vendredi 24 mars 2017

Análise - Alberto Velho Nogueira, 2015 - Primeiras páginas

[Um actor, filmes, projecções. Ensaio teatral.]

Fotografado pelo Horsfield em Sorrento, capuz esconde-lhe as feições, põe os dedos na terra, os nervos perdem-se na precaridade, o psíquico trava a transpiração que não se adeque à excitação que lhe vem das secreções, de uma zona interna por não ter asperezas nem virtudes a explicar ao que lhe pedem os nervos, a função vem ao exterior pela garganta e outros órgãos que o qualificam como um canal conducente no lugar onde se vestem de vermelho quando a cor não tem significado, o que resta dos nomeados é a máscara de cera desfeita depois de terem sido queimados num fogo artificial, tudo artificial, o mais expressivo vem do lábio superior leporino, golpe leonino, acidente com uma faca explica-se por ter perdido o sentido do discurso, não sou proprietário do discurso quando me convocam, não exprimo novidade, a teimosia no que resta da cera, coberto por cera que atrai as abelhas os mosquitos e as mãos de quem verifica que existe uma relação entre o vermelho do capuz que me cobre e o que os outros vêem, análise incorrecta do sistema nervoso, do ouro que brilha nos órgãos, o ouro do Reno descrito pelo sistema económico, sou um hesitante que economizou o líquido que contém a espécie, a riqueza do líquido composto de ferramentas laços narizes e olhos, sobretudo de olhos de vidro que têm como função olhar na direcção do fotógrafo, texto não resiste sem fotógrafo, sem fotos que exprimam a consistência do ouro, os nervos envolvidos pelo ouro, pelo fato e pela gravata com que me enfeitam, sou um dourado enfiado num sarcófago esmaltado, as feições de cera, os poros enchidos de cera, a transformação deu o ouro do Reno, siderurgia doméstica, o valor cobiçado pelos que se aproximam do tecido exterior, dos panos cosidos à pele, dos órgãos que me constituem dourados a ouro do Reno, a máscara que me cobre as feições é de cera dourada, informa os membros de que sou feito a enfiar num sarcófago, materiais atraem as abelhas, o que exprimo não aflora à garganta órgão sugestivo do som que me ultrapassa até criar uma química, nein, nenhuma química nem processos de engano, sou um teatro, estou diante de spots que me iluminam o fácies, a mentira anuncia-se no circuito interno até produzir o ouro do Reno, o mais adequado é falsificar materiais que sirvam para os que observam os sarcófagos, o industrial produz a igualdade dos discursos que me ocupam a garganta, as feições conservam-se antes da deterioração dos órgãos internos, o exterior é luta de classes, uma invenção dos que promovem a carreira administrativa e que prometem mais capital ao material arrefecido que proponho para exposição, rejeito os materiais que não utilizo com os braços de cera, as feições formadas pela Mutter que recebeu o líquido valorizado pelo Vater que continha matéria incandescente, a genética leva as carnes ao desafio de se multiplicarem com peles e panos cosidos que me assustam quando me precipito para fora dos lugares conhecidos, invadido pelo discurso que nada diz a não ser sobre a função dos sarcófagos, zona de mumificação do que tenho no cérebro onde me enfiam as excitações que contêm panos cosidos, nada desconhecido, materiais vão do ouro do Reno ao bronze esmaltado dos sarcófagos aos panos cosidos à pele, fizeram-me do mesmo material que me cobre, o fechamento é total, encerrados os poros depois de ter sido fabricado pelo líquido genitor que fez o ouro do Reno, os braços de cera que se derreteram de modo industrial, os poros respiram no sarcófago, a respiração condensa-se, nenhuma transparência, o sarcófago esconde-me depois das experiências com os dedos separados dos braços de cera para proteger as carnes dos canibais que procuram carne humana depois de terem passado fome nas zonas urbanas onde vêem filmes e desfilam com metralhadoras e outras artes, artesanatos e acções correspondem à utilidade lógica das funções de cada intitulado pelos serviços administrativos que levam os observadores a declarar o peso e a altura de cada, medem-se por palmos, processo rudimentar, análises do sangue são mais probantes, provam que têm raciocínio e luvas de protecção contra os canibais que se comportam nos restaurantes com a fúria dos dentes mal implantados, as referências humanas acabam nos dentes, maxilares identificam os mortos por acidente, dentistas têm arquivos de identificação nas placas dentárias, a personalidade está na dentição, o identificado num sarcófago tem o eu esmaltado, é decoração design junto das águas das torneiras, sou carga masculina, os panos e a pele condicionados pelas feições cobertas de cera, a referência ao fechado num sarcófago esmaltado depois de representar os nomeados, o sarcófago numa localidade que se reconhece pela atmosfera dos que passeiam desde a manhã, que conservam a decência no silêncio, nada que lhes atrapalhe a garganta que se asfixia ao menor toque que surja no vale escolhido, os regulamentos seguidos à letra, os Mutter und Vater nomeados conhecem a atmosfera que vem do branco esmaltado, procuram materiais que pesem, a conservação pesa, aspiram ao reconhecimento, a sobrevivência calculada pelas virtudes administrativas, escolheram os dirigentes, ocuparam-se das ceras, são passivos no vale que os protege do futuro incerto, nein, o futuro certo da morte que os incita aos sarcófagos, material adequado à conservação dos nervos e do que se deposita neles, o afásico está no sarcófago, desfeito no interior do sarcófago, imaginam-me corrente líquida desfeita, os poros de cera, peles secas transformam-me em borboleta e outros animais que têm a origem no ouro do Reno que conspurcam com os dedos, os cabelos em permanente da que nomeio de biquini no colchão de praia que a devora, da que acusa o anómalo feito de panos cosidos à pele, a respiração resulta dos tecidos dos poros e da cera, sem cera serei