno ex-muro. Falam com a que mais se aproxima de braços atados por gaze e ligaduras, pele destruída, a causa no que explodiu, queda do cabelo, braços atados por gaze ligaduras, queimada, desaparecem as pestanas, cara sem pêlos cabeça sem cabelos, olhos fechados, dedos confirmam que foram. Inclinação da cabeça para um dos lados, falta de força no suporte, cabeça pensa que retrocede a Berlim, engana-se, para pensar o que adquiriu, como e em que sítio se estabelece, como vive, foge dos que a perseguem, esconde-se por haver ainda força nos membros, actividade nela, isolada com defeito na pele, *estigmas*, denunciada pelos que a *querem* ver queimada pela explosão da central, tratamento no hospital, desenvolvimento paga-se com hospitais adequados, actividade nos corredores, transplantações da pele, chapéu USA na cabeça, produz percussão na cabeça, nos membros, nos objectos, no espaço para exame que ocupa sem quadros nas paredes, cadeiras e mesa são objectos únicos. Ditam as palavras para a escrita aos que possuem o mesmo *estigma*, prova de que são os mesmos sinais sociais que desenvolvem. Fora, autóctones treinam ataque, grupo ataca. De que idade. Todas. Fixam-se em casa a ver o resultado pela televisão, reforma obriga-os a não mexerem, organizam-se para sentirem o efeito, verem os lugares despejados, edifícios ardem, atacam-nos com os inquilinos dentro, resultado é festejado pelos que se agrupam, festejo implica grupo, actividade do mental comum, apetrechos do social, vinho carnes doces, distribuição eficaz. Sem domicílio fixo se são auscultados pelos serviços quando caídos na rua, levados para controlo com luvas, apanhados quando nos supermercados. Pensam no que são como eu penso no que perco por dia, como me instalo com *estigma*, 40cm da vista ao objecto, minúcia. Sdf dirigido ao exame, mão de luva na testa, apanham-lhe os cabelos para lavá-los. Fixam olhar no fotógrafo, reportagem para jornais, estado do social é apresentado nos noticiários aos que se fixam em casa com carne vinho fruta importada, produção permite importação, caras envelhecem, tanto dos que se fecham em grupo, direito ao adquirido, como dos que são observados no hospital, estado social explicado pelos políticos para que fechem a entrada a mais *estigmatizados*, os que estão chegam para actividades do cultural social, os que morrem embrulham-se em lençóis, acção da cruz vermelha, emblemas actuam, verificam a limpeza. Os que observam pertencem a vários grupos, mão na testa da que foi transportada para exame, tuberculosa, tubérculo, estado magro geral, não baloiço de nada, estado fixo de pé nas ruas, envelhecimento sem dentição postiça, olhos fixam, retratam fixam, seguem acção atraídos pelo que explode, botijas de gás das casas, cobertores de nylon ardem melhor, mão na testa, auscultam mulher sdf, aproveitam o caso estatístico. Fala com que intenção, volta ao mesmo, ocupa o mesmo lugar para recomeçar o que foi, reconstitui-se *marcada* com defeito na pele, sdf auscultada para atribuir-se lugar inscrito na ficha, na comida, observada actuar sem se sacudir, retenção dos gestos, fala sem consequência por não haver/ter matéria, objecto de análise não conta como matéria palavra. Outros dizem-se com dentes postiços em casa com comida, chá, biscoitos, notícias no jornal, no écran como nas cabeças, planificam agressão aos *marcados*. Organizam Assistência Pública, analisam, concluem por estatística, formulam ciência para produzirem leis, organização dos que circulam no terreno ex-muro, dois utilizam linguagem gestual, pernas tortas, *estigmas* na pele, envelhecem, envelhece sem lugar, não pertence a nenhum lugar, habita onde quiserem, esquece-se dos pontos de referência, passa pelas ruas, a cada lugar um momento, liga-se pelo olhar aos que são *estigmatizados* como ela sem se ocupar do lugar que enche, percurso faz-se ao acaso, responde ao que lhe perguntam, elemento do social analisado nas salas, sentam-nos até ao exame, faz parte do social serem examinados, exame dura, pertencem à administração, conservam transmitem as doenças do social, são qualquer coisa do social, deformados, pernas tortas, pulmões atacados, quanto mais sdf mais atacados, mais *agentes* transmissores de doenças vigiadas pelo social. æ janela quando presenciam o ataque, reformados revêem o que os liga às divisões da casa, observam onde e como colocam os pés quando andam para não escorregarem, existem devagar, percorrem com emoção, a única que têm, o espaço, quando um deles chama os outros para presenciarem como no exterior incendeiam as casas limítrofes, tudo tem o seu lugar, uma função única, casas com *marcados* sujeitam-se a incêndio, grupos na rua provocam o que querem, quem domina actua, reformados à janela chamam-se para que o momento não escape, nada a fazer. Urina nas bacias, quantos andares, quem se organiza em casa com que idade, olhos para verem diante deles, espectadores interessados, sapatos meias camisas, elementos não mudam, humanos vestem-se, dentadura postiça para mastigar, riem para a fotografia, exame que lhes fazem. Acumulam bens, tudo o que a vista apanha, conservam, são elementos da conservação, dentes postiços conservam força de mastigação, urina nas bacias, quantas pela casa, demoram as actividades de limpeza, inquilinos alugam, ocupam construção de 1892, memória relata que o prédio é de 1892, quem os quiser ouvir ouve o mesmo, diante da janela viram o mesmo, contam o mesmo, movimento dos grupos no exterior é única movimentação, outros cidadãos não mexem. Onde se colocam os que faltam, como comem os que não têm dentes postiços, não interessa, A. P. encarrega-se da protecção, pertencem ao estado social onde mais se organiza, se escreve, se articulam leis, decisões para que a população de dentes postiços tenha acções diante da televisão, noticiário a horas certas, aparelhos auditivos nos ouvidos facilitam a audição, não escondem nada, não apagam o que vêem nas bacias, resultado deles, sentados ou de pé em casa ocupam superfícies enquanto de pantufas, leitura de revistas dos anos passados, habitam como, que fazem além da janela, referência para verificarem os ataques aos *marcados* como ela. Dentro de casa conservam-se, falam sobre, valores determinam-se sem custo com poucas palavras, como explicar, explicam-se de pantufas, medo de escorregarem, fixam-se ao chão enquanto com dentes postiços à vista quando falam, quem os quer ver, assistente social descreve-lhes o que são, mostra-lhes papéis, cartas, corrige-lhes a correspondência, os diários, interessam o social. Acrescentam agitação conforme a idade, população local diferencia-se

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