matéria mole inadequada aos exercícios com a garganta, olhos verificam como se cai nos sarcófagos e se recomeça a exibição dos que controlam a minha integridade, os poros abertos para a respiração que não altere a corrente do Reno, sou corrente de rio, atitude a relatar à nomeada escolhida como atracção sexual, a experiência vem dos cheiros que a escolhida produz, cheiro é propriedade privada, produz chamamento sexual, depende dos materiais onde se expandem, os meus sobre as madeiras, essências multiplicam-me o poder atractivo, nein, a força de atracção vem do lábio superior em forma de bico, estou decorado a ouro do Reno, esperma é conservado nos mausoléus, nos pontos onde se distribui gasolina, onde se estendem as nurses para educação dos poros, manicures tratam das unhas, provocam os líquidos que saem dos aparelhos, socorristas lêem os documentos que identificam os acidentados, os mortos estão nos sarcófagos, foram armas de guerra, obedeceram às máscaras de cera que lhes puseram sobre as feições, alterados os psíquicos até serem considerados indefesos inúteis colocados nas cidades-jardins incorruptas, identificados pela dentição, fornecida a identidade pelos dentistas, as peças artificiais não vieram do esperma, sou formado por próteses industriais que confirmam o que atravessa a garganta, sou exibido num local insular, as feições obtidas pelas ceras depois de ser construtor de fácies múltiplos que me escondem a identidade, escondo-me das que me procuram o lábio superior por excitação nervosa que causa o pornográfico, a situação criadora de desejo nas que se aproximam pelo cheiro que produzo, nein, ninguém desenvolve actividade vulcânica com os membros de cera, conduzo-me de máscara para o ginásio onde o lábio superior é atractivo sexual, provocação pornográfica, abastecido pelos que me enfiam num sarcófago numa sala de exposições, sou o retrato dos miolos que me fabricaram, as feições enfarinhadas, pão de segunda enfarinhado, exibição pornográfica dos poros que se abrem às que me procuram depois de me cheirarem, excitação vem dos poros, dos sarcófagos esmaltados onde os nomeados exibem os vestidos os casacos as gravatas os sapatos cambados que representam a falta de meios dos que morreram por desaparecimento ocular, nomeados perturbavam a paisagem, ocuparam-se do que comeram antes de serem pó, mastigaram com os artifícios que lhes construíram nas bolcas, abrem-lhes correntes de ar, facilitam-lhes a respiração pelos poros num planalto a mil e oitocentos metros, frio instala-se antes dos sarcófagos, conhecem o esmalte das banheiras e dos sarcófagos antes de desaparecerem do restaurante onde pediram ovos mexidos bacon corn flakes e fruta, as células formadas por produtos embalados, são embalagens que se apresentam com a condição de explorarem a pornografia que lhes vai por dentro, quando a carapaça exterior não significa nada de porno, a pornografia está no lábio superior, na procura do esmaltado, no desconexo que me conduz ao cheiro que sai dos poros enquanto me transportam para um lugar inóspito, porquê inóspito quando me exprimem que estou ligado a uma mulher entre os que me agarram pelos braços, membros servem para o puxanço, para os usos se existem opacidades que expliquem os movimentos, os puxões de quem me leva para uma audição em circuito fechado, sala ou zona alcatroada, local urbano visível pelo arranjo das pedras dos cimentos dos bordos, construções indicam-me o que flutua na cabeça, as agressões dos que me transportam para um lugar descampado onde colocam as pessoas que possuem um eu encravado depois de ter suportado os que de casaco e camisa me levaram à força para uma floresta presa ao urbano pelas estradas, alterado pelo ouro que me fazem engolir para melhorar a condição dos órgãos, situação não me produz diferença, os adjectivos são precários, utilizam-se para a condição do arrastado pelos braços, conduzem-me para a floresta que conheço por referências ao que armazenei, conheço isto aqui, o ponto onde me abandonam, exausto, os punhos deslocados as mãos inertes, referências a partes do organismo, a língua como parte que me grava o que me agride com ferocidade, dizem-me os planos que têm, não dizem, não os ouço, reconheço o local, o albergue onde estive se houve uma primeira vez num lugar que se me enfiou na cera de que sou constituído para desaparecer pelo fogo no local onde cheira a carvão, restos das folhas das árvores que caem junto da estação, o que me traduz vem da voz que gravam, a casualidade da voz que ouço depois de me terem gravado na cabine que fotografei quando no estado cerebral anterior, disponível na cadeira onde me examinaram o momento que se impregnou na cera de que sou feito, os órgãos dourados a ouro do Reno, o ouro enfiado por funil, recipiente enche-se de ouro, dourado como um objecto porno, ouro indica a porno que se apodera dos braços de cera, puxam-me para um interior, nein, para um exterior, a dúvida persiste no horizonte que me encandeia me dirige para outra idade com máscara de cera, os materiais não me interessam, o resultado está na aparência, aparento outra idade, estive no lugar que reconheço desde que me transportei por força própria para o urbano com muros, o ouro interno, a floresta próxima da estação, nein, folhas das árvores, não florestas, folhas caem no outono, a figura estática diante da câmara por haver ligação ao texto, câmaras dispõem-me ao esquecimento do quotidiano que me afasta dos que me agarram as ceras para me dividirem em pedaços, a destruição vem da cera, dos materiais que me formam, a camisa tem botão, o colarinho abotoado, mostro os braços de cera que arrancam com a facilidade das bambole per bambine, a máscara de cera sobre as feições que se esquecem, esqueço-me do que me caracteriza, a língua tem inarticulação própria provocada pelos castigos que me vêm da cabeça, circuitos envenenam-me a pele e os poros, porno dos braços que me arrancam por ser matéria a transportar para o local que reconheço como lugar onde aprendi a soletrar com a língua que desenvolve o esquecimento, apago o que fui, adquiro máscara de cera, os braços puxados pelos que me transportam à força, conduzido pelos medicamentos ao lugar onde me examinam como favorito à porno, às fotografias de cenas com cera, os braços de cera colados ao tronco, figura artística no urbano que reconheço como lugar onde me estabeleci para esquecer-me da voz que me caracteriza como dos braços de cera do cabelo estopa dos olhos castanhos se houver descrição da personagem que se modifica, reprodução feita pela artista que me condiciona ao lugar onde me prendem, a cera reproduz-se como vitualha interior, órgãos comem-se conforme as memórias dos lugares públicos onde exercitam as línguas gagas que se precipitam para a comunicação sem conhecerem o interno dourado a ouro do Reno que conspira contra o eu, contra os braços de cera, feito de cera a derreter no fogo não acidental, o fogo está no ouro do Reno, deito fogo ao camper onde me colocam por haver ceras nos locais a decorar, local onde se exprime o cérebro, memória perde-se para se substituir por outra mais adequada aos materiais que me formam, ceras do Baselitz do Kiefer atraem-me para a mostragem dos órgãos dourados exteriores, o pénis as pernas de cera os pêlos enxertados na cera, dor causa porno, acidente com as pernas de cera, as linhas codificadas pela que me introduziu o esquecimento, a construção falsa, cera coordena-me o esquecimento que se limita aos poros, me cria a porno junto da madeira, a memória constitui-se com materiais como a cera, manifesto desordem com a roupa as toalhas de banho, corrompo-me com o ouro, dourado por dentro à vista dos que procuram a satisfação porno com a bolca os braços de cera o lábio superior, os momentos de reflexão são estabelecidos pelos poderes urbanos, as pernas de cera inchadas, os dedos dos pés torcidos com o peso, sapatos cambados seguem a memória que se substituiu à que tinha nos lugares reflexivos onde me instalaram para me dourarem a ouro do Reno, dourado respondo ao que me perguntam, prescindo da memória, não acumulo razões, os que as têm estão dispostos à denúncia dos cerosos, denúncia do irresponsável que desfila diante das testemunhas oculares, o que viram está gravado no interno dourado que lhes regozija a memória até se exaltarem com a declaração de que o assassino é aquele que tem as mãos dispostas na frente, que esconde a realidade, que se declara ele próprio assassino, testemunhas identificam-no com a clareza dos iluminados, gravada a foto porno do assassino na memória, diz a testemunha que tem consciência do desgosto, testemunha esclarece a verdade que me entra pelos poros pela cera dos braços puxados pelos que me transportam para o camper onde se declinam as fases do dia, não me exprimo diante dos outros, estou na convenção silenciosa, adquiro ceras pornos que se derretem quando me estiram, sou enfermeiro de mim próprio, estudo a língua que me escapa, o adormecimento facilita a destruição da cera derretida não pelo fogo, é cedo para a fogueira, o derreter dos membros explica-se pelos excessos que me destroem a memória das feições, dos locais, do que tenho de contínuo, a continuação no dourado interno dos órgãos que se deslocam para fora numa demonstração de luxúria, num esboço de feições novas, renovo as feições com a máscara de cera, mentira qualificada, falso testemunho, o esquecimento não existe, a memória está nas ceras internas, não me desligo do que fui, nein, destruo as folhas das árvores, a falsa continuidade, um acabamento uma desilusão um corte definitivo, esquecimento proposto ao que emito pela bolca, forçado a dizer mais do que me permite a memória, termo arcaico onde brilham os fenómenos, os múltiplos de cera à porta dos bistrots durante a noite, locais da perda da memória, as máscaras de cera invertem-me, palhaço pavoneia-se durante a noite por não ter tido período de luz, instalado no escuro como me instalam num sarcófago para delírio porno, máscara de cera modifica-me as feições até ao esquecimento do que fui, a monotonia exprime-se no lugar por onde me formei com uma cera adequada à denúncia, esquecido descolo a máscara, afirmo a porno forçado pelas que me puxam para um interior, esquecido do que fui, ninguém me toca, estendido sobre o colchão, feito de madeira e de cera, construção não fixa os factos os actos o vocabulário durante a permanência da luz natural, fixado no declínio da luz depois de exposto à claridade do norte, ausência solar no interior dourado que me conduz ao esquecimento, terreno exprime o crescimento das ervas os animais fixos a luz fixa as casas transformadas em depósitos para moradores que se lavam, higiene contribui para a limpeza do lugar, transformo o lugar em tranquilidade animal, moradores praticam a higiene para terem poros e pele que receba as roupas, urbanidade detém-se na lavagem, nas estradas de terra que delimitam o lugar das casas idênticas para onde me transferiram, forçado à monotonia, os monótonos no jardim no duche na cave, sabão lava os órgãos externos que se dedicam à porno, nein, não têm porno, a porno está no habitante sensível ao crescimento dos animais que evoluem entre ele, as fotos entram numéricas nas cabeças que obedecem ao computarizado, a minha agarrada pelos que me torturam a cabeça entre duas tábuas de madeira, prensa do cérebro, do que está dentro e que desobedece à memória, as feições afinadas, a cabeça modificada pela pressão da prensa em Saint-Moritz onde me instalam num sarcófago, o esmalte acentua a limpeza do material, sarcófago permite-me a conservação da porno, estou inteiro dentro, os órgãos dourados à vista das testemunhas que denunciam o ouro do Reno dos órgãos internos e dos canais que me banham, banhado pelos refluxos dos rios e mares conservo a água das chuvas, os sinais da memória que se modifica, nein, não conservo dados hidrográficos, a pastorícia não me interessa como os rios os lagos a água canalizada a água das chuvas, molhado pelos que me transportam, asfixiado pelos que me atiram às feições baldes de água sem interrupção para derreterem a máscara, nein, nunca me enfiaram uma máscara, tenho cabeleira postiça para enfrentar a relação do campo com os animais que pastam, sistema ocular beneficia de impressões falsas, não as fixo, animais alteram-se quando olhados com assiduidade, com atenção superior à dos pintores, Constable fixou os campos onde florescem ervas selvagens e caminhos de terra batida, alguém colabora na construção do rural quando tudo é urbano definido como acidente, como existência das casas idênticas que se submetem aos habitantes que se lavam nos duches para a ideia de morte como o dourado dos órgãos se forma com a brevidade da existência repetida no lugar onde me asfixiam com as mãos que me apertam o pescoço durante a explicação da clandestinidade, o cérebro desloca-se para outro lugar sem que notem, noto a desconfiança que as feições criam, cera é condicionamento dos ouros visíveis durante o esquecimento, construíram casas idênticas para se recordarem dos animais que formam design na paisagem, animais silenciosos de cera, animações coordenadas por mecânicas que formam o rural, as lenhas acumuladas para reserva invernal, os automóveis nas garagens, paisagem depende dos habitantes e do sonoro que praticam, do que vestem, presos aos objectos que os inventam calmos, o turbulento no cérebro que esconde as cores, que lhes faz desaparecer as feições, o que formulam de pés descalços com os braços de cera estendidos como estendo os meus para ocupar um lugar antes da lavagem, o cérebro aumenta com a temperatura, líquido cerebral derrama-se diante dos que me observam no recinto fechado com testemunhas, nein, uma testemunha tem os olhos obnubilados, as marcas nas feições se tiver feições a que a vista se refira, refiro o que vejo nela, de cera as feições da que se debruça, desenvolvo matérias incandescentes que brilham no recinto fechado com lume e espelho, apetrechos para a paragem cardíaca, os olhos que surjam nas feições, um ser completo sem defeitos, nunca dei por qualquer falta (sic), completo no recinto, os olhos marcados nas feições, ser completo que, se funciona, desfaz a cera que desenvolve actividade, uso dos costumes dos habitantes por impor-se o derreter do cérebro formado por placas endurecidas depois de secadas ao sol, exposto no colchão enquanto as actividades se exercem conforme os pedidos sociais, as atitudes dos jogadores que penetram no campo para o heroísmo do jogo, a compensação está no transpirar, no desenvolver dos músculos de cera que, se progridem, encontrarão adversários, sem adversários não há luta, vencedores valorizam os membros de cera, a dureza eterna, a perspicácia de pertencerem ao futuro, ao eterno das actividades que o cérebro pede com intensidade, actividade é agressão, as paisagens do avesso, nein, de cabeça para baixo, alterações da circulação do sangue dos adequados ao baseball local, imitadores, jogadores contraem defeitos dos músculos do pescoço, arrumam-se nos balneários confundem as vozes, o titânico invade os cérebros, perdem as feições, adquirem musculosidade de cera eterna que os leva à glória, a paisagem de cabeça para baixo, atletas elaboram as feições, homens perfeitos, a perfeição na vitória que narram aos íntimos que lhes agarram os membros, a barba cresce conforme a reserva mental, a ocultação da história a contar aos íntimos se não procurassem a porno, agentes nus com excitação flúor, são lâmpadas, iluminam a paisagem de cabeça para baixo, atribuem-se altura peso e impressões digitais, a frequência dos exames pornográficos das mãos que derretem ao fogo, luminosos têm músculos de cera a queimar num fogo involuntário, jogadores são seguidos pela população local, contam aos íntimos a ilusão, têm feições agerridas, sofrem de incómodo material, montam a cavalo, selas esporas, a porno nos materiais que penduram na barra de metal exposta às intempéries que escapam à percepção, jogadores lutam contra os materiais que os desclassificam, não têm vontade, cera ocupa-lhes os membros, a cabeça tem matéria fumegante, dispostos a conhecer os animais que lhes dão a inteligência, sem animais seriam considerados batráquios pedras floras apodrecidas, pertencem sem artificialidade aos mercados, os resultados depois da luta veemente, da coragem (sic) dos que montam as selas de metal até estoirarem com os testículos, selas destruidoras do íntimo, contam aos mais íntimos a fragilidade dos testículos, a espécie em perigo, não há nascimentos se os testículos não funcionam para a progressão animal, o melhoramento da mão-de-obra especializada, os mercados não respondem, crise dos cavalos desperdiçados nas estrebarias onde os colocam para sentirem o cheiro dos couros, dos metais aquecidos, derretidos os membros de cera, o espectáculo degradante da perda dos membros, desportistas limpam os materiais, a limpeza é delírio dos cérebros que se desconexam das correntes eléctricas, os olhares reflectidos nos espelhos e nos metais, agredidos pela luz artificial do lugar onde me instalaram para reconhecer que os objectos têm existência própria que condiciona os habitantes que se afeiçoam aos materiais disponíveis, condicionados pelo cromado dos metais arranjados para o contemporâneo, para a duração antes da explosão, os explosivos dentro dos frascos, a mecha introduzida no bocal dos frascos, gasolina impregna a mecha, a explosão será destruidora, o edifício destruir-se-á com os jogadores nos balneários, os campos assinalam o desastre, os jogadores compenetram-se nas bebidas depois do jogo, acompanhados pelos íntimos que actuam a favor da monstruosidade das feições, os dentes mal implantados os olhos semi-cerrados pelos murros cotoveladas entusiasmos bebedeiras, vestem camisas depois da piscina da sauna do hammam, preparados para impressionar as clientes que vieram da divina commedia para os salões acompanhadas pelos sinais mitológicos, pelas figuras religiosas, pelas lendas e alusões à porno no inferno por terem órgãos exagerados depois de terem sido vencedores contra adversários débeis, idiotas de camisa fecham os olhos com a aproximação das Mütter, derretem-se com o que elas são, derretem os membros de cera, maldição infernal: encontrar-me com eles nos refeitórios nos albergues nos bares nos balneários, sou objecto de consumo, as Mütter corrigem os nervos, a calmaria da tempestade dos jogadores agressivos que nasceram com dentes de lobo, os caninos de lobo mordem as íntimas, não as Mütter, as adversárias são adversárias das Mütter, trincam-nas, canibais propõem a intimidade nos colchões onde as comem, os caninos apropriados ao comer diante das Mütter de calças brancas, Mütter adaptam-se aos jogadores, a commedia invade-as até ao inferno, serão julgadas no dia do juízo final pelos que têm jurisdição, outras transportam comida nos pratos para a guloseima dos jogadores depois do esforço, se é esforço o que trincam, abastecem os miolos, oferecem cervejas às Mütter, uns apontam para uma bandeira outros abrem latas, actividades em relação a um fim, nada gratuito, as Mütter não são gratuitas, os jogadores idem, são pagos a ouro como sou dourado a ouro do Reno, cantilena publicitária propõe eleger os melhores jogadores, os melhores animais para o jogo com os adversários locais, os íntimos abraçados a eles, os íntimos têm os miolos encerados, possuem selas de metal para esfregarem os testículos, voluntários na auto-destruição se os íntimos estão por perto, Mütter não suportam a falta de bebidas, dispostas a escolher entre gin whisky coca-cola, a comida nos pratos: salsichas gambas à l’ail calamares fritos entre armas e joelheiras capacetes e membros endurecidos pela cera dos cérebros idênticos, a mesma tonalidade da voz, as frases são iguais, a coincidência é total, animam-se com as condições vitais, as Mütter obrigadas a beber o que eles querem, social diz-lhes quem são durante o sono, não sonham, não têm mecânica psíquica, surge-lhes uma mecânica muscular, levantam-se formados para serem jogadores de baseball armados de capacete de joelheiras, os íntimos satisfeitos com os desígnios do inferno, com as divindades que os alimentam com tesouros glórias e notícias, a musculação provada a exibir de camisa, as latas de bebidas contribuem para a cera cerebral, as matérias são passivas no camper onde me fecham para a irrigação do mental que enfraquece com os jogadores, presenciá-los diminui a percepção cerebral, apaga as distâncias, reprimido pelos que procuram a intimidade, nein, não sou íntimo de ninguém, percorro os salões para os fotografar, fotografias são o último acidente dos seres idênticos com latas de bebidas na mão, as Mütter afirmam a nocividade dos líquidos que as forçam a beber, a intimidade propaga-se à velocidade do som, Mütter têm óculos escuros casaco calças amarelas, sapatos de quarto marcam a intimidade, acompanham os rebentos jogadores que as forçam à bebida até ao enjoo, a marca deles nas camisas abertas nos pêlos rapados como ciclistas que sobem o Tourmalet, figuras obscuras completam o salão, a massa que se obriga a festejar a vitória, os obscuros emitem sinais, não pertencem ao campo da luz, jogadores e respectivas Mütter experimentam os líquidos os calamares e outros animais inferiores apanhados pela fritura, fotos dos interiores e dos exteriores onde se comportam com fausto, os vestidos e fatos brilham com a iluminação artificial de quem comemora um acontecimento apesar da destruição do lugar de concentração dos trabalhos, os spots sobre as vozearias que se desprendem das gargantas iludidas, os habitantes convidados para a manifestação, a fachada destruída indica intempérie desgaste vandalismo, habitantes forçam a destruição, o desastre diante dos olhos, jogadores têm feições idênticas, o idêntico vem da destruição dos membros de cera, vencedores dedicam-se ao design, descontraídos sem gravata, o colarinho desapertado, a transpiração corre pelas feições, pelas costas nuas das convidadas e das Mütter que se colocam entre as mais resistentes ao desgaste, Mütter bebem das latas até à expulsão dos líquidos, são figuras conhecidas, o show-business está nas camisas nas latas nos calamares nas gambas nos obstáculos que os silenciam apesar de não quererem o silêncio, atitude forçada, o silêncio implica remorso, observador perde o controlo, queda, embriaguês, circulam calamares e gambas, fritos alteram a digestão dos presentes que se inclinam para as armas, demonstração das armas durante a digestão, o fabrico de armas automáticas para defesa da propriedade e dos intestinos que digerem os fritos, senhores apresentam-se de cabelo branco, integridade, nus na piscina agarrados a mulheres que se forçam ao prazer que lhes pedem, pedintes de cabelos brancos qualificativos de seriedade, o trabalho executado com perfeição técnica, os objectos lavados pelas mulheres a dias, funcionárias despem-se na piscina, dançarinas de cabaret pagas pelo administrativo para divertimento, a limpeza garantida, excitados transformam o doloroso em prazer da pele e dos poros, agarram as que forçam ao prazer enquanto lhes mostram as fotos do passado, não sabem quanto tempo lhes resta, não colaboro com os que têm os movimentos desfocados, de cera as feições e as pernas demolidas pelo fogo não acidental, voluntário o lume a fogueira o fogo o incêndio a desfocagem igual à desfocagem da memória que me coloca entre os que têm os tecidos gastos, a pele rugosa enfeitada por grânulos, a semelhança deles com figuras da História, estou diante da que nomeio e que se esquiva, recusa o movimento das ceras, prende-me com um cinto, destapa o mamilo, dá gambas aos que pedem fritos para o crescimento, óleos gastos pelas cozinheiras que trabalham para recintos públicos como restaurantes cantinas e messes, cozinheiras não têm alternativa, escolhem os fritos as gambas os calamares durante a apresentação, as Mütter são eternas, vestem camisas e calças cor de laranja, cataratas nos olhos das que se abandonam ao ice tea, procuram a produção mais eficiente, cabelos brancos informam como a defesa se organiza a partir dos jardins dos salões das portas herméticas e outros triunfos do homem actual que se instala nas piscinas com as mulheres que o forçam ao prazer que não sente, o prazer voltado para os relógios as armas as bebidas até ao enjoo, falta de secreções internas dá enjoo tontura desmaio diante da bandeira dos Estados Unidos, imitadores dos que se defendem com armas automáticas nos salões e corredores das casas e dos albergues que frequentam com assiduidade, viagens dos que se agrupam para sentirem o estado do mundo, a sala dos elementos desportivos, as selas metálicas, as mãos por onde andam, o que tocam o que sentem, a facilidade com que se desfocam para desaparecerem deles próprios, desfeitos, a cera derretida pelos fogos voluntários, os tecidos escondidos pela desfocagem, ocultado pelos objectos que me refazem o interno, refeito pelo mecanismo que fabricam, fabricado pelo exterior, o interno agressivo, o prazer instala-se nas ondas oculares que refazem a desfocagem, o que me falta, nein, nada me falta, estou completo por estar disseminado no lugar que me garantiram onde utilizarei a memória gasta, a desfocagem dos poros, os spots directos às feições sem que lhes responda, não tenho resposta a não ser a das desfocagens, protegido pelas desfocagens, pelos elementos ingeridos, objectos parecem-se uns com os outros, manchas produzem cinzentos, o desfocado chama a atenção das ceras dos membros, da memória que se desfaz, as duas mulheres incólumes não se exprimem, falar é obstáculo à decisão, o mental não fala, dirige-se aos fritos, o mental fechado apesar da situação incluir duas mulheres que negam o que lhes retiram pelos poros, as expressões usadas, usados os discursos, a visão desfocada, a fala metida em tijolos em pedras em cimentos em cubículos que se desencadeiam para se desmoronarem diante delas, assistidas por socorristas enfermeiros e médicos que agem em socorro das que perderam o juízo e os braços de cera, socorristas afirmam que alguém se afogou, os corpos recuperados depois do trabalho aturado dos socorristas, homens e mulheres equipados para ajudar o próximo, nada desfocado neles, a nitidez obedece ao salvamento, socorristas no lugar onde pratico os defeitos as oscilações, o mais reduzido está na língua, uns centímetros de carne que articula a porno na bolca e nos órgãos dos que se aproximam para receberem as letras e os pratos, dois elementos da realização humana, língua aproveita as letras que me foram transmitidas, expressão é isto de movimentar a língua na cavidade bolcal, ser confrontado à satisfação de sentir que os outros não me ouvem, a outra, mais ninguém, os outros presos à bebedeira, às armas que mostram pela primeira vez aos que as usam para defesa das propriedades, as cabeças deles furadas, socorristas desfocados, nein, os socorristas nítidos no descanso depois do esforço para salvar as afogadas, a ambulância de portas abertas, os materiais apropriados à sobrevivência, a cabeça furada depois da subida da montanha, a perda dos sentidos no lago, afogamento e morte, as duas socorridas pelos escuteiros equipados com máscaras de oxigénio, socorristas deram mais do que seria permitido a três mil e duzentos metros, falta de oxigénio, enterrados os pregos nos miolos, pregos martelam-se com a lentidão da tortura nas cabeças de cera, a cabeça delas na redoma religiosa onde se colocam as virgens diante das quais os crentes rezam a porno, as duas cabeças lambem-se, são a produção porno, a língua que estalo quando me observam, fala consiste em separar as sílabas, em cuspir a desfocagem delas para o ar, alterar as duas cabeças, dois volumes idênticos, a extinção das cores vem das cataratas que me cobrem os olhos, ponto fulcral no salão onde se conservam os vendedores de armas e as que bebem ice tea, a existência dourada, o ouro do Reno nelas, sou duas cabeças que se lambem, spots iluminam os trabalhos exteriores, colaboro na construção da estação da U-Bahn, estou na “Lepanto” do Cy Twombly, sou barca, dois volumes de cabeças expostas, duas ceras que se derretem, constituído por fragilidades que me impõem aos desfocadores que desfocam as memórias dos lugares por onde passei, estar é o indicador do ocupar, de ser nave em Lepanto, de ser duas cabeças e artérias que se dedicam à passagem dos líquidos avermelhados que compõem os recintos internos, as cavernas, cavernoso alterado com a desfocagem dos miolos, dos membros de cera, das duas cabeças que têm cores diversas por estarem submetidas a intensidades e cataratas, lambo-me os braços de cera, a cabala de o fazer, membros fazem-se conforme os lugares, Lepanto é lugar onde se fixam as ceras, cabeças duplas lambem-se, a tortura dos que me apertam, nein, ninguém me aperta entre utensílios de carpinteiro, tornos aplicam-se às cabeças isoladas, as duplas cabeças subordinam-se à simultaneidade dos tumores que perduram na memória, na natureza para brilharem as noções de limpeza, a planície desfoca-se desfaz-se conforme as duas cabeças, a redução do plano às cabeças que se introvertem, socorristas aprendem-me a respirar com a máscara de oxigénio, protegem-me da que nomeio, dos ataques dela nos lugares frios como piscinas corredores onde abriram duas três janelas, melhoramentos a justificar pelas autoridades, sou enganado pelos cremes que me preparam nas caixas confeccionadas no Japão, o rigor das caixas com tampas de cartão, do interno das cabeças, dos veios e dos circuitos das manchas dos nervos que desencadeiam tempestades, neutrões agarrados a sabões, a quilos de células, insectos abundam nas cabeças que me refazem a memória estragada pelos temores que se acumularam no lugar onde o Brecht habitou, construo os diálogos das duas cabeças, objectos dourados entram nelas, definem as falas que se ocultam quando dirijo o discurso para a que não me vê o movimento dos pulmões que aquecem quando me forço a falar, sem efeito, as cabeças pedem-me que anule a inquietação, o nervosismo, o discurso está na porno, na língua que soletra por não haver impedimentos que a perturbem, socorristas socorrem as cabeças nos portos na estação da U-Bahn nos hammams nos lugares onde se aprecia a porno executada com minúcia, os habitantes sujeitos às artes da construção, aos critérios dos que desejam a porno nos corredores onde a memória se prende ao cordão umbilical que sustenta as cabeças, que as alimenta com calamares fritos gambas à l’ail depois de ter sido depositado pela Mutter vaso comunicante, nein, não estou ligado a nada a não ser aos cordões eléctricos, não à Mutter nua diante do regressivo nu curvado no colchão de que sai para pôr as ceras à prova, colchão não tem lençóis apetrechos da higiene, a expectativa da Mutter nua depois de lhe retirarem as roupas, aberta à verificação dos que a examinam, administrativo selecciona os socorristas e as Mütter, atribui crescimento aos que se despem apoiados aos colchões, os membros endurecem, os órgãos pendentes formam o equilíbrio momentâneo, a aspereza dos actos, a fidelidade ao físico higiénico que não cheira, os órgãos pendentes escondidos, órgãos adjacentes por não saberem para que servem, inspeccionam-lhe os órgãos pendentes, os membros de cera, no exterior as casas idênticas entre jardins, arquitecto estudou a penetração dos órgãos, os membros de cera nas casas idênticas, as feições adequadas ao despertar (sic) do que esteve fechado durante a noite, o dia regula as casas idênticas dos seres sem futuro, ímans despertam as ceras, o funcionamento do cérebro que cresce apesar da falta de oxigénio, do cataclismo sobre as casas, a identidade provoca desmaios, tremores das ceras, um despertar qualifica o sair do sono das ceras dos membros que se confundem com legumes troncos e ramos partidos, o todo numa redoma, a monstruosidade sem explicação, constituído por ramos nódulos e espinhos, envolvido em panos e gaze, ferimentos, nein, zonas internas por estar num lugar onde me forçam a ocupar o colchão, a pele cosida a panos, linhas marcam os limites de cada produto que me cosem, não me determinam o sexo, misturam os elementos para ser-me impossível ser responsável constituído pelo mental fora das intempéries, as ceras esperam o resultado da perícia dos membros, da experiência dos maxilares que se apertam conforme me dirigem ao local, nenhuma imaginação, as casas idênticas feitas para abrangerem os habitantes que tenham pedido tecto paredes banheiras duches injecções termómetros de mercúrio e ceras para tapar os buracos da cera, o interno é de cera, não só a parte exterior com pêlos e panos cosidos à pele que me informa da rudeza física depois do acordar (sic), nein, engano, não tenho sono, precipitado o comportamento dos habitantes que me cercam nu no colchão sem que saia alguma informação do cérebro, dos olhos que persistem quietos por atavismo por receio por referência ao medo, informação suplementar a fornecer aos socorristas prontos à montanha equipados de botijas de oxigénio de cordas de picaretas, a que nomeio está nua, recicla os complexos do inferiorizado edipiano que se desfaz em ramos secos com nódulos e espinhos sem sentir impressões dolorosas, nada, contrariado pergunto aos socorristas informações sobre o futuro que registam, que está nos panos que me cosem, coser causa mais cera, os membros qualificados de origem, montados pelas abelhas e outros insectos que trabalham na realização da cera e dos panos cosidos, as costas encurvadas quando saio do colchão onde me ataram para o sono contínuo, nein, ninguém me atou não me sujeito ao sono estou colado ao colchão, os membros de cera montados por quem pensa na porno que me despe para parecer de marfim de cera de baquelite de esmalte, materiais repetem-se nos textos que se formam a partir da curvatura das costas de cera, ter costas é sinónimo de possuir espinha dorsal, de me deslocar para o camper, me fechar dentro do que me numeraram, os jardins atribuídos assim como a estufa envidraçada, os membros de cera, os materiais abundam junto das árvores que definem o pensamento dos arquitectos que estabeleceram a vontade entre elementos decorativos, ímans actuam sobre o sexo marcado pelo período onírico sem sono, a bexiga contém sensações acumuladas durante o sem sono, nenhuma referência ao nocturno nem ao sol, os lugares marcados pelos excessos, pelas construções que têm como luz o que vem do excesso, nein, neve durante o inverno excesso de claridade, a monstruosidade dos que se desfiguram conforme a noite, noites não contam, sono foi eliminado pelos produtos que me injectaram para me sentir entre panos cosidos e figuras pornos que demonstram falta de atracção pelo natural, o artificial nos membros de cera e nos órgãos pendentes apesar da presença da que nomeio que me aplica a expectativa da porno, me escarifica a porno na cabeça que fabrica secreções e tremuras, nomeada é expulsa pelo regressivo, os membros de cera dispostos à cosedura dos panos, disposto a notar que tem uma perna maior do que a outra, duas pernas não idênticas, pernas dependem da medida, a menor é a direita, nein, a esquerda que se cruza e que confunde os que me encontram de costas curvadas, preparado para os panos a coser, para a abertura do interno, coseduras cortam-se com uma tesoura, cortam-se as linhas de fio de coco, as cicatrizes visíveis, operadores deixaram traço sobre a pele de cera, a insipiência do insignificante, nein, irresponsável tem sinais que se transmitem aos que se aproximam para ver o que tem a transmitir, habitantes convencem-se dos membros de cera, membros eternos, a eternidade da cera que me cobre para o tratamento das dores, habitantes abrem-se para conhecerem o interior da humanidade, os tecidos que me cosem, progresso cria melhores condições de fechamento dos físicos, os materiais confundem-se com a carne dos habitantes que reabilitam a espécie, queimados pelo excesso de exposição ao sol, queimados como a que nomeio é uma massa vermelha sem linhas definidas, um nu que à distância não se reconhece nu, nein, coberto por sedas transparentes, o corpo exibido ao regressivo, a curiosidade nos dedos de cera que tocam a exposta, perco a noção do conhecimento, anónima exposta tocada pelos dedos pornos que sentem a seda, estou num local com janela, as árvores ao fundo, o lugar da que nomeio, camper marca-lhe a ambição de ser transmissora do Édipo, das frequências que me atingem o cérebro, ímans vendem-se nas sex shops, matéria barata injuria a pele que se desenvolve com defeitos não camufláveis, insisto sobre a que nomeio, mancha vermelha indecisa com espelho na mão, outro material inventado para me causar inveja ciumeira distúrbios na bexiga concentrada na conservação dos líquidos até à explosão, à porno da expulsão, de qualquer expulsão que me derreta os membros de cera, desfeito, o desfazer-me consiste em perder a consistência, inserir-me na banheira, ser objecto de banhos, os membros cortados pela serra à disposição dos guardas florestais e dos socorristas que se alimentam dos acidentados para os deformarem, socorristas acentuam os acidentes, têm a noção do sangue como base de qualquer habitante, eu de cera vermelha, sangue solidificou-se com a exposição ao sol, exposto diante da que nomeio, mancha vermelha idêntica, sou a identidade da que tem material reflector na mão, nenhum espelho, nein, material decide da inclinação das costas que se fixam na almofada e noutros condicionamentos caseiros (sic) que me mudam a idade, um envelhecido como o Vater morto, garanhão para padreação, escolhido pelos que se aproximam da confusão mental da ira com a troça, ira conservada nos observadores que me detestam, me afastam do colchão colmeia, preso pelos braços de cera, agredido para que pratique o que esperam do eu, entidade inferiorizada, a padreação imediata com a Lotte, com a Mutter da mancha vermelha, a porno em acção com os produtos que se vendem nas sex shops, a noite depende das costas curvas, do sair do colchão colmeia, curvado com os órgãos pendentes inoperacionais, a bexiga carregada pelos ácidos que me intrometeram com seringas, produtos injectam-se, provocam mutismo e agitação quando me interrompem a irresponsabilidade que vem da cera dos membros, não me levanto não saio do colchão não durmo, cérebro agita-se isolado das condições que me aplicam, a memória armazena as curvaturas o medíocre urinar, a porno que sai da bexiga pelos poros, invento a irresponsabilidade, não actuo, se actuo é por me convencer que os outros me perseguem, me atiram para a redoma onde exponho os membros de cera os ramos partidos os espinhos não de rosas, movimentos indicam que não sou planta, os órgãos maltratados pelas vergastadas da Mutter que me educa à porno, nu perturbado estrago o esquentador, o gás não sai, entupido, nein, não há gás, ninguém comprou uma botija nova, estou enfarinhado no colchão colmeia, a curvatura das costas é inevitável, não anuncio o que estraguei, estragos dependem do material vetusto, ninguém substitui o esquentador, não sou responsável, sou porno para padreação, as costas curvadas, a bexiga complexa detém o Édipo, exibo a identidade porno que transporto do colchão colmeia para o lugar do emprego que me curva as costas, curvatura depende da carga do complexo, da amnésia, da curvatura nascem os espinhos e os panos que me cosem, anestesiado, nein, cosido a olho nu, agulha espeta-se nas costas, material vetusto, perigo de tétano, perturbado diante dos perigos, não os causo não os chamo não me quebram a memória, nein, amnésico em observação pelos que decifram a irresponsabilidade, a saturação dos nervos que atraem os materiais vetustos, destruído pelos materiais deteriorados, panos cobrem-me as partes pornos, resisto de punhos fechados aos que me transportam para exame do cérebro que se recorda do nome e do lugar, confirmo que saí do colchão colmeia para curvar as costas com o abandono dos órgãos pendentes e da bexiga que fabricou ácidos durante o período nocturno, nein, nada de nocturno, o que relatam não tem importância, ligam-me às nevroses de guerra, curvado leio as notícias, os documentos debaixo do travesseiro, escondo a certidão de nascimento, não me conhecem a idade, produzo impressões que não registam, sou máquina produtora de sensações vegetativas, de impressões negativas, não estraguei o esquentador, denunciam-me por não encontrarem ninguém, bode expiatório da porno dos acidentes dos estragos, compensado (sic) pelos panos que me cosem à pele, conduzem-me à maca colmeia, operação consiste na cosedura dos panos, os acidentes os estragos são descritos no relatório, inclinado para o lado esquerdo perco o equilíbrio, os habitantes de pé sem curvatura, não estraguei o esquentador, faço o sumário do que destruo e não destruo, materiais vetustos estragam-se, obedeço ao que me precipita, cabeça leva-me à repetição dos sons que vêm do aparelho que me instalaram para satisfação pessoal, a organização do tempo, preparado para a irresponsabilidade, as camisas lavadas as calças sobre a cadeira, lugar propício ao abandono à renúncia à mancha vermelha da Mutter que se desloca entre as chamas do fogo posto, nein, nenhum incêndio, pirómano agita-se no campo desolado sem o exercício dos membros de cera, numa cadeira de rodas para não escapar ao fogo ateado se o vento mudar de direcção, nein, não sou acusado de incendiar o camper,

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